Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Twitter vs Blogs
21-janeiro-2010, 9:23
Arquivado em: Blogroll, Diatribes

Existe vida aos blogs depois do twitter? Será que twittar algumas vezes por dia justifica uma falta de posts pensativos, criativos e diferentes?

O twitter, toda a idéia de twittagem, me confunde. Eu o uso, com celular 3G fica ainda mais fácil e tranqüilo, e talvez seja por isso que mais acesso o site. Tem muita gente falando absolutamente nada – o que diz muito em comum com blogs em geral.

Mas o acesso à informação ‘instantaneamente’, presente no twitter, é que me deixa fixado no programa. Gosto de ter acesso aos links da Rolling Stones, às notícias esportivas do Ilan, Garamba ou paralelos. Gosto de saber como anda a vida do Tony Fernandes, que ia, até ontem, comprar o West Ham, ou do Neil Gaiman – meu autor predileto. Soube que ele vai se casar, e fiquei estranhamente contente.

A vida em 140 caracteres é complicada. Mas ao mesmo tempo ela se torna a comunicação rápida e simplificada. E é incrível ver no twitter que as pessoas, mesmo com restrições de tamanho das mensagens, não são do tipo de usar internetês. Divulgam suas mensagens amplamente, e sucintamente. É gratificante ver que, ao menos no twitter, não tivemos o empobrecimento da língua. Bom, mais do que o normal.

Ainda estou indeciso quanto ao poder do twitter em terminar com blogs. Acho, sim, que o twitter possibilitou pessoas de divulgarem duas idéias, por mais imbecis e pueris, de maneira rápida e pronta – sem precisarem se preocupar em criar posts, desenvolver idéias. Blogs têm a tendência de puxar o dono para algo mais complicado e elaborado. Dificilmente se vê estruturas de blogs sem preocupação com o tamanho dos posts e a proposta neles contida.

Talvez seja isso o maior feito do twitter – transformar idéias rápidas e de curta duração em movimentos de posts individuais. Ninguém se importa se o tweet ficar sem sentido, sem coesão ou se disser pouco. Rapidamente será engolido por outros tweets, e terá feito seu dever de ser algo de valor e necessidade de atenção por poucos instantes.

Eu ainda preciso escrever posts mais ‘complexos’ e pensativos. Sinto muita falta de fazer isso. Talvez por isso precise ainda desse espaço. E esteja criando um novo, de um projeto literário com um amigo.

Long live the blogosphere.



Perfeito
19-janeiro-2010, 1:16
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De volta à Terra do Nunca
18-janeiro-2010, 11:16
Arquivado em: Abobrinhas

Voltei. Ainda preciso fechar meus vídeos, e estou trabalhando em alguns textos. Foram umas semanas de sabático forçado. Muita coisa do mestrado, da vida.

Mas estou de volta.



A viagem de um Viking na América – Parte XI
21-novembro-2009, 5:21
Arquivado em: Estrada



A viagem de um Viking na América – Parte X
17-novembro-2009, 5:19
Arquivado em: Estrada



A viagem de um Viking na América – Parte IX
10-novembro-2009, 8:39
Arquivado em: Estrada



A viagem de um Viking na América – Parte VIII
30-outubro-2009, 9:11
Arquivado em: Estrada



Da vida
21-outubro-2009, 4:34
Arquivado em: Perfil

Existe uma gama de sensações interessantes sobre trabalhar demais. O que é, de fato, muito trabalho? Aquele que domina suas horas? Ou o que  te faz sonhar sobre projetos existentes e futuros? Será que é aquele que te estressa? Ou aquele te consome o suficiente para que você não consiga se estressar?

Fora o mestrado, que está me matando, ando desenvolvendo projetos incríveis. Uma proliferação de idéias e ideais que me tomam o tempo, a cabeça – e até um pouco a saúde. Meu olho esquero treme um pouquinho. Acho que é excesso de cafeína. Ou algum problema neurológico, o que seria mais um pra lista infinita de maluquices que tenho. Minha dieta já foi pros cacetes.

Viajo dia 30 para os EUA a fim de fechar minha segunda residência do mestrado. Teria de ser um momento, igual ao ano passado, de pura imersão e dedicação. Sei que vou precisar achar horas no dia para conseguir fazer tudo. Vou ter de inventar um calendário novo, e colocar umas 30 horas da aurora até o crepúsculo, para que possa me dedicar à manter minha saúde em dia e compor as músicas que quero até o final do ano.

Durmo sobre o trabalho, acordo atrasado pra um bando de coisas. Me vejo sempre com alguns telefonemas pra fazer, todos que deveria ter feito mais cedo ou ontem. Me pego assumindo inúmeros projetos por romantismo, ideal, excitação e gana. Cada novo passo é uma vitória, que se transforma em vinte passos até a concretização do investimento intelectual e financeiro. Uma briga de leão diária, horária, quiçá minutária.

Sabe que estou adorando isso tudo?



Maitê e a falta de educação tupiniquim
14-outubro-2009, 1:48
Arquivado em: Diatribes

Maitê, em Basco, quer dizer ‘amável’. Há a lenda que, em tupi, quer dizer ‘coisa feia’ e é usado pelos índios pra afastar maus espíritos. Esse último faz mais sentido. Especialmente se levarmos em conta nossa especial e fantástica atriz-apresentadora.

Acho estranho que um programa exibido em 2007 só tenha trazido essa polêmica agora. Porém, nada tira o fato dessa vergonha ser uma afronta aos nossos patrícios. Sempre tão solícitos, simpáticos e prestativos.

É claro que zombamos de levarem tudo ao pé da letra, mas faz parte do que eles são. Lembro-me de uma vez que perguntei onde ficava o elevador de Fátima e a resposta foi ‘quando seguires por aqui, e chegares à esquina com a rua X, passaste. É logo antes.’

Se não entendemos as referências e brincamos com isso, beleza. Portugueses devem achar graça de não sermos diretos e falarmos tudo ‘errado’ e ‘estranho’. Isso não dá o direito de termos nossa quéridas ‘meninas’ do Saia Justa humilharem o país. Sem contar o fato da Maitê mostrar sua habitual falta de cultura, errando a história de Salazar e sendo a sem-noção de sempre.

Falta espaço nesse país para termos uma posição mais crítica e definitiva sobre essa falta de educação e posição com relação à . Sátiras e críticas políticas construtivas e inteligentes como o CQC são uma coisa. Falta de educação e senso do ridículo é outra completamente diferente. É patético.



Rio 2016
3-outubro-2009, 1:14
Arquivado em: Copacabanalidades, Esportividades, Perfil

Meu país. Minha cidade. Vivo falando de vocês. Mal, most of the time. Bem quando quero, quando não consigo conter minha vontade de proclamar meu amor.

Não tinha visto sua vitória ao vivo, minha cidade. Não pude acompanhar. Estava no interior do estado de São Paulo. Depois estava na grange cidade cinza que gosto bastante. E onde me encontro agora, vendo, repetidas vezes, o seu vídeo para o COI.

São momentos especiais, esses. Momentos em que me vejo um cidadão tupiniquim. E sabe por que? Porque amo o fato de sermos assim. Falhos, estranhos, emotivos até pedirmos arrêgo.

Somos o povo que vai, em centenas de milhares, torcer por uma votação em um país escandinavo. Somos um povo que festeja de maneira delirante, e esquecemos os problemas, as árduas porradas da vida, por uma festa e uma reunião em grupo.

Somos um povo feliz. E, agora, somos um povo olímpico. Que orgulho.