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Acho que já fiz esse joço aqui, o Political Compass. Mas não lembrava do resultado. Acho que fiz há algum tempo quando alguém do board do West Ham pediu pra todo mundo se colocar na matriz política do compasso.
O esquema é deveras simples. Pra cima é totalitário, pra baixo libertário. Pra esquerda, dã, de esquerda e pra direito é de direita.
O Alex me instigou a fazer esse troço pra ver qualé da parada.
Sempre me considerei, e ainda me considero, um sócio-democrata. Acredito na democracia, na que considero ser a melhor forma de governar qualquer estado encontrada até hoje. Se aparecer algo de melhor no futuro, espero de braços abertos. Mas tenho sim uns questionamentos de esquerda mais forte que os de direita. Não confio nos partidos de direita - especialmente o de nome tão absurdo: Democráticos. O antigo PFL é e sempre será sujo. Extremamanete sujo.
Do nosso lado esquerdo a coisa também não é tão legal, mas alguns players se safam. O PSOL é patético, mas o Chico Alencar é bacana. O PCdoB é ridículo, mas a Jandira é sempre minha primeira candidata a quelquer cargo que ela queira ocupar aqui no Rio. O PT é totalmente de centro, se é que ainda realment exista esquerda ou direita hoje a não ser os extremos - geralmente burros e cegos às necessidades políticas atuais, que são todas centradas.
Não sei se quando se fica velho, torna-se mais de direita. Só sei que eu fiquei numa posição, pra mim, mais que respeitável. Bem perto de Ghandi e Nelson Mandela. Boa companhia.
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Bruno Medina, na sexta, postou sobre segredos contatos no o site Post Secret, sobre o qual ele escreveu: “Fico aqui pensando em como seriam as relações humanas caso o conceito de conduta social ou moralidade fossem facultativos. Trocando em miúdos, o que viria à tona se nossas ações estivessem dissociadas das conseqüências pré-estabelecidas? Talvez cheguemos a conclusão de que, ao olhar para o próximo, o que enxergamos é apenas um esboço, uma versão construída ou censurada do que se têm por dentro.”
Pra mim isso mostra a fragilidade do pensamento humano. No quanto nos apegamos à coisas estúpidas e o quando somos suscetíveis a pré-conceitos e paradigmas sociais. Não que eu me isente de tais pensamentos, mas tenho noção que devo procurar expurgar todo e qualquer conceito não-inerente à minha personalidade - jogar fora tudo aquilo que só me é familiar porque a sociedade assim impõe no meu dia-a-dia.
Esse site demonstra uma clara fotografia do que é escondido por trás das imagens e dos atos mundanos que nos forçamos a ter. De vontade de matar o chefe a estupro, todos têm a necessidade de esconder seus demônios para poder se defrontar com a sociedade sem tanto medo. Sou um pouco contra esse esquema americano de liberdade irrestrita de expressão. Crimes hediondos não podem ser relativizados dessa forma. Alguém escrever ‘esquartejei minha filha’ e ninguém fazer nada é estúpido e completamente insultante pra mim.
Procuro não ter esqueletos no meu armário, mas isso nem sempre é possível. O que a educação e a vivência me mostraram é que torna-se cada vez mais fácil, pra mim, poder reagir com muito mais parcimônia e pensamento crítico do que, digamos, uma semana atrás. Consigo saber qual é meu momento de fraqueza e assim posso, do meu jeito, mudar e reagir de acordo com o que sei que é o melhor caminho a seguir. Tenho me policiado e consigo de fato melhorar minha vida assim.
Além do que, faço questão de deixar minha vida como um livro aberto - qualquer um que quiser ler, está com carte blanche para descobrir o que quiser. Estar disposto a se mostrar e se abrir, pra mim, é um caminho para que não se guarde segredos, mentirinhas. Poder estufar o peito e dar a cara a tapa sem medo é saber suas limitações e virtudes, propagando para os outros, confiante em si mesmo, que não há nada que você possa temer. Que não há nada a esconder.
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Andando pela 17th St com a 3rd Ave, sentido sudoeste, me deparo com um casal de senhores, lindos, fofos demais. Converso, bato papo, jogo conversa fora. Eles seguem seu caminho e eu o meu. O dia está bonito. Nuvens esparsas dão seu ar de graça em meio à imensidão celeste.
Atravesso e sigo até a 13th St, esquina com a 2nd. Tenho contas a pagar. Uma brisa leve do leste bate em direção ao continente. Sinto o cheiro delicioso de maresia, trazendo consigo história de mares revoltos, de tempestades e icebergs.
Gosto muito da 10th. Liga uma parte da minha à essa nova. Tenho saudades da 10th. Vira e mexe me vejo passando por ela, pra pagar contas (sempre elas), ir na farmácia, comer um crepe, tomar um suco. A esquina da 10th com a 5th Ave é uma das mais perigosas da cidade. Tem um ponto cego pros carros, insanos, que querem ultrapassar o sinal. E tem sempre alguém que ultrapassa o sinal.
Muita gente percorre essas ruas. Gente de todo tipo. Imigrantes, turistas, bairristas, transeuntes passageiros. O núcleo da cidade. Daqui da janela vejo de tudo um pouco. De uma vista deslumbrante a um profusão interminável de antenas e terraços abandonados.
Tenho alguma saudade daquela outra parte. Da parte que deixei pra trás. Especialmente do verde, dos micos que me visitavam, das coisas que ainda permanecem lá. Mas ao mesmo tempo olho pros lados e vejo tudo o que criei, o que planejei e construi e fico bem. Bem demais.
Entre a 11st e a 12st é onde mais ando hoje em dia. Tem cinema, tem bar. O coração desse lugar. Até rimou. Pena que engraçado não ficou.
Adoro isso aqui. Cada vez mais adoro isso aqui. Me sinto livre, leve, solto pra curtir as pessoas, as esquinas, o barulho, a vida dessas ruas e avenidas.
Copacabana é a minha Manhattan.
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Esses moleques do Catch Side ainda me dão um ataque do coração. Acabo de ver que eles estão em terceiro lugar nos mais vistos do MySpace do Brasil. O lançamento do single ‘Temporário’ tem sido um sucesso estupendo, e estamos a caminho de sermos a maior banda independente do Brasil. Se tirarmos as duas bandas cover que estão à frente, somos já a maior banda independente da internet brasileira.
Só tenho a agradecer a esses lindos garotos, que tanta alegria me dão. É um trabalho árduo, de muito suor, que meu sócio João agarra com unhas e dentes e me ajuda a tranformar esse sonho tão bonito em realidade. Sou mais feliz hoje. Meu sonho está cada vez mais perto de se tornar realidade.
Todos ainda saberão muito mais da Megahertz. Vou transformá-la num ícone da música do Rio de Janeiro. Farei dela a maior produtora da cidade. Tranformarei esse cenário tão esquecido e desgastado. Alcançarei o topo da montanha, escalando cada centímetro com precisão, gana e imensurável esforço.
Preparem-se. Vamos decolar.
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Meu msn… 3h e pouco da manhã…
Bernardo says:
perdoar eh o caminho
Bruno says:
que isso cara
Bruno says:
não fode
Bruno says:
as pessoas são doentes, e nós não precisamos sofrer tanto assim por elas e depois relevar tão facilmente
Bruno says:
é preciso sim deixar de lado certas coisas, renegar certos sentimentos ruins de raiva, birra, rancor e tal, mas perdoar não
Bernardo says:
concordo contigo
Bernardo says:
tem uma frase que li um tempo atras:
Bernardo says:
mais ou menos assim:
Bernardo says:
quem nao perdoa eh bruto….
Bernardo says:
quem perdoa e esquece eh ignorante……
Bernardo says:
quem perdoa e guarda eh sabio
Bruno says:
prefiro ser bruto a ser sábio… porque guardar não é perdoar… é saber o porque da razão de perdoar… perdoa-se porque não há alternativa sã para as coisas… perdoa-se porque fomos criados para sermos maiores e melhor ‘do que isso tudo’…
Bruno says:
mas não é bem assim. não posso deixar de sentir raiva das pessoas que me maltratam, das coisas injustas da vida.
Bernardo says:
pode sim!
Bernardo says:
eh so lembrar do que elas fizeram e nao deixar acontecer novamente
Bernardo says:
como -veneno-
Bruno says:
pra que? pra que deixar de lado as coisas que as pessoas fizeram pra ti? pra que não guardar isso direcionado à pessoa que tanto lhe fez mal?
Bruno says:
mas aí é que tá: lembrar do que elas fizeram não é perdoar… é recordar e aprender
Bernardo says:
porque faz mais mal pra voce do que para a pessoa
Bruno says:
perdoar é deixar de lado a filhadaputisse do ato conta você e renegar todo o sofrimento em troca de algo que, pra mim, não faz sentido - que é a supimpa ‘paz de espírito’
Oras, paz de espírito uma ova!
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Nerdtest. Doni já fez o dele. Só perdi no SciFi-Comic. Nerd de quadrinhos ele, enquanto eu sou nerd de cérebro, sustância, beleza e incrível senso de direção.
Quero ver todo mundo tentando mostrar o quão nerd é. Sou um High Nerd. Chupem.
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Ir morar sozinho muitas vezes nos leva a mudar de bairro. Com isso, precisamos achar fatos, momentos, instantes e situações onde o nosso novo bairro nos encante e nos protega nesse momento de fragilidade que é dar o passo pra sair de casa. Inicio, então, uma série que visa trazer todas as coisinhas, boas e ruins, que encontro nessa nova e fascinante fase da minha vida.
A série se chama Copabanalidades.
Copa é um bairro, principalmente, barulhento. Não que eu me importe, mas meu apartamento ainda não tem ar nem cortina, então a janela está sempre aberta e semi-coberta por jornais da semana passada pra entrar pelo menos o mínimo de luz. Ainda por cima tenho uma obra perto de casa e dentro de casa. Então prontamente às 8h, no máximo, já estou de pé, esperando ansiosamente o começo do Redação Sportv para que eu possa assisitr as notícias de futebol que todo mundo sabe, mas está louco pra saber de novo.
Fico impressionado como é fácil e rápido andar por Copa. Pelo menos pela parde de Copa que mais ando, que se resume mais entre a Miguel Lemos e a Siqueira Campos. São sempre menos de dez minutos pra qualquer lugar, num ambiente sempre movimentado, garantindo pra esse aqui entretenimento garantido. Velhinhas (sempre elas) conversando calmamente no meio da calçada enquanto um rapaz, tadinho, precisa passar com um carrinho entupido de saco de cimento. Gente sempre com pressa, mas sempre sem nenhuma noção de amor próprio, se jogando entre os ônibus e táxis desgovernados da N. Sra. de Copa.
Estou aprendendo, dia após dia, a gostar mais do meu bairro. Já corri na praia a caminho da academia. Ando demais, e isso me remete a lembranças maravilhosas (próximo post).
Copa é um bairro cheio de gente. E normalmente sou reticente no tocante à ‘povo’. Muita gente sempre é sinal de algo pior que se existissem menos pessoas no fatídico local. Mas Copa é um pouco diferente. Ela aceita, abraça tanta gente, tão diferente, e segue em frente, num barulho eterno e gostoso, me acolhendo. Dizendo que não estou sozinho.
Quando escuto buzinas, me sinto bem.
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Enquanto as buscas pelo padre doido são intensificadas (o que me faz pensar que tem muita gente precisando dos serviços dos bombeiros e das pessoas de resgate, mas não estão recebendo porque a cobertura da mídia pra esse imbecil é maior), lá vou eu, sábado, a uma festa a fantasia na Vila Olimpia, em Sampa.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Eu, claro, vindo do mestrado, não tinha fantasia. Comecei então com um óculos de plástico azul, chapéu de marinheiro e gravata feita a partir de uma echarpe do Juventus de Turim. No final, graças a uma sacola trazida, estava de pirata-mais-gay-que-o-Jack-Sparrow, com direito a plumas e adereços mil.
Me chega um man of the cloth na festa. Vestido a caráter, uma fantasia bem legal de padre. Não aguentamos e enfiamos todos os balões disponíveis da festa em sua mão. Pronto, melhor fantasia impossível. Mil fotos, cara de espanto na varanda olhando pro chão lá longe.
Acho que é por isso que as pessoas fazem essas coisas pra chamar atenção. É pra serem lembradas. Esse idiota vai estar em nossas cabeças sempre que olharmos prum padre agora. Vou imaginar cada um deles decolando do altar de suas respectivas paróquias, indo ao encontro do Amon-Ra no espaço.
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É fácil demais começar a descobrir as verdades absolutas sobre morar sozinho. Elas aparecem do nada, sempre estão ali, na sua cara, só que você faz questão de não querer ver direito. Mas, devagarzinho, tomam conta do ambiente e se instalam no seu subconsciente.
#1 - Poeira é onipresente.
#2 - Roupas não se lavam sozinhas.
#3 - A vassoura e o perfex são, na verdade, seus dois melhores amigos do mundo. Você só não os conhecia antes.
#4 - A papaiz da porta de casa é um inimigo em potencial. Vira e mexe você vai se ver fora de casa por alguns minutos a mais que deveria - enquanto tenta futilmente mexer na chave até a papaiz resolver te deixar entrar de novo em casa.
#5 - Sim, aquele cheiro de meia usada não é do vizinho nem é vazamento de gás. É da sua meia usada que está ao lado da cama.
#6 - Acorda-se mais cedo quando se mora sozinho. O café, o almoço e o jantar não se fazem.
#7 - O interfone sempre toca quando você está no sono mais profundo e gostoso.
#8.1 - Não adianta pedir pra quem entrar tirar o sapato, chinelo, tênis, calçado em geral porque seu chão é sensível à qualquer merda - eles vão entrar de qualquer jeito e é isso aí.
#8.2 - Seu chão, recém-pintado e reformado, vai ser trincado, sujo, manchado e arranhado. Por mais que você não queira.
#9 - Jornal não serve de cortina. Compre uma cortina, vagabundo.
#10 - As noites são mais longas e tristes quando não há companhia. Especialmente a sua companhia, que tanto quero.

