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São raras as vezes que saio de um cinema, depois de ver qualquer tipo de adaptação, e fico tão impressionado. X-Men 3 é simplesmente o melhor filme que já vi proveniente de uma adaptação de quadrinhos. Chego até a dizer melhor que Homem-Aranha 2, que é surrealmente bom também. Só que esse filme conseguiu dar uma atmosfera densa e grande à história do gibi e tranformar o eterno loop do mundo X-Men dos gibis em algo com começo, meio e fim. E que fim.
Famke Jenssen está PERFEITA como a Fênix. Deram um ar poltergeist ao personagem, que ficou altamente coerente e criativo.
Hugh Jackman, especialmente nesse filme, provou pra mim que é sim um puta Wolverine. Tudo bem que o personagem dos gibis tem um metro e meio e meio bestial, e que esse tem quase dois e é um galã, mas ele conseguiu dar ao papel toda a complexidade do personagem que antes até não gostava tanto - por ser meio caricato demais - mas que agora, pelas atuações dele, estou aguardando ansiosamente o filme ‘Wolverine’.
Se não fosse pelo Sir Ian (sempre ele, muito espetacular), o Magneto ficaria caricato demais nesse filme. Ainda bem que é ele quem atua.
Não gosto da Halle Berry. Não dá pra engoli-la como Tempestade. Blé demais.
Boas adições do Fera (muito bem interpretado… e nada ridículo como poderia fácilmente ser), da Kitty Pride, do Fanático (excelente), do Colossus, mas uma hedionda participação da Psylocke (quem era mesmo? Não avisaram no filme, então só posso imaginar que seja uma lá com cabelo roxo) e a introdução mais-do-que-ridícula do Anjo, que não faz nada a não ser ter asinhas bonitinhas… se o introduzissem como Arcanjo, aí seriam outros quinhentos…
No geral, um fim (será que é o fim mesmo?) mais do que digno do universo X-Men. Gostaria que continuassem a fazer mais filmes, vendo que a cada um que lançam batem novos recordes de bilheteria. Se não houver mais nenhum filme depois dessa trilogia, espero ansiosamente os filmes pararelos, focando em certos personagens.
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Rubens Barrichello se atrapalhou de novo com os botões no volante de seu carro. Só que ontem o preço a pagar foi o pódio. Por apertar duas vezes o botão que limita a velocidade nos boxes, o brasileiro excedeu o limite dos 80 km/h no pit stop e foi punido com um drive-through. ‘Eu tinha certeza que a luz do limitador estava acesa’, disse. A segunda apertada desarmou o sistema.
Barrichello admitiu o erro. ‘Na Rascasse o carro estava meio saindo de traseira, eu entrei no box e apertei o botão, mas não tinha certeza se tinha acionado, apertei de novo e desarmou o sistema’, reconheceu.
E depois ainda tem babacas como eu que ficam o defendendo sempre. Imbecil.
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O Analfabeto Político
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”. (Bertolt Brecht)
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Estou lendo, simultaneamente, ‘O Processo’ e ‘A Metamorfose’ (de novo) de Kafka, ‘To kill a mockinbird’ (pela terceira vez) de Harper Lee, ‘A Carta Roubada’ de Edgar Allen Poe e ‘Além do bem e do mal’ de Nietzsche.
Vamos ver até quando aguento isso tudo. ‘A Divina Comédia’ está me chamando…
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Montaigne (1533-1572), comentando a antropofagia dos Tupinambás…
“Não me parece excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade, mas que o fato de condenar tais defeitos não nos leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do que comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterrâneos…”
E eis a parte mais sensacional do pioneiro sentido de relativismo cultural dele:
“…Tudo isso é interessante, mas, que diabo, essa gente não usa calças.”
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Sir Ian está sensacional, como sempre. Paul Bettany (obrigado, Yvonne) é outro que está maravilhoso. Tom Hanks está meio blé. A Amelie Poulan é chatiiinha. Jean Reno, bem, é o Jean Reno de sempre - seco e sem a menor graça.
Mudaram a porra do final sem a menor explicação. Trocaram fatos que serviriam para explicar melhor o final da trama, mas preferiram ignorar o que o Dan Brown tinha escrito e decidiram por um final muito mais xôxo que o do livro. Não entendi nada.
A segunda maior estréia mundial de todos os tempos. Protestos em diversos países. Por um obra de ficção. E um filme bem marromêno. Eita mundo engraçado.
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Melhor show brasileiro que eu já vi foi no sábado. Los Hermanos na Fundição Progresso. Algo de espetacular. Mais de duas horas de show, música dos quatro álbuns, os músicos felizes, a platéia mais ainda. Realmente algo de diferente.
Eles podem ser considerados snobs, podem ser considerados antipáticos, podem ser considerados pseudo-intelectuais. Mas que escrevem o que há de melhor no rock nacional, isso escrevem. E muito melhor. Não há a menor comparação.
E cada vez parece que o público está mais afinado com a banda. É uma sincronia que deixa claro que, pra mim, eles são a maior banda do Brasil. Não pela mídia, não pelo número de pessoas que os assistem nos shows. Mas são os fãs mais FÃS do Brasil. São aqueles que vão porque realmente gostam, pulam, gritam e se emocionam com as músicas - estão lá por ela, a música, e não pela posição do mais novo single no top10 da rádio.
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Show no Hammerstein dia 12… Axel na rádio dizendo que o ‘Chinese Democracy’ sai em setembro… será que dessa vez vai adiante isso tudo? Por mais que não me importe com Guns n’ Roses há muito tempo (na verdede, nunca gostei muito mesmo), me dá uma curiosidade imensa esse álbum-que-não-sai-nunca.
Em princípio vê-los ao vivo daria uma oportunidade aos fãs de verem, finalmente, o que poder ser esperado do Guns. Ou será que não? Por que com um artista que não consegue manter uma formação fixa por mais de dois segundos, fica difícil imaginar quando, e como, ficará pronto qualquer projeto dele.
A cada novo integrante eu imagino que haja uma nova proposta, ou pelo menos alguma mudança no que está sendo feito com o álbum, e assim essa merda vai ser lançada em 2011 ainda inacabada. Não tem como alguém que gosta, ou gostou, de alguma coisa desses caras, ficar pouco animado com um iminente lançamendo do ‘Chinese Democracy’. Por mais que ele nunca ocorra, esperar o lançamento é sempre gostoso.
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Engraçado eu ter pego o livro dela hoje mesmo na minha arrumação de livros. ‘Ao lado e à margem do que sentes por mim’ é muito bom. E sua autora, Ana Maria Gonçalves, que conheci em Bee Eitch ano passado, vai lançar, agora pela suuper Editora Record o livro ‘Um defeito de cor’, livro que estava desenhado já ano passado, e que finalmente teremos o prazer de ler. Muito boa sorte, Ana. Que esse seja o primeiro passo rumo ao estrelado Coelhano…
‘Ao lado e à margem do que sentes por mim’ é o primeiro livro da Ana Maria. O livro, disse ela, foi escrito em cinco meses, quando ela morou na Ilha de Itaparica. Parece auto-biográfico, com uma personagem que deixa confuso o que é lembrança e o que é da sua imaginação.
As histórias amorosas, perfeitas, trágicas, incríveis, imaginárias dão ao livro uma sensação de magia e realidade construídas por uma mente em reconstrução. Do lago onde seus pés nunca saíram à festa da Coroação de Nossa Senhora, esse livro de prosa maravilhosa encanta qualquer um que puser suas mãos, e olhos, nessa linda obra de uma autora pra lá de talentosa.
