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Banda do meu irmão, Rafael, extinta em 2005 mas aparentemente nem tanto. Veremos se ele volta à ativa ou não. Ele é o vocalista, de gorro. Divirtam-se!
Banda do meu irmão, Rafael, extinta em 2005 mas aparentemente nem tanto. Veremos se ele volta à ativa ou não. Ele é o vocalista, de gorro. Divirtam-se!
‘Guy Love’, do episódio especial feito em forma de musical dessa temporada de Scrubs. Definivamente uma das séries mais bem escritas que vejo. A música é hilária e eles estão, como sempre, excelentes. O episódio foi ao ar ontem nos EUA, então vou ter que esperar um bom tempo antes que ele apareça aqui.
A idéia de fazer um musical baseado numa paciente que, devido à um aneurisma, imagina que todos estão cantando ao seu redor, é simplesmente brilhante. O desenrolar do episódio é primordioso, e pra mim reprensta, claramente, que essa é uma das melhores séries da tv americana.

A pedido do meu quérido amigo guei, faço essa meme…
(atualizada dia 07/01/2008)
1. Qual o primeiro CD que você lembra de ter comprado na vida? E o último?
R. O primeiro foi o “Throwing Copper”, do Live. Tinha escutado ‘Dam at the Otter Creek’, mas depois de ‘I alone’ e principalmente ‘Lighting Crashes’ fiquei completamente embasbacado. Nunca antes tinha me emocionado tanto com música, e posso dizer que o Live me apresentou a um mundo que desconhecia. O último cd que comprei foi “Sawdust”, do The Killers.
2. Existe algum artista do qual você tenha a coleção completa de tudo o que ele tenha lançado?
R. Alguns: Live, Nirvana, Foo Fighters, Cat Stevens, James Taylor, Green Day, The Presidents of the USA (sim, acreditem), Lacuna Coil, Sepultura, Bush, Sigil/Sexto Círculo, A Perfect Circle, Everclear, Jethro Tull, Los Hermanos, 30 Seconds to Mars, The Killers, Coheed and Cambria, Belle and Sebastian… não vou contar coletâneas como parte do acervo das bandas e nem as bandas de um álbum só.
3. Existe algum disco, CD ou LP que você gostaria muito de ter e até hoje não conseguiu comprar?
R. Vários. Ainda quero comprar algum álbum da Madeleine Peyroux (a Cristina me mostrou algumas músicas e fiquei interessadíssimo), todos os da Loreen McKennitt, pelo menos uma coletânea com uma seleção boa do Bob Dylan, o primeiro álbum do My Chemical Romance, dois álbums (caríssimos) do The Mars Volta que vi na Fnac hoje, o novo álbums dos Mutantes gravado em Londres e por aí vai…
4. Qual sua lembrança mais interessante de uma música em particular?
R. O primeiro grande choque que tive com a música foi escutando ‘Lightning Crashes’ do Live… fiquei embasbacado, emocionado, doente pela música. A partir daí tudo mudou. Outra música foi ‘Azedume’, do primeiro álbum do Los Hermanos. Pra mim é e continuará pra sempre sendo a melhor letra de qualquer música em português. Foi com ela que reparei que poderia existir uma banda decente brasileira. “Only a dream in Rio” me fez chorar no Rock in Rio quando o James Taylor tava lá soltando aquela linda voz dele.
5. Alguma música mudou efetivamente sua vida?
R. “De onde vem a calma”, do terceiro álbum do Los Hermanos. Não só é uma música sensacional como significou o mundo pra mim. Tinha terminado aquele namoro que todos estão pra lá de cansados de saber e esse álbum termina com ‘e no final / assim calado eu sei / que vou ser coroado rei de mim’. A frase me tocou como nenhuma outra em toda minha vida e a usei para me ajudar a mudar e me moldar na pessoa que sou hoje - bem mais feliz e completa.
Pensei em enviar isso pro Rafa, mas ele vai botar só músicas dos Beatles ou do Paul McCartney, que é a mesma coisa. Duvido que ele aceite esse meme e ponha algo diferente de Beatles nas respostas. Mando também pro Markinhos ou João, pra Lelê e pra Tata.

Felicidade espontânea e uma certa desconfiança na praia do Rosa…

Vendo um filme agora há pouco me deparo com uma frase along the lines of ‘mas um homem que abraça sua morte sem questionamentos, sem relutâncias e com tranquilidade não deveria ser um homem que gostaríamos de ver vivo?’ lá perto do seu final. Termina o filme e me encontro num estado contemplativo. Há uma certa leveza em meu andar.
A caminho da entrada do shopping um rufar de tambores me desliga do transe. Olho pelos enormes vitrais e fico a olhar para a chuva quase bíblica que cai do lado de fora. Desço as escadas rolantes e me ponho a caminhar na direção do meu carro, a pouco mais de um bloco de distância.
Ao pisar para fora da segurança seca da marquise, sinto a cascata de gotas d’água atingir meu corpo num solavanco inexplicável. Uma torrente de emoções me domina por completo. Páro e sinto cada gota, cada instante em que meu corpo entra em contato com o que cai do céu em profusão.
Fecho os olhos e sigo andando, no meio da rua. Abro meus braços e olho para cima, para o céu negro e calmo, despejando tantas lágrimas que mal consigo manter meus olhos abertos. Caminho seguindo as batidas do meu coração, cada vez mais fortes, e me sinto livre, desprovido de qualquer defesa.
Rio. Rio alto. Gargalho. Abro a boca e ponho minha língua pra fora, experimentando as gotas que caem nela.
Ando devagar. Calmo. Sereno. Rostos estranhos me olham, tentando entender o porque do meu andar vagaroso no meio de tanta chuva. Relevo todos e sigo a caminhar, preso na minha própria contemplação da vida.
Cada gota que cai renova meu espírito. Cada gota que sinto tocar em meu corpo parece me limpar de algo passado, me deixando limpo e preparado para o futuro. Sinto na chuva um ritual de passagem. Passagem de um momento da minha existência para outro.
Fui um homem que abraçou sem questionamentos, sem relutâncias e com tranquilidade a minha iminente morte. Entendi meu câncer e me deixei seguir adiante com ele, acontecesse o que tivesse que acontecer. A frase dita no filme me colocou a pensar demais no que se passou. Fez tanto sentido no filme e traduziu-se perfeitamente em minha vida.
Sou mesmo um homem que pessoas gostam de ver vivo? Mereço tanto? Valho tanto?
E só de pensar que possívelmente isso é uma verdade, eu começo a chorar. Chorar um daqueles choros monumentais, que só se tem poucas vezes na vida. Choros aqueles que lavam a alma, que renovam. Que reanimam.
Viro a esquina, gargalhando e soluçando, ensopado e feliz como poucas vezes fui em toda a minha vida. Sento em meu carro e choro minhas últimas lágrimas. Grito, berro, esperneio, soco meu volante. Largo ali meus últimos suplícios de emoção.
E revivo.
Renasço uma nova pessoa. São momentos como esse que fazem a vida valer algo. Que fazem a vida ter valor. Senti o valor da minha vida hoje. O que ela realmente significa pra mim.
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A caminho da praia do Rosa, depois de horas e horas de estrada, você acaba vendo cada coisa estranha…

Me assustei um pouco hoje.
Quando fiz o post ‘bate feito homem, porra!’, a pedido do meu querido amigo Doni, tinha feito, no mesmo dia, o Hotlanta Kink Test - link este deixado pelo Alex.
Pois bem, eis que conversando via Skype com uma amiga e um amigo eu fiz de novo o tal teste…
Tinha tirado 485 no teste dia 15 de Outubro de 2005. Tirei 653 hoje. Seiscentos e cinquenta e três! E achava que era kinky antes…
Nada como um ano e meio a mais de experiência pra aumentar significativamente minha pontuação no teste. Me impressionei. Sério.

‘Fala, Hélio, beleza? Pronto?’ pergunto eu, calmamente, na madrugada do dia 27. Tá cedo pra cacete, mas resolvi dormir cedo porque a viagem seria longa.
‘Porra, moleque! Te liguei umas noventa vezes!’ diz ele, ofegante. Na verdade foram quarenta e duas vezes. ‘Jurava que tu tinha esquecido!’
‘Rapaz, há mais de uma semana tinha te dito que iria te ligar nesse exato horário para te pegar, não é?’ Ainda estava morrendo de sono.
‘Mas isso foi antes do Natal!’, disse ele.
‘E eu com isso? Marquei, tá marcado!’ E isso é uma máxima na minha vida - se marco algo, não interessa com qual antecedência, a não ser que eu desmarque por alguma razão, tá marcado. Não preciso ficar ligando incessantemente para confirmar. Como não liguei dizendo algo diferente, pra mim tava marcado.
Saimos tranquilamente até Sampa, onde pegamos a maravilhosa amiga do Hélio, Paula, em sua casa. Marcos, amigo da empresa do Hélio, foi junto também.
Íamos ficar na casa de praia de uns amigos do Javi, meu colega de Deloitte que nos convidou pra passar o reveillon na Guarda do Embaú. A estrada estava tranquila (bem mais que a minha fatídica viagem em idos de 2004 - conto-lhes depois) e chegamos sem problemas à Floripa e, depois, à Guarda. A casa da Paula era na Praia do Rosa, fantástico lugar, ermo e intocado. A casa dela tem essa vista maravilhosa - realmente sem igual.
Acabamos ficando um dia lá na casa da Paula porque não conseguia falar com o Javi (Bruno, para os íntimos). A família da Paula é algo de fenomenal. Todos muito simpáticos e agregadores - gaúchos com uma sensação indescritível de hospitalidade. Me senti em casa em questão de segundos, e já estava ajudando na cozinha, brincando com todo mundo e me divertindo como poucas vezes na minha vida.
Acabei depois conseguindo falar com o Javi e fomos lá encontrá-lo. Terror. Horror. A casa estava repleta de antipáticos, estranhanhas pessoas que sequer falaram conosco. Me senti um fudido, perdido num mar de rostos fechados. Um desconforto absoluto.
A Paula, maravilhosa, nos ofereceu abrigo de novo e passei, então, um reveillon dos mais incríveis. A praia era linda (olha que pra sair isso de mim é difícil), as pessoas idem. Quanta gente linda. Argentinas e norueguesas pra dar e vender. Um paraíso.
Dormi todos os dias na rede. Fiz isso em 97 quando passei um mês em Fortaleza. Apesar dos incessantes pedidos da minha tia Helce, que dizia que tinha cama sobrando na casa, eu quis mesmo era sentir o vento cearense na varanda do apartamento beira-mar. E foi igual na Guarda. Acordava sempre mais cedo que a maioria, com uma vista deslumbrante do sol carinhosamente aparecendo no horizonte. Tinha tempo de admirar a vista e ler ‘O Grande Gatsby’, presente do meu quérido amigo Safadi.
A ceia do Ano Novo foi um momento do cacete mesmo. Olhando a Praia do Rosa de longe, que tinha duas festas rave lutando pra ver quem estava mais alta. O brinde foi emocionante, e me senti realmente em casa. Todos fizeram questão disso. No começo, estava com vergonha de aceitar que podiam, de fato, ter aceito um estranho tão facilmente em sua família. Mas no final vi que eles são, de fato, pessoas deveras especiais - de quem sentirei imensa falta.
Obrigado, Paula. Obrigado, família Sporleder. Vocês fizeram desse reveillon algo que nunca me esquecerei.