
Meu amigos chegaram ontem às 8h, isso depois de uma tempestade horrenda (que nem percebi) ter atingido a cidade, inúmeras estações de metrô alagadas, problemas de luz e eu lá, dormindo pacificamente no quatro do hostel - com uma australiana, um australiano, um chinês e dois franceses que não falaram uma palavra e ficaram no maximo seis horas no quarto antes de partirem pra sei lá donde. O avião dele chegou a ter de arremeter, o que causou pânico entre os brasileiros presentes. Memórias de momentos tristes.
Agora que estou na internet de graça do hotel desses meus amigos, tá dando pra ser mais prolixo.
Conseguimos ir na Madame Tussaud, tirando fotos hilárias o tempo todo - a ponto de sermos copiados em quase todas elas pelas pessoas que passavam pela gente. Voltei com eles pro hotel pra fazer o check-in, eles tomaram banho e corremos pra ver o musical ‘Curtains’, com o David Hyde Pearce (o irmão do Frasier). Muito bom o musical - uma mistura de policial e comédia com músicas (claro) no meio, o que tornou o evento ainda mais agradável. Musical hiper-felizes não me agradam tanto. Conseguimos esses ingressos por metade do preço depois de ficarmos num calor infernal por uma hora na fila do Marriot - junto com um bando de pobretões atrás dos mesmos descontos.
Aliás, ontem foi o dia mais quente que já passei (e sofri) em muito tempo. Humidade assustadora, calor estafante. Às 21h continuava insuportável o clima, e suava feito uma porca prenha. Sei que não precisa de muito para eu suar tanto, mas às 21h e pouco é sacanagem.
Comemos no Dallas BBQ aqui do lado do Times Square e corremos pela cidade, elas vendo lojas e eu e o Murilo curtindo a cidade. Continuava absurdamente quente, mas a cidade estava linda. Nova Iorque tem a rara capacidade de ser tão bonita de dia quanto à noite. Nos dirigimos ao grande parque quando começou a escurecer. Queríamos chegar no Central Park pra ver o show de grátis dos Beastie Boys.
Finalmente, depois de zig-zags intermináveis pela cidade, chegamos no CP e fomos, entre ruelas já escuras e pessoas estranhas deitadas na grama, procurar o lugar do show. Achamos. Não dava pra ver o palco. Tinha uma multidão em volta das ruas que circulavam o local do show, mesmo sem conseguir ver o palco, num calor insuportavel, dançando e curtindo o som que vinha do outro lados das grades - onde depois viemos a descobrir que teria sido necessario pagar 65 dolares pra entrar.E que, claro, estava esgotado há semanas. O ‘free’ anunciado nada mais era que: dá pra escutar de graça.
Voltamos tronchos pra Times Square, eu parando antes no meu hostel pra tomar um banho mais que necessário e poder dormir cedo. Estava exausto e minha bolhas doíam horrores. Já contabilizava onze bolhas, com algumas estouradas e outras em processo de estouro iminente.
Hoje passei o dia correndo pra tentar fazer coisas turísticas de novo. Primeiro foi o passeio de barco pela estátua da liberdade. Depois corremos pro Chrysler Building tirar fotos daquele prédio lindo. Sem querer passamos no meio da Grand Central Station, que é simplesmente lindissima (lembram do filme Madagascar, onde os animais são presos? Então…) e corremos para o MoMa. Matisse, Picasso, Dali, Warhol… que museu fantástico.
Ainda achamos tempo pra correr pro museu de história natural daqui e, sabe-se lá como, entramos de grátis. Voamos pra ala dos dinossauros e eu fiquei todo bobo, tirando fotos ao lado dos bichões extintos. Ainda conseguimos achar tempo, antes de sermos expulsos, de ver a parte espacial e de mamíferos norte-americanos. O museu é expetacular, mas o fato dos caras expulsarem sumariamente todos os visitantes às 17h45 é revoltante.
Agora estamos de volta no hotel (onde estou tomando refrigerante e comendo batatinha de graça enquanto acesso a internet ilimitadamente) e vamos esperar a Roberta, irma desses meus amigos de infância, chegar de Washington - onde ela mora e onde passarei a semana que vem toda. Queremos dar um pulo no Empire State Building pra tirar fotos do skyline da cidade à noite.
Pronto. Acho que agora só semana que vem. Amanhã pego avião às 15h pra Nova Orleans pra visitar o Smolka. Ele vai aparecer lá sabado, vamos curtir um pouco a cidade, jogar um poker num cassino perto e vou passar o fim de semana na boa com meu amigo e sua família. Segunda vou pra Washington ficar com esses amigos que deixarei em Nova Iorque pelo fim de semana.