Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Anúncios excitantes que só
28-Setembro-2007, 11:49
Arquivado em: Abobrinhas

Eu adoro os anúncios do Pirate Bay.

Primeiro temos a belíssima Angel15379, 23 primaveras, do Rio de Janeiro. Olhem só sua pose incrível. Seu corpo escultural. Sua brasilidade. Essa jorra sensualidade por todos os seus poros. Quem seria insano suficiente de não clicar no link que mostra essa beldade escultural??

A SaraV29061 é um espetáculo só. Fico imaginando se V29061 significa o químico usado em seu cabelo. O contraste de cores da sua roupa (ou falta da mesma) me diz que ela faz moda. Não a faculdade, claro.

Garanto que ela dá o cu. E faz suruba. Ou é pau pra toda obra.

A Deann1927 é a mais curiosa. Bonita demais pra sites assim, fico pensando que o 1927 é, na verdade, o ano de seu nascimento. A pobre e solitária velhinha de Duque de Caxias só quer um belo presentinho de vinte e poucos anos.

Essa é Clara, sua bisneta modelo que mora em Los Angeles e quer ser atriz, mas por enquanto está aprimorando sua arte no Starbucks da Rodeo Drive. Clara diz que tudo é um processo. Que a vida é feita de desafios. Tommy, cabel hair stylist, com quem divide studio loft charmoso e aconchegante perto da Hollywood Blvd, pensa igual a ela. Por isso se dão tão bem. Um dia ela ainda vai contracenar com o Ashton Kutcher. Vocês vão ver.



Um dia ainda vou me achar um chato.
25-Setembro-2007, 6:48
Arquivado em: Abobrinhas

Mais um desses emails que recebo:

“GADESH - Prazer confidencial

Entregue-se ao mundo de sedução com anonimidade e discrição. Espie, descubra e realize suas fantasias! Entre Agora”

O ‘entre agora’ tem, claro, link obscuro. Mas nem é pelo spam com certeza total de vírus que me fez pensar. Foi na mensagem dele. De fato existe o Gadesh. Ele, como tantos outros, são sites de relacionamento destinados a mudar a vida das pessoas que, por qualquer razão, sentem-se incapazes de conseguir achar alguém decente nos lugares que frequentam (ou não). Na verdade o Gadesh é bem mais kinky, onde na própria explicação do site diz que é pra proporcionar ‘a aproximação de pessoas com objetivos comuns, seja para troca de mensagens, amizades virtuais, ou realização de fantasias!’

Esse fim de semana fui criticado por tentar mudar as pessoas. A crítica veio de um comentário que fiz a cerca de achar que as pessoas precisavam ser mais francas, diretas, abertas e mais, principalmente, sociáveis. De sempre querer puxar pessoas a sairem pra qualquer lugar pra fazer qualquer coisa - só pelo prazer de compartilhar momentos com pessoas diferentes, lugares diferentes, a fim de ver as coisas. Simplesmente ver coisas.

Dói profundamente ver pessoas que amo não conseguindo se exaltar, se perdendo dentro de si e não achando caminhos que as façam alçar vôo e caminharem de cabeças erguidas, mais contentes com a vida - com tudo e todos. Talvez eu seja um chato mesmo, que força todo mundo a mudar, contra a própria vontade deles, mas ainda não consegui enxergar isso. Ainda acho certo eu querer que todo mundo deva sorrir mais, dançar mais, sair mais, tocar mais, beijar mais, amar mais.



You…
21-Setembro-2007, 10:42
Arquivado em: Diatribes

Em princípio não era nada. Devagar, sabe-se lá por que, vem se tornado tudo. Não consigo evitar. Estás ali, na tangente, nos cantos dos meus pensamentos. Ainda não sonhei contigo. Ainda.

Agora te vejo com mais freqüência. Me alegro na visão do seu semblante. Ao sentir seu perfume. Ouvir sua risada. Admirar suas caretas.

Sei lá o que é isso. Mas tá gostoso.



Confidential
19-Setembro-2007, 11:42
Arquivado em: Livros

‘Confidential’, livro da fotógrafa britânica Alison Jackson, a ser lançado no final do mês, retrata sósias de celebridades em situações inusitadas e embaraçadoras, como a Paris Hilton tomando banho na prisão e a rainha Elizabeth II no banheiro. É um exercício de humor e sagacidade incrível.



Um estranho no ninho
14-Setembro-2007, 9:38
Arquivado em: Diatribes

Quarta representei a família num momento difícil - a missa de sétimo dia de uma das melhores amigas da minha mãe que, como tantas outras, voi vítima de câncer e padeceu cedo demais. Minha mãe está viajando, meu pai também, então coube a mim representar a todos lá na igreja. E é sobre a experiência que quero falar.

Entrar numa igreja pra mim, hoje, já é algo esquisito demais. Acho até bonita a arquitetura, e a de São Paulo Apóstolo, que fica aqui perto em Copacabana, é bem simples e elegante. Não é opressora nem tem imagens de morte e sofrimento pra todos os lados. Pelo menos não vi.

Mas aí começou a missa. Sentei diretamente atrás do grupo de amigas da minha mãe, quase todas presentes, pra oferecer meu apoio, mesmo que meramente presencial, e vi no sofrimento delas algo que também remete, e muito, ao sentido que criei para essa religião. O padre, depois de uma leitura de algum salmo, iniciou um sermão que foi, pra mim, justamente a razão de todo meu ateísmo ter começado.

‘É na perda que encontramos a religião. Quando não sobra nada, sempre teremos a fé. No desamparo, sabemos que existe o conforto da religião, o conforto de deus, para nos confortar.’

Vi o que me dá calafrios de pensar hoje. É justamente a cegueira da fé que mais me fez virar ateu. É a falta de questionamento, a falta de busca por uma verdade, a falta de vontade de buscar sentido nas coisas que se contenta em apioar-se na fé pra tudo. Fé é justamente a falta de questionamento, de procura por respostas. É deixar-se acreditar no que é dito a ti sem perguntar - e, consequentemente, sem nenhuma resposta. Vi as amigas da minha mãe, tadinhas, sofrendo, aflitas, justamente porque a sua religião impôs isso. Existe um medo e um terror da morte na religião católica que contradiz o fato de todos, a princípio, saberem que vão para um lugar melhor depois de sair ‘desse plano’.

Os cânticos, a voz do padre ecoada na nave, sendo em breve seguida por confirmações e pedidos dos fiéis me remeteu à um culto. E é exatamente isso, né. Um culto.

O culto é definido, no Priberam, com dicionário português online, como ‘homenagem que se presta à divindade; religião; veneração, adoração’. É descrito no Wiki como ‘o ato central de identidade cristã através da história’. Só que pra mim é uma falsa compreensão do cultu, em latim.

O Dictionary.com, on the other hand, consegue traduzir o que, pra mim, é uma clara definição de culto: ‘a religion or sect considered to be false, unorthodox, or extremist, with members often living outside of conventional society under the direction of a charismatic leader.’

(uma religião ou crença considerada falsa, inortodoxa ou extremista, com membos comumente vivendo fora da sociedade convencional sob a direção de um carismático líder)

Como nossa sociedade é tudo menos convencional, até isso se aplica. Tudo o que envolve o culto cristão - do louvor à um deus inoperante, da entrega à um homem cuja palavra ninguém pode dizer que é históricamente verdadeira, em cânticos depressivos, reprimidos, fúnebres, que não fazem bem algum a ninguém. Me senti um peixe fora d’água, completamente embasbacado com o processo de submissão e com o andar da missa - agora vista, depois de muitos anos, do lado de fora.

Fiquei me lembrando de todas as frases decoradas, as repostas mecânicas para o padre. E cada vez mais me sentia desconfortado com aquilo tudo. Me virava para assistir as pessoas, entregues à algo que não funciona.

No momento da ‘paz de Cristo’, pude, dentro do processo da missa, cumprimentar do jeito que queria desde o começo as pessoas presentes. Mas não consegui proferir as palavras. Simplesmente sorria e abraçava as amigas da minha mãe. Uma delas, que acredito não ser religiosa, só desejou ‘muita paz’ pra mim. Gostei. Nas rezas, lembrei de todas as palavras, imbuídas e gravadas no meu córtex desde pequeno, mas me vi indiferente à tudo aquilo. Uma outra amiga da minha mãe virou e me disse: ‘obrigado por ter vindo. Ela está bem, num lugar melhor’. Me espanta a ingenuidade, a certeza total de incertezas absolutas.

Lalinha está realmente melhor - porque parou de sofrer. Descansou e fechou um ciclo de vida maravilhoso, que deve ser lembrado e relembrado para todos sempre. Assim manteremos a memória dela viva. E essa memória, sem dúvida, é a perpetualidade da sua vida.



Delusões à parte
11-Setembro-2007, 7:33
Arquivado em: Diatribes

 

Sentado à mesa com meu pai e minha linda afilhada Ana. Jantamos com calma, conversamos sobre a vida. Meu quibe de cottage (agora que virei semi-vegetariano) estava excelente. A Ana diz, então, que viu uma peça no Notre Dame, seu colégio.

“Era sobre a Santa Lúcia e quando ela ficou cega e depois voltou a enxergar.” Detalhe que a história é:

Lúcia era uma jovem, filha de uma mãe de boas condições financeiras. Quando tornou-se mais velha, foi prometida para casar-se com um jovem rico de sua cidade. Luzia não aceitou a idéia, pois pretendia seguir carreira religiosa, mas sua mãe não gostava da idéia.

A mãe de Lúcia então ficou muito doente, a jovem pôs-se a rezar por sua mãe, e levou a seu leito as relíquias de Santa Águeda. A mãe de Luzia curou-se da doença e aceitou a idéia de sua filha seguir carreira religiosa.

O rapaz com quem Lúcia iria se casar não gostou da idéia e acusou-a de professar falsa fé cristã. O rapaz fez com que Luzia fosse julgada pela Igreja, até que foi decidido que a jovem virgem teria de ser levada a um prostíbulo para se contaminar.

Segundo a história, quando os guardas vieram buscar Luzia, seu corpo tornou-se tão pesado que nem muitos homens conseguiram tirá-la do lugar.

Lúcia então foi vítima de várias torturas, sendo que uma delas foi arrancar seus olhos, que foram colocados em uma bandeja e entregues ao seu ex-pretendente. Mesmo assim, no dia seguinte os olhos de Luzia apareceram em seu rosto, intactos.

Luzia continuou sendo torturada, até que no dia 13 de dezembro um golpe de espada cortou sua cabeça.

Depois de alguns anos Lúcia foi reconhecida como santa pelo Vaticano, e é hoje a protetora dos olhos. Thanks Wiki.

Estava lavando os pratos quando ela contou a história da peça da santa, e meu pai viu que virei pra ele com uma cara de reprovação e, para minha surpresa, não pensou duas vezes:

“Filha, seu pai não gosta que você aprenda essas coisas no colégio. Só quando você estiver bem mais velha você conseguirá decidir se acredita, ou não, nessas coisas. Não acredite em tudo que te dizem e espere até ficar mais velha para decidir se quer, ou não, acreditar em tudo isso.”

Tive calafrios. Quando acho que não dá mais pra reverenciá-lo e amá-lo tão absolutamente, ele me manda uma dessas. Quero muito que ele leia ‘God is not Great’ e ‘The God Delusion’ agora.



Hooligans nacionais
9-Setembro-2007, 10:29
Arquivado em: Esportividades

No ponto de ônibus que fica diretamente em frente ao meu prédio um grupo de cinco vascaínos, ontem, desceu do 473 em que estavam, a caminho de São Januário, para brutalmente espancar um moleque, com seus avós, sentado no ponto, que vestia uma camisa do Fluminense. Filhos duma puta espancaram o garoto, pegaram sua camisa e a rasgaram, levaram carteira, celular, deram tapa na cara do pobre avô do coitado e ainda ameaçaram a menina que trabalha aqui quando ela pegou o celular para ligar para a Polícia. Polícia essa que, depois que meu prédio ligou, chegou mais de uma hora depois do ocorrido.

Bando de filhos duma égua que me dão nojo de ser vascaíno. Bandidos, covardes, canalhas. Espero que encontrem a Raça Fla (ou melhor, a Young Flu) em um futuro breve e consigam o destino que merecem.



The sweet return
7-Setembro-2007, 10:27
Arquivado em: Abobrinhas

Passei o dia 4 caminhando por Alcatraz, imerso nas histórias fantásticas dos detentos e da vida dessa prisão única. O dia estava perfeito, então corri pra Golden Gate Bridge pra tirar mais fotos - no dia em que estive lá tava bem nublado e não pude tirar fotos decentes. Caminhei mais um pouco pela linda cidade, fiz mais trocentas compras (gastei mais em San Fran que durante toda a minha viagem) e me preparei para o inevitável retorno.

Dia 5 amanheceu nublado, o que me deu certa felicidade. Peguei três, somente três dias de chuva em seis semanas aqui. O tempo ajudou e muito. Infelizmente incêndios mil ocorreram para que eu tivesse um verão sem chuva.

Peguei meu carro e fui até o aeroporto. Dei um adeus saudoso ao meu Mustang, companheiro de mais de 2200 milhas de viagem. Se for contar tudo o que fiz de carro, dá mais de 3000 milhas - quase 5000 quilômetros de asfasto e histórias.

Os dois vôos - San Fran até Miami, Miami até o Rio - foram tranquilíssimos, e terminei ‘The God Delusion’, começando ‘Good Omens’ do Neil Gaiman e Terry Pratchett (dois dos meus autores prediletos no mesmo livro). Encontrei o Nicolas, amigo do Fábio no vôo e passei o resto do tempo na alfandjiga conversando sobre a vida com ele.

Tinha comprado uma bolsa estilosa da UCBerkeley para carregar o fazedor de sucos da minha mãe e minha pedaleira pra guitarra que tinha comprado no último instante que estive em SF. Fiz questão de esperar quatro pessoas carregadas de malas passarem na minha frente e eu, com duas malas pequenas e minha mochila, fui calmamente atrás deles.

Claro que ficou um congestionamento absurdo de pessoas em frente ao raio-x, e a mulher do lugar me perguntou: ‘Só roupas?’. Respondi logo ‘Só roupas e livros.’ Passei na boa com muitas, muitas compras na bagagem. Ô, coisa boa…

E é isso, povo meu. Ontem já voltei ao batente, produzindo um show do Planar, banda do meu selo, e agora é deixar o feriadão passar e curtir o máximo de tempo que tenho antes que a rotina se instaure de novo e eu volte a fazer o que sempre fiz.

Amar pra cacete tudo isso aqui.



I left my heart in San Francisco
3-Setembro-2007, 6:21
Arquivado em: Estrada

Estou na loja da Apple da Union Square - coração de San Francisco. Que cidade incrivelmente foda essa. Linda, pequenina (7 milhas por 7 milhas) e muito, muito culturalmente diversa. Se achava que NY era diversa, isso aqui é sacanagem…

Já conheci a cidade inteira, caminhando pracas e desenvolvendo bolhas cada vez maiores - agora elas têm até sangue, o que é uma dilíça. Amanhã é dia de Alcatraz e passarei o resto do dia nos parques da cidade, quem sabe voltar pra Berkeley, e curtir na calma meu último dia aqui em terras estranhas.

Mano, meus parabéns pela aprovação na sua defesa de tese no mestrado. Chorei (claro, né?) feito um bobo na rua, e sentei no gramado da Union Square contemplando esse último mês, morrendo de saudade de tudo e de todos por aí.

Dei um oi pro William H. Macy e pro Noodles do Offspring enquanto estive aqui. Coisas de San Francisco, né?

Ontem vi um jogo de beisebol muito maneiro e já assisti a cinco filmes enquanto estive aqui. No cinema daqui você compra um ingresso e pode pular de sessão em sessão sem problemas. Quem dera no Brasil fosse assim tão tranquilo. E faz todo sentido do mundo - pois onde eles realmente faturam é na venda de bebidas e nachos.

Vou-me, queridos leitores e amigos. Amanhã quero ver se passo aqui de novo pra dar um alô. Acho difícil. Aliás, o que e esse novo iMac… pelamordedeus, que coisa mais linda…



Big Sur, Monterrey, Sequoia, Sonoma
1-Setembro-2007, 6:05
Arquivado em: Estrada

Estou na internet mais lerda do universo, aqui em San Francisco. Cheguei ontem e fico aqui até ir embora dia 5. A cidade é linda, linda, linda, e a Golden Gate hoje estava um pouco coberta por fog - algo que acontece durante dois terços do ano, soube. As fotos ficaram embaçadas, fazer o que…

Os últimos dias tem sido corridos. Saí de LA, peguei a Highway One e segui, parando em diversos lugares estonteantes até chegar no Parque Big Sur e caminhar até morrer de cansaço. Pedra Bonita foi um peido comparado ao Big Sur. Segui depois para Carmel e Monterey, numa linda baía a menos de uma hora de carro de San Francisco.

Tinha dias sobrando (lembram o negócio de planejar tudo de sopetão?), então resolvi correr até o Sequoia National Park e, táqueôpariu, que lugar expetacular. Se tem algo que a Califórnia realmente tem de bom são seus parques. Já estou com 800 fotos novas desde Washington.

Árvores milenares, de altura incrível, povoam um dos parques mais expetaculares que poderia querer conhecer. Isso sem contar que, pela segunda vez na viagem, tive a grande honra de ter sido visitado por ursos. Dessa vez ele chegou muito, muito perto e pude tirar fotos sensacionais. A foto acima é da General Grand Tree, a mais famosa do parque, onde um alemão fez questão de tirar a foto logo quando eu estava coçando o nariz. Reparem como sou um ponto branco comparado à majestosa árvore. Incrível.

Ontem passei o dia em Sonoma, vale dos vinhos daqui. Conheci o dono de uma vinícola biologicamente correta e me diverti horrores com ele. A vinícola, da família Berziger, é o que chamam de bio-dinâmica. Tudo o que é produzido aqui é provido por insumos feitos dentro da propriedade - sem influência externa nem qualquer tipo de químico. Isso quer dizer que a vinícola é auto-sustentável. Até a prevenção de pragas é feita em insectórios que ficam entre as plantações. Tais insetos são os predadores naturais das pragas, portanto não há necessidade de agrotóxicos para a saúde das uvas. O sistema todo, e o funcionamento da fazenda como um todo, é fantástico. Comprei uns vinhos deliciosos aqui.

Consegui ainda conhecer a Berkeley, universidade que é, de longe, a mais linda que já vi. De pessoas e local. Impressionante. Alex deve estar sentindo uma falta incrível daqui. Ando tendo umas reações mega animadas. Eu sei. Mas ando realmente embasbacado com tudo que tenho visto nessa viagem.

Volto a escrever mais em breve. A mulher desse cyber tosco tá mandando eu vazar. Pelo menos estou com uma vista deslumbrante da baía. E lá vem o fog. Preciso andar um pouco antes que ele tome conta do Fisherman’s Wharf.