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Não é que apareceu uma inglesa que jura, de pé junto e muito KY, que tem 200 (sim, queridos, duzentos) orgasmos diários. Do balançar do trem ao secador de cabelo, o barulho da máquina de xerox e até o simples ato de vociferar algo sexual já é o suficiente para essa doidinhas perder as estribeiras.
Fico imaginando o que deve ser ter duzentos orgasmos por dia. Deve cansar. Acho o momento orgásmico algo tão bacana, tão único (especialmente pra nós hômis, né) e sublime que no mínimo estranho imaginar isso acontecendo duzentas vezes em vinte e quatro horas. Sendo que normalmente dorme-se oito horas por dia. Sobram dezesseis horas e vinte e cinco orgasmos a cada duas horas. Ui.
Na entrevista de quarenta minutos ao News of the World, ela aparentemente teve cinco. Devia estar nervosa e não conseguiu se concentrar o suficiente pra ter os básicos oito vírgula trinta e três orgasmos necessários nesse tempo. Imagino ela conversando com o entrevistador: ‘Então eu tava lá e *treme*… *sacode*… *uiva*… desculpa, onde estava mesmo? Esse clique da sua caneta me deixou maluca!’ Anti-depressivos deram a ela essa condição. Pena que não dizem os nomes…
O namorado antigo desistiu. Novos namorados têm problemas em dar conta do recado. Ora, pruma coisa doida que goza por tudo é só botá-la perto de uma panela de pressão, com uma máquina de escrever sendo teclada por um hamster (só pelo barulhinho do rato já deve garantir mais uns treze orgasmos) enquanto a Sue Johanson fala de sexo na GNT…
A ciência ainda não entende direito essa síndrome da excitação sexual permanente. Muitos médicos já sacanearam ela. Eu, numa visão totalmente isenta de qualquer parcialidade, acho fantástico isso. Só não entendo porque caráleos ela não faz filmes eróticos. Escolhe um galpão, põe um macaco vestido de sultão batendo pratos num piso de papel-bolha enquanto vinte e sete membros do Stomp! fazem seu som e taca ela no meio disso tudo, sentada numa cadeira massageante, que eu compro o filme.




