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Eurico soltou o verbo contra tudo e todos essa semana, e venho por meio deste relatar meus singelos pensamentos sobre a balbúrdia toda. Descobri que adoro a palavra balbúrdia. E que sempre que teclo ‘palavra’ sai ‘palabra’.
Techos retirados desse artigo do site NetVasco:
Acusações contra a Unimed
“Vou me ater ao fato do Leandro Amaral. O que acontece com essa empresa, que diz que patrocina o Fluminense? Eles dizem que patrocinam o Fluminense. É uma empresa regulada pelo poder público, de assistência médica, que paga R$ 30 de consulta ao médico. Aquele cliente que aderiu ao seu plano e quer fazer uma operação não pode fazer. O que é isso? E como eles contratam um jogador por R$ 300 mil? Como contratam um treinador por R$ 200 mil? Eles contratam pessoas que não têm nada a ver com a sua atividade-fim. Comecei a ver as declarações dos dirigentes e do treinador. O Fluminense paga 10%, e o patrocinador paga o restante. É uma situação irregular. Isso burla a legislação trabalhista, porque uma empresa que se diz de assistência médica, ao que me parece, não pode contratar um jogador de futebol, um treinador de futebol, um assessor para contratar esse ou aquele jogador. Ela é que faz os contratos. Também burla a legislação trabalhista. Cria uma cooperativa, não paga os tributos como deve pagar, tem ações de cobrança de tributos. É obrigada a mandar uma planilha dos seus custos para aumentar o plano ou não para o órgão regulador. Está inserido o custo de contratar um jogador por R$ 300 mil? Um treinador por esse mesmo valor? Está inserido por modos não-legais a compra e venda de jogadores? Espero que as autoridades tomem providências em relação a isso. Uma coisa é você disputar um jogador, um treinador, em igualdade de condições. A outra é você vir com um dinheiro não sei de onde para ter um atleta. Quem paga o plano de saúde para ter assistência médica vê o dinheiro usado para contratar jogador e treinador.”
Óia, má que porra é essa da Unimed tomar conta do Fluminense desse jeito? Sou totalmente a favor da profissionalização do esporte como um todo, mas quando fere a legislação vigente eu não posso achar legal. Nenhuma empresa pode fazer um troço desses se esse não é seu objetivo. Infelizmente empresas como a MDF (que pra mim é sinônimo de empresa de madeira compensada) existem e estão aí pra comprar o Guilherme, o Juninho e quem mais os clubes estiverem dispostos a negociar. Não concordo, nem nunca concordarei, com essa metodologia de negócio onde o clube fundador do jogador sempre se fode. É coisa da Lei Pelé, muito mal-feita e prejudicial aos clubes.
Impostos e receitas
“Fui assinar um acordo na Justiça do Trabalho sobre o percentual que é retido das nossas receitas em relação aos compromissos que temos de dívidas trabalhistas. Desde que aderiu ao parcelamento, o Vasco não dispensou um funcionário, um jogador ou qualquer profissional sem ter pago os seus direitos. O Vasco não teve nenhuma reclamação posterior. Agora, eu quero saber: por que o Fluminense recebe o dinheiro da CBF por fora? Por que não pode receber da maneira certa? Porque o dinheiro é do patrocinador. Estou fazendo essa denúncia porque passou a ser uma competição desleal. Se eu trouxer um jogador para pagar um salário desses, eu preciso pagar todos os encargos para esse jogador. Eles não pagam.”
Acho um absurdo haver ajuda a clubes que são perdulários e deixam de pagar suas obrigações jurídicas e fiscais. Porra, tudo bem que o Vasco tá na merda a tempos por causa do Eurico, mas o puto tem pago tudo direitinho e, como disse, não houve reclamação do clube desde que ele negociou na justiça o que devia. Agora, ver um clube usar suas dívidas pra receber ajuda, tendo por fora uma empresa gigante que paga tudo o que eles gastam é um abuso ridículo.
Olhem, o Eurico é sim um canalha, mafioso, crápula, manda-chuva, ladrão, 171, tudo isso… mas que ele tem razão, tem.






