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Enquanto as buscas pelo padre doido são intensificadas (o que me faz pensar que tem muita gente precisando dos serviços dos bombeiros e das pessoas de resgate, mas não estão recebendo porque a cobertura da mídia pra esse imbecil é maior), lá vou eu, sábado, a uma festa a fantasia na Vila Olimpia, em Sampa.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Eu, claro, vindo do mestrado, não tinha fantasia. Comecei então com um óculos de plástico azul, chapéu de marinheiro e gravata feita a partir de uma echarpe do Juventus de Turim. No final, graças a uma sacola trazida, estava de pirata-mais-gay-que-o-Jack-Sparrow, com direito a plumas e adereços mil.
Me chega um man of the cloth na festa. Vestido a caráter, uma fantasia bem legal de padre. Não aguentamos e enfiamos todos os balões disponíveis da festa em sua mão. Pronto, melhor fantasia impossível. Mil fotos, cara de espanto na varanda olhando pro chão lá longe.
Acho que é por isso que as pessoas fazem essas coisas pra chamar atenção. É pra serem lembradas. Esse idiota vai estar em nossas cabeças sempre que olharmos prum padre agora. Vou imaginar cada um deles decolando do altar de suas respectivas paróquias, indo ao encontro do Amon-Ra no espaço.





