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Nunca fui sócio do Club de Regatas Vasco da Gama. Nunca consegui, desde que voltei para o Brasil em 1996, achar razão em me ‘alistar à causa’. Fui a quase todos os jogos em São Janu de 96 ao ano 2000. Apareceu o sócio-torcedor, mas já tinha se passado essa fase de glória do Euricão e eu estava é puto demais com a administração do meu clube. Tinha parado de ir sempre não por falta de vontade, mas achamos coisas mais importantes na vida – namoro, faculdade, emprego.
Quando tinha dois anos de idade ganhei uma carteira da Força Jovem. Fui a carteira número 600. A FJV, de acordo com o site oficial, possui mais de 50 mil componentes no Estado do Rio de Janeiro e espalhados no Brasil e pelo Mundo. Ser o 600 é uma honra. Ainda sim, sócio do Vasco nunca fui.
Talvez a localização tenha sido determinante. Afinal, o bairro Vasco da Gama, no coração de São Cristóvão, não é mão pra ninguém que esteja pra lá da linha do trem. Também tinha o fato de termos dois títulos já vigentes quando morava no Grajaú – o do Tênis Clube e o do Country Club. E usavamos ambos com afinco incrível. Fazia duzentas coisas no Tênis e nos finais de semana me divertia horrores no Country.
Quando saí pra morar em Sampa, tinha 6 anos e meio. De lá até voltar pro Brasil em 96 foram-se praticamente dez anos. Voltando, tive um prazer incrível em voltar a ser vascaíno praticante. Participei de anos incríveis. Em 2000, com a bobeira da final e o Eurico enchendo minha paciência, além das aforementioned prioridades entrando na vida, deixei de ir tantas vezes. Mas agora tudo deve mudar.
Sinto algo renovado nesse coração cruzmaltino. Dinamite e essa eleição me fazem querer participar de novo do meu querido clube.
Amanhã serei sócio. Amanhã começo a fazer de tudo para não perder mais nenhum jogo. Amanhã é o dia que participarei ativamente do clube que tanto me faz feliz.
Vasco, nesse novo dia de sua história, ganhaste mais um súdito. Olá, tudo bem?
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Eurico diz oficialmente que está fora do Vasco. Vou repetir: Eurico diz que está oficialmente fora do Vasco. Mais uma vez: Eurico diz que está fora do Vasco.
“Eu preciso de um tempo para mim, fisicamente. Por isso eu tomei essa decisão. Eu não vou me candidatar agora, e não serei candidato depois”, disse Eurico, e completou: “Eu estou fora. Eu quero ver os meus netos crescerem e este é o momento”.
“Agora, deixo claro, muito claro. Eu estou fora. Eu estou rigorosamente fora. Não me venham com essa história, como alguns já colocaram, que o candidato que viria seria o candidato da Situação, mas o Eurico ia estar por trás. Não. É evidente que continuarei dando a minha colaboração, sempre que solicitado, no sentido de contribuir para as coisas do Vasco, mas absolutamente sem nenhuma interferência na administração que virá para completar este mandato. São aproximadamente 18 meses”.
“Já reafirmo, para todos, que ao terminar esse mandato tampão, não há a menor hipótese de eu voltar a ser candidato à presidência do Vasco. Isso quero deixar muito claro para todos. Acho que aqueles que sempre me apoiaram, e são muitos, devem prestar este grande serviço ao Vasco, que é, principalmente os beneméritos, que são os responsáveis, de votar no Amadeu”.
Sexta-feira, dia vinte e sete de junho de dois mil e oito, estarei na sede náutica do Clube de Regatas Vasco da Gama, trajado de camisa retrô de 68 do Vasco, gritando o nome do meu ídolo, empossado como novo presidente do clube que tanto amo.
Bem-vindo, Dinamite. Seja muito, muito bem-vindo! Casaca!
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Foi só aparecer uma máteria no G1 sobre o crescimento do experimentalismo sexual das mulheres no mundo que já deu pra idiotas ficarem de sacanagem.
Jairo Bouer, sim, aquele da MTV que ficou famoso com a Babi falando de sexo, disse o seguinte: ‘Tenho visto casos com mulheres de 14 a 50 anos. Entre as adolescentes é um pouco mais comum do que era há alguns anos, mas pode ser por conta de um menor preconceito, ou até por um certo modismo’
‘Isso reforça aquela história de que a sexualidade é contínua. Não existe apenas o ser heterossexual, homossexual ou bissexual. É possível não gostar igualmente da mesma coisa em todas as fases da vida. E vale lembrar que nem toda mulher está aberta a experimentar, e é exatamente essa liberdade de poder ou não querer algo que faz a diferença.’
Isso é deveras interessante, tendo em vista um recente estudo publicado na Veja (sim, eu ainda leio essa porra), que diz que o cérebro de pessoas homossexuais se assemelha mais ao de indivíduos do sexo oposto do que ao de heterossexuais do mesmo sexo.
Sempre haverá uma tremenda discussão, sem fim ao meu ver, sobre a ‘natureza’ da homossexualidade. Se ela é biológica ou sociológica. Pra mim tanto faz como tanto fez, mas que é imensamente interessante pra mim, isso é.
Entender o porquê das coisas é o que transforma nossa curiosidade em conhecimento. Se existe um fator biológico, como diz o estudo da Veja, e se há fatores sociais determinantes, como diz Jairo Bouer, tudo o que pode ser extraído é que é normal tudo isso. Não importando se é biológico ou não, o homossexualismo sempre existiu.
Olhando para o passado, mais precisamente para a arte e a literatura gregas dos séculos VIII a II A.C., fica evidente que a presença da homossexualidade era não apenas tolerada, mas, sobretudo, valorizada. É o que mostra o autor inglês K. J. Dover no livro “A Homossexualidade na Grécia Antiga” (tradução de Luís S. Krausz; Nova Alexandria; 333 páginas).
Especialista em estudos clássicos, Dover apresenta neste trabalho o resultado de suas pesquisas sobre a condição dos homossexuais no mundo grego antigo, sob o viés das artes plásticas, da literatura e da filosofia. “Eles a aceitavam porque seus pais, tios e avós também a aceitavam”, afirma o estudioso sobre a situação dos gays naquela sociedade clássica.
As provas para esta afirmação estão em objetos de cerâmica, fragmentos de poemas e outras formas de expressão artística que exibem, sem pudores, cenas homoeróticas. Algumas pinturas de vasos, por exemplo, mostram momentos de prazer entre homens ou mesmo um adulto seduzindo um garoto.
Como e quando a livre expressão sexual passou a ser proibida ainda permanecerá mistério. “Por que a homossexualidade aberta e sem repressão se tornou um aspecto tão conspícuo da vida grega é um assunto interessante para especulações. Infelizmente, no entanto, faltam dados”, explica Dover.
(Fonte: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?todos=1&codigo=2298)
Ainda sim vejo comentários na matéria da G1 como esse aqui:
‘dr.julia | 23/06/2008
14h08
vao cuida do brasil e no que os politicos e enpresarios estao fazendo pra o brasil,outra vao cobra do governo uma reforma na saude publica,porque muitos de voces se nao estao,vao pega aids!e necessita de hospital!a pervercidade cresce mais as doencas de sexo tambem,suas antas perversas!’
E temo pelo povo brasileiro. Por nossa sociedade retrógrada e idiota. Pelo nosso completo analfabetismo digital. Por nossos valores cristãos enraigados e imbecis. Por nossa necessidade de vender Carnaval e ser puritano. De adorar ver bunda na praia contanto que não seja de alguém da família, porqua aí é falta de vergonha. De pedir sexo oral e anal em casa e bradar a todos os cantos o quão abominável e nojento isso é.
País idiota, país hipócrita.
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Sou vascaíno. Muito vascaíno. Saí da maternidade com uma camisa cruz-maltina. Tive a glória de ver três brasileiros, uma Libertadores, uma Mercosul e duas finais do campeonato mundial. Posso dizer categoricamente que nenhum outro torcedor de time carioca DA MINHA IDADE viu tantos títulos quanto eu. Eu vivi tudo isso, enquanto muitos regojizam conquistas que não viram e viveram. Adotam a memória de outros como satisfação plena do seu apoio.
Eu prefiro me confortar no fato de ser um torcedor que viu tudo o que eu vi. Que estava lá quando tudo aconteceu. Posso dizer que eu gritei ‘é campeão’ mais vezes. Que chorei grandes derrotas mais vezes. Que senti mais vezes. Estive lá.
Sábado foi um dia especial no coração de cada vascaíno. Meu candidato, o candidato de todo mundo, Roberto Dinamite, ídolo eterno, venceu justamente a eleição na sede do Calabouço. Uma dura luta foi travada para que a justiça prevalecesse, mas conseguiram. Conseguimos botar alguém que valha a pena.
Euricão já serviu de manda-chuva por tempo demais. Já passou sua hora. O Vasco, e eu consequentemente, devemos muito à esse puto. Afinal, ele está por trás de todas as conquistas que presenciei. Seu amor pelo Vasco é inquestionável. Agora sua gestão é tremendamente absurda.
Não pode mais haver coronelismo no futebol nacional. Já está na hora de enxergarmos esse esporte que movimenta o coração e a cabeça de tantos com profissionalismo e transparência. Precisamos, mais que nunca, de estrutura, responsabilidade e segurança num futuro próspero para nossos clubes de coração.
Roberto representa essa mudança. Ele compra a idéia de vermos um Vasco da Gama mais unido, mais completo, mais justo e profissional. Um Vasco que possa de novo almejar novos e belos horizontes. Quem sabe um Vasco que tenha de volta um pouco mais de orgulho.
Vivemos uma época turbulenta. Temos no Eurico uma rejeição de tudo e todos. O Vasco fica alienado, perdido, prejudicado. Não mais.
Bem-vindo ao seu novo velho lar, querido Dinamite. Precisamos de você.
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Dunga só pode estar de sacanagem. Filho duma égua esse puto. Sua soberba é algo que me irrita mais que sua completa falta de capacidade de liderar uma seleção tática e tecnicamente.
Respondendo às muitas (justas) críticas após o empate com a Argentina, Dunga mandou uma pérola que me assustou e irritou profundamente: ‘A única coisa que não me preocupa é o meu emprego. Se não estão contentes, eu estou tranqüilo. O que foi combinado estamos colocando. Estamos fazendo renovação.’
Renovação? Renovação?? ONDE?!?!?!?!?!?!?!?!
Gilberto Silva e Mineiro no meio-campo é renovação?! Gilberto na lateral esquerda é renovação?! Desgraçado, pretencioso, convencido! Você é um BOSTA! Um MERDA! Gilberto Silva e Mineiro não são sequer reservas em seus respectivos times! Não entram nem no banco!! Porra!!!
A oportunidade que teríamos de ver Lucas e Hernandes no meio-campo, alimentando com técnica e objetividade um ataque com Diego, Anderson, Robinho e Pato, com Marcelo ou Richarlyson na lateral esquerda, antes das Olimpíadas… a chance que teríamos de entender que uma renovação realmente poderia estar acontecendo – dias antes das Olimpíadas, onde poderíamos ver justamente essa nova seleção tentando montar uma nova esperança para nós, reles torcedores.
Fico incrédulo vendo minha seleção ser tão, mas tão ruim. Gritaram ‘Burro!’ pro Dunga. Achei sensacional quando cantarolaram ‘Dunga, seu jumento!!’. Melhor ainda foi o trocadilho ‘Não é mole não… até o Galinho é melhor que a Seleção!’.
Zico faria um bem tremendo à essa equipe. Alguém que deu muito certo no Japão. Alguém que deu muito certo no Fenerbahçe. Alguém que parece saber o que está fazendo.
Felipão foi pro Chelsea. Ainda bem. Precisamos de algo novo. Algo bom para todos.
Precisamos do Zico. Precisamos do Autuori. Muricy. Presisamos de alguém, menos esse idiota de cabelo espetado.
Adeus, Dunga. Pelo bem da nossa Seleção, adeus. VAZA, CARÁLEO!
updeite: Ah não… ah… não…
Gilberto, nosso supimpa lateral-esquerdo, manda essa pérola depois do jogo, lida por mim n’O Globo: ‘Deixei minha família em casa para vir jogar. É difícil pra quem está lá dentro do campo. Eu, sinceramente, me sinto mal vendo 50 mil brasileiros vaiando o técnico e aplaudindo o Messi.’
Devia mesmo ter ficado em casa, seu inútil! Os mesmos cinqüenta mil brasileiros que pagaram o olho da cara pra ver você não jogar em campo poderiam ter ficado em casa também! Os repórteres que correram atrás de você poderiam ter ficado em casa! Eu poderia ter escolhido sair de casa a assistir ao seu pífio futebol! Santa petulância, Batman!
Da próxima vez, Gilberto, chama o Silva, o Mineiro, o Josué, o Maicon e especialmente o Dunga pra ficarem em casa contigo e assistirem a seleção de onde todos vocês merecem – bem longe!
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Fui ver ‘Sex and the City’ de bobeira hoje. Saí da análise e queria encontrar meu sócio, mas não havia tempo pra ele. Perambulei pelo Leblon e decidi ir até o Shopping Leblon ver se tinha o ‘Hulk’. Acabei chegando cinco minutos antes do ‘SatC’. Já tinha visto alguns episódios da série, e sempre achei muito inteligente. Minhas amigas todas AAAAAMAM essa merda, então algum valor forte ela tem.
Só sei que rir, gargalhei, sorri, me relacionei, senti e chorei – algumas vezes. Filme sensacional sobre o que é crescer e criar laços. Se entregar e saber o valor da entrega. A série acabou com alguns acontecimentos fortes, e esse filme é o desenrolar de todos eles. Todo mundo se questionando, vivendo, sentindo.
Aos 40 elas pensam como eu penso hoje. É engraçado isso. Todas essas questões de se enraizar, de saber o que é o ‘amor’ tão procurado, a certeza e a solidez de um par ‘perfeito’. É tudo o que penso e quero AGORA, quiçá daqui a 15 anos!!
Todas são lindas. Lindíssimas aos 40. Cinqüenta até. Todas com os mesmos problemas e questionamento que hoje tenho. Sem ser piegas, sem ser problemático. Simplesmente ter questionamentos sobre os parâmetros e paradigmas criados hoje por todos nós.
É surreal o quanto tudo o que é demonstrado e passado na telona se reflete nas nossas vidas, sejam elas pós-adolescentes ou bem mais adultas. Consegui me relacionar com vários questionamentos – gravidez miraculosa da Charlotte, o compromisso do Big com a Carrie, as dúvidas e a certeza da Miranda com o Steve… até mesmo as dúvidas existenciais da Samantha.
Só sei que saí muito contente do cinema. Acho que sou uma mulher independente e romântica por dentro. E não dá pra dizer que ninguém imaginaria isso.
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Pois então, disse ontem que iria ao cinema de qualquer forma. Consegui encaixar um espaço entre uma reunião e o MBA e me joguei no Espaço Unibanco. Adoro aquele lugar. Tem um sebo onde consigo os mais variados álbuns e livros a preços extremamente módicos. Além de um ambiente lindo, aconchegante e de um sofá de couro que dá vontade de ler novecentos e trinta livros antes de se levantar.
O único filme disponível em tempo hábil era o ‘Fim dos Tempos’, do cultuado M. Night Shalaslalamananalalaanalanlam. Me amarrei no ‘O Sexto Sentido’, gostei pracas do ‘Corpo Fechado’ e também achei batuta ‘A Vila’. ‘Sinais’ foi uma bosta a não ser pela parte no Brasil em que, pasmem!, fala-se português! ‘Dama na Água’ nem foi tão legal assim, mas mostrou, claramente, que ele também não está a afim de fazer só filmes com reviravoltas. Esse ‘Dama’ deveria ter me preparado para seu último trabalho.
A começar por Mark Wahlberg, aquele Marky Mark dos áureos tempos que ele competia com seu irmão Donnie do New Kids on the Block pelo trono de menino do momento. Gente, quem inventou que ele é ator dramático tá de sacanagem com as nossas caras há tempos. Ainda teve a nomeação pro Oscar nos ‘Infiltrados’. Talvez tenha sido seu único grande papel até agora. Quer dizer, não no script, claro, mas na… erm… soberba atuação que ele mostrou no papel do policial bonzinho-e-cheio-de-problemas.
Mark faz uma cara de boçal o filme todo. Todo. Realmente todo. É um banal professor de biologia/química/ciências/foda-se, que tem um relacionamento bunda com uma mulher idiota e sem personalidade (a MAAAAARAVILHOSA Zoey Deaschasasdcagueiprosobrenomedelaashtehdel) – mas com olhos de matar qualquer um do coração. O relação deles vai de morna a estúpida a incompreensivelmente idiota a somente incompreensível no final. Urgh.
Tem uma menininha também. Que não faz nada. Só chora. E tem umas esquisitices como falar sussurando quando está com medo. E acho que um dos traços da pobre garota deve ser não saber atuar nem por mil milhões.
Fora a estupidez e falta de sustância dos personagens, a porra do acontecimento só é bem demonstrado no começo do filme. Realmente, as cenas inicias em Nova Iorque são iradas. Mas nada que ponha medo nem faça você entrar em qualquer tipo de reflexão. Simplesmente acontece algo, o povo corre, alguns morrem, alguns não. Pronto. Êba.
Filme sem pé nem cabeça, que mal começa e já acaba pior do que começou. Não tem meio, não tem desenvolvimento de personagens, não tem enredo decente. Enfim, não tem porra nenhuma. Pelo menos o ‘Dama’ tinha uma intrínseca rede de acontecimentos acontecendo por detrás da sereiazinha lá… a parada do mundo da fantasia atacando o real… premisa bacana, mas que se transformou num filme meio chatinho, arrastado.
E é exatamente isso que acontece no ‘Final dos Tempos’. Não tem tensão EM MOMENTO ALGUM. Você simplesmente assisti, durante duas horas, a algo acontecendo na tela do cinema. E só. Não consegue-se sentir pena dos personagens, medo, angústia, sofrimento, nada. Acredito eu que essa merda de filme era pra ser ao menos tenso. Cheio de suspense e mistério. Mas NADA ACONTECE. NUNCA.
Porra de perda de tempo do caráleo.
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Há tempos não consigo mais sentar meu rabiosque numa sala de cinema para assistir algo. Entre a correria do trabalho, reuniões mil (que em breve gerarão frutos fantástico, podem apostar) e meus estudos, não tenho tido tempo para me dedicar à minha segunda maior paixão.
Vivo tentando achar tempo para conseguir ver tudo o que queria. Tem desde pipocões como o novo ‘Hulk’ e ‘Fim dos Tempos’ a ‘Antes que o Diabo saiba que você está morto’, toda vez que passo em frente à alguma sala, sem tempo nem de pensar, peno pelo fato de não poder conseguir achar tempo para ao menos me deleitar por duas horas em algo que me dá tanto prazer.
Cinema é realmente algo que agrada, pelo menos a esse que vos escreve, como uma saída, puerilmente momentânea, dessa correria e desse mundo tão cruel. É possível, em duas horas, conseguir assistir a algo que me faça sonhar, sorrir, chorar, me imergir em fantásticos ambientes, históricos acontecimentos, relacionamentos que queria ter tido. A telona me convida a existir, por instantes, em lugares paralelos, regojizando em acontecimentos fictícios mas verdadeiros o suficiente para que eu consiga senti-los.
Raramente saio da sala de cinema sem um sentimento diferente daquele que entrei. Se o filme é triste, saio devastado. Se é alegre, saio jubliante. Se é pensativo, aquilo me domina por dias a fio equanto tento decifrar o enredo ao máximo – muitas vezes voltando ao cinema para assistir ao filme de novo a fim de melhor entendê-lo.
Sou fascinado por essa arte, que consegue transpor tanta coisa em tão pouco tempo. Filme ruins são ruins a beça, e irritam profundamente. Mas até esse sentimento de irritação tem algum valor intrínseco. É um sofismo fudido eu brincar de fazer isso, mas é o que acontece mesmo. Disgosto nada mais é que um gosto diferente.
Comprei um PS3 pelo entretenimentos dos jogos mas muito porque ele também é um tocador de blueray, essa nova mídia que promete, e cumpre, trazer imagens expetaculares à minha mísera tela do televisor. Posso vislumbrar a possibilidade de ver ‘Coração Valente’ em uma majestosa míriade de cores que até agora não foi possível. Uma demonstração de nitidez antes só conseguida pelos nossos próprios olhos. É essa tecnologia que transporta o real para dentro de nossos lares.
Hoje vou ao cinema. De qualquer jeito.
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Há um momento em que todos invariavelmente paramos pra imaginar o que cacetes estamos fazendo por aqui. De que serve tudo isso. Pra que sentir tanto, penar tanto.
É estranho e engraçado eu me ver sentindo menos. Sinto menos hoje. Na sexta-feira, numa das conversas coloquiais mais legais que lembro ter tido nos últimos tempos, me dei conta do quanto simplesmente não sinto mais. Não em relação a tudo. Em relação a ela.
O quanto uma pessoa por quem tive tantas aspirações, em quem depositei tantas esperanças em tão pouco tempo significa absolutamente nada pra mim. Um reles momento passageiro de um passado que esquecerei. Que já estou me fazendo esquecer.
E o quanto isso é simplesmente aterrador. O processo que temos de somente termos a nós mesmos. Do sujeito nascer sozinho e morrer sozinho. Que a única verdade é a morte.
Todos e tudo é passageiro, sujeito ao descaso, ao esquecimento. A relevarmos isso que chamamos de viver. Tudo é por um instante, até se esvair.
Fica a dúvida do por quê de viver. Da fictícia razão que criamos em achar que a existência nada mais é que um caminho ao desligamento de nossos sentidos. Todos são tão somente o que imaginamos e projetamos que eles sejam. A partir do momento que esse véu se perde, também é perdida a pessoa.
Será que é possível vislumbrar alguma chance de que possamos enxergar além do óbvio? Que mesmo decepcionados, tristes, enganados, possamos acreditar uns nos outros? Entender a necessidade de socialização humana como algo bem maior que um reles sentimento – analisando-o como uma verdadeira (lá vem essa palavra maldita) e plena retribuição alheia para seus anseios, dúvidas, questionamentos e aspirações?
Porque peno a entender que tudo é passageiro, que não tudo se perde. Que nada é eterno. Nada é de fato verdadeiro. É tudo um resultado de projeções criadas em cima de prerrogativas criadas em cima de ensinamentos criados em cima de traços criados em cima do instante em que um cromossomo X resolveu se unir a um Y.
Que triste isso.
Roubei essa do Bunker porque achei fenomenal…
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
Pois eis minha nova banda. Nome foda, diga-se, visto que Epsilon Cancri faz parte da constelação de Câncer. E o título é simplesmente fantástico também. Dei sorte. E não é que a foto é absurdamente linda? Porra, fiquei bolado com essa meme. Eu achando que não daria em nada e se transformou em algo muito, mas muito maneiro.
