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Vivo Rio. 22h de acordo com o ingresso. Será essa a hora de perder a linha assistindo à banda que mais me impressiona e enlouquece.
Os ingleses são demais. Conheci-os há tempos, desde os áureos tempos de ‘Sunburn’ e ‘Muscle Museum’. Eram comparados ao Radiohead por alguma razão bizonha desses putos que não conhecem música. Talvez pela voz Buckleriana do Matthew Bellamy ser um tanto parecida com a do Thom. Even so, Muse é original pra cacete!
Desde ‘Origin of Simmetry’, da fantástica versão de ‘Feeling Good’ que proporcionou um crescimento imenso à banda. ‘Absolution’ coroou o novo patamar de super-banda dos caras e o novo ‘Black Holes and Revelations’ é um marco no rcok progressivo. Esses putos são gênios.
‘Invincible’ é minha paixão recente deles. Uma música que reune uma linda melodia, carinhosa e atenciosa com um peso perfeito. A síntese daquilo que mais gosto de ouvir. Peso com carinho.
Mal posso esperar. O show de Madison Square Garden em Agosto passado foi fantástico. Nesse estarei muito próximo dos caras. Vai ser lindo.
Updeite: O Alex do Move that Jukebox! escreveu uma puta resenha do show. Perfeita.
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Acordando numa nuvem
Sentindo a briza ao cair
Céus púrpuras nos meus olhos
Revelam o distante luar
Porque esperamos
Porque não tomamos
Porque desacreditamos
Porque mentimos
Porque choramos
Todo significado é o mesmo
Mesmos absurdos, mesmos problemas
A dúvida persiste
Arrependimentos iguais
Pensamentos vis
O que somos, e queremos ser
O que seremos se continuarmos assim

Talvez encontre um momento de serenidade plena. Talvez eu consiga não ter dores de cabeça com as pressões e o revés da vida. Talvez eu consiga entender um pouco mais as coisas. Talvez eu consiga saber que não é meu papel entender tudo.
Talvez eu possa enxergar a vida com olhos diferentes. Talvez meus olhos possam ser agraciados com um mundo mais adaptado à eles. Talvez eu tenha a chance de ser alguém diferente. Talvez eu descubra que sou exatamente quem sempre quis ser.
Talvez eu encontre pessoas que possam ser transparentes. Talvez minhas exigências não sejam vistas como impecílios. Talvez eu encontre alguém que me faça confiar no homo sapiens sapiens de novo. Talvez eu precise adaptar meus conceitos.
Talvez um dia eu encontre um meio-termo. Talvez esse meio-termo possa ser o que tenho agora. Talvez eu enxergue felicidadade nesse meio-termo. Talvez eu não me irrite tanto com a mediocridade de tudo.
Talvez eu tenha tempo para amadurecer meus conceitos prévios. Talvez eu aprenda a ser mais leniente. Talvez eu possa ter mais espaço pra crescer. Talvez eu já tenha crescido tudo o que podia.
Talvez um dia eu possa acordar de cabeça fria. Talvez um dia eu abra os olhos e saiba exatamente o que os próximos momentos me trarão. Talvez eu entenda minha cabeça e consiga ser mais contente comigo mesmo.
Talvez sim. Talvez não. Talvez.
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E lá vem a internet de grátis aqui pra Orla de Copa. Tava sendo construída desde o final do ano passado, e espero, realmente espero, que eu possa acessá-la a uma esquina de distância. Porque não basta contar meus centavos no final do mês e ainda ter de me preocupar com Net, Vírtua e afins. Ainda nem tenho cortina!
E quero mudar esse piso. Foi uma idéia bacana essa de pintar o piso de tinta especial, branca, pra poder deixar o ambiente mais claro. É que piso de ardósia não combina com apê clean e moderno. Problema maior seria tirar o piso de ardósia e botar outro. Grana que não existe. Quer dizer, garanto que existe, só que na mão de outrem.
Prioridades são mesmo as cortinas e a instalação dos ar-condicionados. Antes que o verão (leia-se Setembro) chegue com toda sua força e me mate de calor. E preciso ver por que caráleos meu laptop não está mais reconhecendo redes wi-fi (qualquer pessoa sapiente, por favor explique que nem no Wireless Zero Configuration dessa joça de Windows XP eu consigo achar resposta).
Um dia tudo se ajeita. Um dia. Só espero ter internet de graça até lá.
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Fudeu. Fudeu mesmo. Agora não tem mas ninguém pra ficar falando merda na televisão e todo mundo achar graça. Essa vaca tinha de morrer, né? Não podia ficar viva pra sempre, porra? Que merda.
101 anos bem vividos pra caralho. Até mais, querida Dercy. Você foi foda demais.
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Amo All-Stars. É impressionante o meu caso de amor com eles. Não consigo mais me desvencilhar do deleite que é calçar essas maravilhas. São um marco na história da humanidade. Idos são os tempos de punks e rebeldes, com seus modelos de cano alto (às vezes altíssimo). Não mais existem somente as menininhas de colégio que pintavam e bordavam seus All-Stars, customizando-os ao seus bel prazeres.
Agora é a era da democratização desses lindos calçados. São os preiba com os punks, os alternativos com os surfistas, os emo com os skinheads, os ateus com os evangélicos. Quem não usa All-Star não está fora da fora – é burro mesmo.
Chuck Taylor é o cara. O cara criou o tênis de maior venda de todos os tempos. Já são mais de 750 milhões de pares vendidos. Fizeram a marca Converse. São chamados de Chucks por muitos. O cara é uma lenda.
Desde que essa moda retrô andou assolando nossas rádios, festas, bares e, claro, moda, venho por meio deste post agradecer e muito pela volta triunfal dos meus, seus, nossos All-Stars. Foram anos de abstinência, depois da minha onda Dr. Martens (não só pelo meu querido West Ham, patrocinado na época pelos maravilhosos sapatos, mas também pelo incrível conforto e durabilidade dos mesmos) quando voltei ao Brasil. Aqui reinavam os escrotos Nikes. Nojentos Reeboks. Xexelentos Adidas. E olha que o Adidas ainda tinha uns modelos mais allstarianos. Mas nada que se comparasse.
Acabava me contentando com meus Vans. Eram do jeito que mais gostava – cano baixo e pequenos, justos no pé. Cedi um pouco depois aos grandes e truculentos Adidas, Nikes e, por fim, um lindo Puma de corrida branco que comprei nos EUA ano passado depois de mais de trinta bolhas causadas por um primo Puma de couro de cano baixo e de formato allstariano.
Voltei pro Brasil em setembro do ano passado e desde então posso contar nos dedos as vezes que não usei meus queridinhos. São confortáveis, lindos, úteis, versáteis e, porra, baratos pra caráleo! Por um par de chiquelentos Nikes compro quatro, cinco pares de All-Stars que provavelmente só trocarei daqui a cinco anos, quando estiverem pedindo arrêgo, pinico…
Calçam meu pé como se fossem feitos pra ele. Nunca me causaram bolhas. Nunca me deram problema. Agora também não largo pé. Uso All-Star pra tudo. Comprei um modelo mais caro, de couro, e uso com terno. Já fui padrinho de casamento de All-Star. A noiva adorou.
Dificilmente volto a calçar outro tipo de tênis. Só tenho um Mizuno pra correr. Porque por mais que queira, All-Stars não têm o suporte para o peso de um corredor. Ainda. Espero o dia que eu possa usar um All-Star Wave com tecnologia de amortecimento multifuncional desenvolvida pela NASA. Além, claro, das sandálias All-Star que precisam aparecer no mercado.
Serei mais feliz.
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Another Saturday night, and I ain’t got nobody…
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Meu adversário caiu sob a ponta da minha lança. Seus olhos, lacrimosos, se puderam a me desfiar, ainda que seu corpo, caído, derrotado, não mais me apresentasse desafio algum. Consegui derrotar o cavaleiro, por fim. Ao cerrar dos seus olhos, assolados pela exaustão, vi um homem belo, sublime em seu suplício final, manchado pela marca do fracasso. Ainda sim senti pouca pena daquele corpo retorcido, e segui meu caminho em direção ao meu objetivo.
Dias e noites de passaram, e estranhos sonhos tive. Momentos lúdicos, separados por tumultuosas imagens de luxúria e perdição. Dormi pouco, com medo de fechar os olhos e ser confrontado por imagens tão arrebatadoras e incitantes.
Encontrei ela sem muito alarde. Sabendo seu papel, ela se entregou a mim. Honra e promessas a serem cumpridas. Parti com ela em meu domínio assim que os primeiros brilhos do astro-rei deram seu gracioso sinal de vida.
Nosso caminho não foi periloso. Pelo contrário, o tédio e o marasmo dominaram todo o percurso até as praias de areia rochosa, a dois dias de distância. Paramos ao final do primeiro dia, numa clareira que me pareceu segura o suficiente para passarmos a noite.
Uma árvore, no extremo direito da clareira, me chamou atenção. Suas frutas de coloração viva me puseram a caminhar em sua direção. Não hesitei em colher inúras daquelas pequenas frutinhas, lindas e delicadas, e tive imenso prazer em consumi-las, uma por uma, num banquete silvestre como jamais tivera imaginado. Ela se pôs a provar as pequenas frutas, e quando nos demos conta tinhamos acabado com todas a linha prole da incrível árvore que agora nos olhava acabada, despida de toda sua cor, imaculada em sua nudez e melancolia.
A noite chegou mais cedo do que esperava. O frio chegou mais forte do que pensava. Tive de dividir espaço com ela, alimentando nossos corpos com o calor alheio. Sonhei imagens incríveis. Cores vívidas, corpos se entrelaçando em uma dança de fantástica coesão e sincronia.
Acordei suando, com meu coração tentando bravamente escapar da minha caixa toráxica em vão. Assustado, virei ao meu lado para ver ela, linda sob a luz de uma noite estrelada e de lua cheia, igualmente acordada e ofegante. Olhei em seus olhos e não me contive.
Nos abraçamos e foi a melhor sensação que já tive em toda a minha vida. Perdi meus sentidos. Simplesmente senti e não pensei. Estávamos lá, a sós, completamente entregues, e nunca fui tão completo e feliz. Foram horas de um êxtase inimaginável. O cheio de sua pele, os murmurros de prazer, seus olhos cintilantes. Eros não teria conseguido proeza tão perfeita como a junção de nossos corpos.
Acordei atordoado. Jamais senti algo parecido. Tudo tão perfeito, tão completo, tão incrível. Me veio a minha promessa. Minha dívida. Não podia deixar de cumpri-la. Minha honra, a honra de outrem, tudo estava em jogo. Relutantemente me pus a seguir o caminho previamente traçado. Lágrimas escorriam de meu rosto quando deixei a rochosa praia a caminho do meu destino final.
A tive todas as noites. Ela virou meu maior desejo, meu significado de vida. Ela era tudo o que queria, tudo o que poderia querer. Não havia dúvida alguma em meu coração. Cada batimento era pra ela, por ela. Semanas se passaram, e cada vez mais desejava estar dentro dela. Não se passava um instante no qual não queria fugir, sumir do mundo com minha eterna amada. O amor de toda uma vida.
A entreguei, sã e salva, e por poucos momentos achei que não mais conseguiria respirar. O fechar das portas, ela de um lado e eu de outro, significou na hora o final da minha vida. Caí e, de joelhos, chorei copiosamente. Não podia conter a dor no meu peito.
Na mesma noite esperei por ela no jardim. Chovia levemente, e minha lágrimas escorreram acompanhadas das doces gotas que caiam do céu. Senti um certo conforto na chuva. Parecia que os deuses choravam comigo. Esperei sem tê-la avisado. Esperei pela esperança de encontrá-la. E ela veio a mim. Não sei como, mas ela veio a mim.
Nos escondemos muito bem. Conseguimos ter um ao outro todas as noites, sempre no calar da madrugada. Nunca soube de ninguém que a tivesse visto escapar dos seus aposentos. Tínhamos um lugar secreto, só nosso, sempre disponível para que pudessemos regojizar no deleite de nossos ofegantes corpos. Três anos se passaram, sem que por um dia sequer eu não a tivesse, plena e entregue.
Fazia sol na semana passada. Estava a só, olhando o lago que abraça o território do palácio. Plantações de trigo jocosamente dançavam com o vento, elevando meus espíritos e anunciando um belo dia de primavera. Estreava novas roupas, de cetim com detalhes em couro. Crianças dançavam alegremente ao redor do jardim, trazendo ainda mais jovialidade ao meu espírito.
A noite chegou, e não soube o que fazer. Não sabia porque estava ali, sentado naquele banco de madeira na margem mais rasa do lago. Abaixo da árvore centenária que abençoava o espelho d’água. Era tão escuro que não consegui sequer ver minha mão. Um leve vento quente soprava e senti meus cabelos esvoaçarem, mesmo que eu não pudesse vê-los. Me pus a pensar no que fazia ali, e por muitas horas não soube porque estava lá, mas também não conseguia sair daquele banco.
Acordei com o primeiros primeiros sinais do dia. Raios enrubesceram o antigo céu escuro, e cobri meus olhos cansados até me acostumar com a claridade. Me levantei, torto e doído, e olhei para o banco no qual tinha dormido. Ainda não entendi, nem entendo, porque eu dormi ali. Caminhei vagarosamente até a entrada da biblioteca, com meus novos trajes estragados por uma noite mal dormida no banco velho e estragado do lago.
Já fazem inúmeros dias que não sei mais o que fazer com as minhas noites. Lembrei dela e de tudo que houve ontem. As memórias vieram a mim quando a avistei de longe, quando descia para o baile de gala. Pisquei algumas vezes quando ela passou por mim, e cordialmente trocamos cumprimentos. Olhamos um para o outro por alguns poucos instantes, e percebi que a conhecia bem e ela a mim. As recoleções vieram como algo esquecido, quase como um sonho lúcido. Tão somente uma reles lembrança de um passado que não reconheço. De alguém que sequer significa mais que uma dívida que paguei com honra e dignidade.
—
A história de Tristão e Isolda me fez pensar em meu momento atual. Esse sonho lúcido que pareço viver. Ou ter vivido. Ainda não sei.

Quatro horas e vinte e um minutos depois de esperar na fila, consegui encontrar meu ídolo em Paraty. Conversamos sobre a vida, sobre o significado de tudo, sobre Shadow, sobre Sandman. Consegui explicar meus devaneios sobre a obra inteira de Terry Pratchett, um dos meus autores prediletos (e grande amigo pessoal dele).
Falamos sobre a diferença entre Wisconsin e a Inglaterra. Conversamos sobre as impressões dele do Brasil. Do que tinha achado do painel que ele dividiu com o Richard Price. Se ele achava que Price tinha algum ciúme de todo esse assédio. O fiz rir com minha piadinha sobre o português e a bicicleta. Engraçado como foi só trocar o patrício por um irlandês que ele entendeu tudo.
Ofereci uma rosa à pequena Maddy. Ele me olhou estranho no começo, mas entendeu minhas intenções mais que puras e sorriu. Acabei oferecendo uma caipirinha na Tenda dos Autores e ele aceitou, de bom grado, como todo simpático gringo.
Neil Gaiman e eu trocamos emails. Ele prometeu escrever diariamente. Mas não acredito muito nele não. Um email por semana será o suficiente para não perder essa nova amizade. Até pedi pra ele autografar um livro que trouxe pra ele. Ele, envergonhado, até aceitou.
Updeite: Realmente estou em destaque no Blog do Tas. Que honra.
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Lá vou eu, completamente de sopetão à Flip deste ano. Foi como fiz em 2006 e foi um barato. Encontrei a Ana e o Idelba e foi foda demais.
Che Bar me espera, para mais uma rodada de Buchanan’s e Monte Cristo. Bem burguês, num bar de nome um tanto escroto. Espero que o dono ainda seja o mesmo. Maluco boa praça pracas.
Domingo trago histórias. Aguardem.