
Estive lá no NAVE no sábado com a linda Viva pra ver qualé dessa parada de BlogCamp. Pra ser bem sincero, eu pouco sabia do que se tratava – e foi uma grande surpresa tudo o que ocorreu. Me inscrevi tarde pracas, mas felizmente pude sentar com pessoas incríveis e discutir vários projetos interessantíssimos.
Dentre tantas pessoas excepcionais, as conversas com a sempre maravilhosa Alê Felix, o Pedro Jansen do Yahoo! Posts e o Mack do Videolog me deixaram com inúmeras pulgas atrás da orelha. Pulgas boas, incitantes.
Em primeiro lugar, o NAVE é algo de especial. Que lugar fantástico. Uma proposta ímpar de conhecimento e educação que nunca tinha visto antes. Meus filhos, com sorte, estudarão lá.
Depois de acrodar mal e porcamente, olhar para o lado de fora da janela e ver a chuva cair, levantei-me com certo pesar e me dirigi ao telefone – que tocava com o display que dizia ‘Viva’. Ela já tinha me ligado, mas o torpor matinal tinha se instaurado e eu permeava entre o consciente e o inconsciente até ela me ligar pela segunda vez, vejam so!, se desculpando pela demora. Não sabia se tinham se passado treze segundos da primeira ligação. Prontamente me dirigi ao banho, longo e demorado, e desci.
Com a linda, perfeita, maravilhosa Viva eu caminhei até a grande fachada da NAVE. Viva me contava mundos e fundos sobre o lugar, e eu lá, ansioso para saber qual era da parada do lugar – e, depois, do evento. Chegamos por volta das 10h, e o BlogCamp ainda se encontrava um tanto morno. Também pudera. Esperar que cariocas se levantem sãos e contentes às 9h para falar de tecnologia, negócios, conteúdo e afins é um tanto demais. Melhor marcar às 5h e saber que todos chegarão virados.
Com uma mesa de comes-e-bebes, a festa começou. A Viva encontrou uma penca de gente que ela conhecia e adorava. Aliás, a Viva é um espanto no que diz respeito à essa comunidade blogueira – não bloga e é conhecida, reconhecida e amada por todos. Brincadeira.
No salão principal, com direito à inúmeros puffs gigantes para o deleite deste preguiçoso-mor aqui, a introdução, dada pelo Bruno e pelo Mack, começou. A insônia deles e a paixão pelo que estava a fazer foi uma coisa maneira de se ver. Muita gente aglomerada, um reencontro com o Joselito do Estraga Filmes (que não via desde a despedida do Alex Castro na Cinelândia… lembram?), e muito papo geek deixaram a impressão que me divirtiria ainda mais do que eu esperava.
Mas antes tenho de informar uma coisa me deixou um tanto estupefato. Quase 11h, durante a palestra inicial, conversa-se levemente sobre twittagem e afins. Eu não conheço direito o Twitter, nem sei bem se me interessa muito. Pra mim é o mIRC renovado. Posts sobre qualquer coisa em menos de 140 caracteres.
Pois bem, analisando a trupe ao meu redor, uma grande maioria teclava alegremente em seus laptops ligados à rede wifi fenomenal do NAVE nos seus respectivos canais do Twitter. Sequer olhavam para o para o palestrante. Somente escutavam e repassavam as coisas para o canal do Twitter. Surreal.
Pior, um casal do meu lado entrou no SecondLife deles pra fazer sabe-se lá o que. Entraram em algum lugar patrocinado pela FIAT (pasmem, sério, pasmem) e ficaram andando em seu Punto virtual. Soube depois que tem palestra que é dada no local e muita gente fica de costas. Laptop no colo, streaming da palestra através do site do evento e o palestrante lá, atrás deles, falando ao vivo e em cores, com os membros da platéia nas telas dos seus respectivos computadores, ouvindo e vendo o palestrante na telinha de vídeo do site do evento ao invés de olharem pra frente do salão e assistir o que o cara tem a dizer. Absolutamente surreal.
A conversa sobre business no espaço ao lado do salão principal me fez pensar em inúmeras respostas para vários problemas que surgem na minha cabeça com relação ao que faço profissionalmente. Se tudo o que estiver pensando agora der certo, fudeu. Tomo conta do Universo.
Depois de conversas sobre negócio, um início de uma ONG voltada para a democratização digital, eram 15h da tarde e reparei um dado interessante. Virei para a Viva e constatei que não tinha tido uma conversa sobre futebol ou mulher. Era realmente uma reunião de nerds.
Alê deu uma aula do que é conteúdo na derradeira palestra do dia, e o Pedro do Y! teve de se virar pra mostrar que os caras do Y! Posts não são uma corporação maldosa que quer se apropriar indevidamente dos postadores. Vida de representante de multinacional é assim.
À noite, no BoteCamp, pudemos jogar mais conversa fora, rir bastante e fazer novos amigos. Muita gente nova, o Rodrigo do Jacaré Banguela é um cara ducarai, o Nababu, claro, estava lá, e muita gente que nem lembro o nome, mas que fizeram parte de um evento para o qual farei de tudo para comparecer sempre.
Blogueiro é um bicho estranho. Que bom.
6 Comentários até o momento
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[...] Quem mais escreveu sobre o BlogCamp: Bruno Freitas, Alexandre Sena, Mackeenzy, Felipe Neto, Mario Nery, Pedro Cardoso, Thássius, Yogodoshi, Nick [...]
Pingback por BlogCamp RJ, demorou mas saiu! E foi excelente! » nababu.org 1-outubro-2008 @ 12:00REalmente o evento foi nota 10! Meu primeiro BlogCamp, e eu adorei!
Comentário por Wallace Souza 5-outubro-2008 @ 10:23[...] Bruno Freitas [...]
Pingback por Highlights do #BLOGCAMPRJ | Enrico Fonseca 6-outubro-2008 @ 4:10Realmente o evento foi do caramba, eu também não levava muita fé, pela notícia de que os outros eram desorganizados. Mas fui gratamente surpreendido.
Comentário por Michel Souza 6-outubro-2008 @ 1:26Ótimo post, estou lendo todos para ter uma visão geral e vários pontos de vista sobre o evento =D
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Comentário por golf iron 15-junho-2010 @ 3:57I’m really impressed with your writing skills and also with the layout on your blog. Is this a paid theme or did you modify it yourself? I’ll certainly digg it and personally suggest to my friends. I’ve bookmarked it in my minimum deposit poker blog and social networks. Either way keep up the nice quality writing, it’s rare to see a great blog like this one today..
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