Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


O direito do Funk
2-Setembro-2009, 1:12
Arquivado em: Música

Com o fim do romantismo, entra a oportunidade de se pensar com mais parcimônia e menos coração. Sou apaixonado por música. Não consigo deixar de ser. Só que hoje vejo a música como uma entidade bem maior do que imaginava.

Não sou mais avesso à sons que previamente julgava ruins. Por mais que não tenha conscientemente esperado, escuto tudo com um ouvido mais clínico (pra mim), e portanto consigo enxergar com maior facilidade o ‘valor’ intrínseco de obras artísticas que antes não tinha capacidade, ou distanciamento, que me dessem esse tipo de reflexão.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi votar, hoje, o projeto de lei que define o funk como movimento cultural e musical de caráter popular. A idéia, que ainda preciso entender direito, é incluir o funk nas escolas e comunidades, mostrando o poder de comunicação dessa forma de representação artística.

Em outra faceta interessante, também foi votada a revogação da Lei que estabelece regras para a realização de eventos de música eletrônica, como raves e bailes funk. Essa era uma lei ridícula do Álvaro Lins, bandido, deputado cassado, que exercia pressões imensas em cima desses eventos para seu acontecimento. Raves iam pra cidades longínquas pra fugir dos problemas dessa ridícula lei, que foi feita pra tornar bailes funk ilegais – coisa de bandido.

Oras bolas, o Funk é uma PUTA representação de uma parte gigantesca desse país, dessa cidade. É a força motriz por trás de um movimento cultural que, concorde ou não, desenha e norteia boa parte da população carioca e brasileira. E precisa ser reconhecida pelo seu valor.

Deputados, então, revogaram essa lei ridícula. Também foi aprovada lei que define o funk como movimento cultural. O projeto de lei ainda precisa da sanção do governador Sérgio Cabral, o que não deve ser um problema. Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a nova lei assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk e diz que os assuntos relativos ao estilo sejam, prioritariamente, da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura.

O Funk respeitado como forma digna de cultura e manifestação de uma gigantesca e influente percentual da população. Que bom.


2 Comentários até o momento
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desde quando movimento cultural precisa de uma lei para definí-lo como tal? :-/

Comentário por rodrigot

Desde o momento que ele é descriminado e ilegalizado por ser exatamente isso.

Comentário por Bruno




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