Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Confidential
19-Setembro-2007, 11:42
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‘Confidential’, livro da fotógrafa britânica Alison Jackson, a ser lançado no final do mês, retrata sósias de celebridades em situações inusitadas e embaraçadoras, como a Paris Hilton tomando banho na prisão e a rainha Elizabeth II no banheiro. É um exercício de humor e sagacidade incrível.



Livros, livros, livros
26-Dezembro-2006, 7:55
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Seguindo o exemplo da Lele, vou tentar lembrar de quantos livros li esse ano. A competição é ferrenha, mas vamos lá:

Obs: não estão em ordem de leitura. Não consigo nem lembrar o que fiz ontem.

. O jogador, Dostoievski
. Manifesto do partido comunista, Marx e Engels
. A mulher de trinta anos, Balzac
. A metamorfose, Kafka
. O processo, Kafka
. Além do bem e do mal, Nietzsche
. Os vagabundos iluminados, Kerouac
. The red badge of courage, Stephen Crane
. Assassinato na ABL, Jô Soares
. A carta roubada, Edgar A. Poe
. A morte de Ivan Ilitch/Senhores e Servos, Tolstói
. Manuscrito econômico-filosóficos, Marx
. A divina comédia, Dante Alighieri
. Noites brancas e outras histórias, Dostoievski
. Poesia completa de Alberto Caeiro, Fernando Pessoa
. O cérebro nosso de cada dia, Suzana Houzel
. To kill a mocking bird, Harper Lee
. Jonathan Strange and Mr. Norrell, Susanna Clark
. The Da Vinci Code, Dan Brown
. Freakonomics, Steven Levitt
. Cultura, Roque Laraia
. A magia da palavra - contos, ensaios e poemas, diversos autores
. As mentiras que os homens contam, Veríssimo
. A gênese*, Kardec
. Gestação da terra*, Robson Pinheiro
. Decepcion Point, Dan Brown
. O problema do ser, do destino e da dor*, Léon Denis
. The beach house, James Patterson e Peter de Jonge
. Sidatra, Hermann Hesse
. Black dawn, D.A. Stern
. Different seasons, Stephen King
. Diário de papel, diversos autores
. Sexo Anal, Luiz Biajoni (o melhor autor de todos os tempos da literatura brasileira!)

* - livros não terminados por falta de paciência.

Esses são os que lembro e estão por perto. Ainda devem existir alguns outros, especialmente no começo do ano, quando estava na quimio, que não lembro. Li demais durante a quimio, então ainda devem existir alguns outros livros por aí. Mas já tá bom, né?

2007 tentarei ler um por semana. Duvido.



Bando de palavras
27-Maio-2006, 12:50
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Estou lendo, simultaneamente, ‘O Processo’ e ‘A Metamorfose’ (de novo) de Kafka, ‘To kill a mockinbird’ (pela terceira vez) de Harper Lee, ‘A Carta Roubada’ de Edgar Allen Poe e ‘Além do bem e do mal’ de Nietzsche.

Vamos ver até quando aguento isso tudo. ‘A Divina Comédia’ está me chamando…



Vou ganhar autógrafo
11-Maio-2006, 11:14
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Engraçado eu ter pego o livro dela hoje mesmo na minha arrumação de livros. ‘Ao lado e à margem do que sentes por mim’ é muito bom. E sua autora, Ana Maria Gonçalves, que conheci em Bee Eitch ano passado, vai lançar, agora pela suuper Editora Record o livro ‘Um defeito de cor’, livro que estava desenhado já ano passado, e que finalmente teremos o prazer de ler. Muito boa sorte, Ana. Que esse seja o primeiro passo rumo ao estrelado Coelhano…

‘Ao lado e à margem do que sentes por mim’ é o primeiro livro da Ana Maria. O livro, disse ela, foi escrito em cinco meses, quando ela morou na Ilha de Itaparica. Parece auto-biográfico, com uma personagem que deixa confuso o que é lembrança e o que é da sua imaginação.

As histórias amorosas, perfeitas, trágicas, incríveis, imaginárias dão ao livro uma sensação de magia e realidade construídas por uma mente em reconstrução. Do lago onde seus pés nunca saíram à  festa da Coroação de Nossa Senhora, esse livro de prosa maravilhosa encanta qualquer um que puser suas mãos, e olhos, nessa linda obra de uma autora pra lá de talentosa.



Sexo Anal - Uma novela marrom
20-Abril-2006, 3:06
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Contemplo certo domingo o pacote que se encontra à minha frente. Pequeno, retangular, daquele papel marrom com cheiro gostoso. Olho o destinatário: Bruno ‘Doce Viking’ Freitas. Remetente Luiz Biajoni. Sei que aquele pacote esconde algo que desejo desde agosto do ano passado. E que por pouco não consegui em setembro, quando fui ver o Idelba e o povo lá em BH.

Finalmente chegou meu Sexo Anal.

Como ainda estava em processo de quimio, sabia que nunca iria conseguir ler direito a novela desse querido amigo. Então guardei o pacote ali, quietinho, me esperando. Olhava pra ele todos os dias, ansioso para o dia que eu pudesse abri-lo. O dia chegou semana passada.

Tive a honra de pegar a última cópia que nosso iluste autor tinha. Tive a honra de receber uma dedicatória das mais lindas. Bia, nunca me esquecerei do que você escreveu. Chorei muito. Obrigado cara.

No sábado pela manhã, em Arraial do Cabo, cidade praiana do estado do Rio de Janeiro, abri as primeiras páginas, senti o cheiro delicioso de livro novo, intocado, virgem. Ia dervirginar o último Sexo Anal. Me senti um pioneiro.

O prefácio do Idelba dá as caras do livro. Nosso doutor só me dá mais vontade de começar logo meu Sexo Anal. Passei rápidamente pelo prefácio, desesperado para desvendar os mistérios por trás das palavras desse guei tão querido.

Vários já fizeram o favor de resenhar esse maravilhoso livro. Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. E sei que estou esquecendo mais gente.

O livro é maravilhoso. Como bem disse o Alex, passados um ano, a não-publicação desse livro mostra o precário e ridículo estado do mercado literário desse país. Fugindo do lugar comum, dentre tantas outras resenhas desse livro, vou me ater ao que senti e o que achei do livro como todo, sem entrar em detalhes dos personagens - Idelba já fez esse favor pra mim. Vou acabar repetindo a palavra de muitos que leram antes de mim, mas pouco me importo. Great minds always think alike.

Sexo Anal é uma deliciosa história de amor, luxúria, violência e inveja. Prosa fácil e dinâmica. Não conseguia largar o livro, tamanha é a rapidez da sua história, tamanho é o apelo de seus personagens. O grande mérito do livro é tornar todos lá pessoas que podemos conhecer - e que muitas vezes conhecemos de verdade. São todos muito verdadeiros, inseridos num mundo contemporâneo e kitch ao mesmo tempo. Um mundo de contrastes e de absurdos, que quando olhamos para fora de nossas janelas o encontramos.

Dá tesão entrar na vida desses personagens. Dividir seus anseios, dúvidas e problemas. Esse livro nos deixa em contato direto com vidas tão similares às nossas que vemos tudo acontecer como se estivéssemos olhando para o prédio ao lado, amando cada segundo do nosso voyerismo proibido.

O livro pode chocar em certas passagens, mas só para os despreparados e os hipócritas. É, por muitas vezes, real demais. E por isso merece todas os louros possíveis. É um livro de personagens expetaculares; de histórias difíceis e críveis.

Meus sinceros parabéns ao guei mais maneiro do mundo. Escrevestes um livro sensacional, meu caro. Fico até hoje imaginando o que está acontecendo, nesse momento, com o Júlio, os Luizes, a Vírginia, a Ana. Com aquele gordinho safado do Alex, dá pra imaginar mole o que está acontecendo com ele.

Valeu pelo presente, Bia. Pela lembrança e pela delícia de livro. Tu é demais. E adoro beber tota-tola.



Memórias de minhas putas tristes
20-Outubro-2005, 7:34
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Olha, não esperava nada desse livro. Nada mesmo. ‘Diário de um Naufrago’ foi, pra mim, bastante linear. Não diria chato, mas prolongado. Tal como ‘O Jardineiro Fiel’, sensacionalmente dirigido por Meirelles mas que se arrasta um pouco.

O livro trata de um jornalista que, aos noventa, encontra um verdadeiro amor. Conta suas memórias, suas inseguranças, suas quinhentas mulheres da vida, sua visão de vida chegando ao século de vida.

O livro é bom, bem escrito (ou ao menos bem traduzido) e é um deleite ler. Terminei-o em pouco mais de uma hora. São 127 páginas que fluem com facilidade.

O final é o melhor. Como deveria ser. Um pouco inesperado, pra mim, visto que pensava em outros acontecimentos para o final do livro. Ele termina um tanto rápido, sem muitas firulas - melhor assim.

Taí um livro do Márquez que recomendo a todos.



Dan Brown - Angels & Demons - pgs. 242 a 244
20-Abril-2005, 3:01
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Auréolas foram trazidas do culto egípcio ao Sol. O Cristianismo é repleto de exemplos desse culto.

O Natal não é o nascimento de Cristo. Na verdade, de acordo com a Bíblia, Cristo nasceu em Março. Dia 25 de Dezembro é, na verdade, a celebração anciã e pagã do sol invictus - Sol Inconquistado. É quando acontece o solstício do inverno.

O Cristianismo não pegou emprestado rituais e datas somente do culto ao Sol. A canonização provém do antigo ritual de “criação de divindidade” de Evemerus. A prática de ‘recebimento de deus” - isto é, comunhão sagrada - foi proveniente dos Astecas. Até o conceito de Cristo morrendo pelos nossos pecados é discutivelmente não exclusiva do Cristianismo; o sacrifício de um jovem homem para abolir os pecados do seu povo aparece nas tradições mais antigas dos Quetzalcoatls.

Muito pouco das religiões organizadas é realmente original. Religiões não nascem do nada. É tudo uma colagem… um assimilado registro histórico da busca do homem para compreender o divino. Quando os primeiros convertidos ao Cristianismo abandonaram suas antigas crenças - deuses pagãos, o pantheon romano, o grego, Amon-Ra, que seja - perguntaram o como seu novo deus era. A ingreja, espertamente, escolheu a mais reverenciada, poderosa e familiar face na história.

O deus cristão é Zeus.



Relato de um náufrago
15-Agosto-2004, 3:34
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Como esse livro ganhou o Nobel de literatura não consigo compreender. É a história de um marinheiro que ficou, impressionantemente, nove noites e dez dias no mar, completamente fudido, sem ter o que beber e comer. É realmente uma história fabulosa, e triste, mas sinceramente, como é nada mais que um relato fiel ao que Luís Velasco (o marinheiro) pensou e presenciou nessa “odisséia marítima”, é um livro, digamos, simplista, sem sabor, sem sustância.

O que o Gabriel García Márquez fez nesse livro até agora não sei. Ele simplesmente estava lá pra escrever o que o Luís dizia. Achei legal que no prefácio ele realmente diz que não fez nada. Menos mal, mas que ele ganha toda a fama, ganha. A capa do livro tem o seguinte: “…enriquecido pela publicidade, e logo abandonado pelo governo e esquecido para sempre”. Bom, não entendi direito.

Ele foi saudado como herói, ganhou dinheiro fazendo publicidade e esperava ser promovido a cadete na marinha. Acontece que a marinha aparentemente não queria que saísse o fato de ter muita muamba no navio, que possivelmente ajudou na queda de Luís e mais quatro no mar. Achei tudo um pouco superficial demais. Queria ter conseguido mais informações sobre os problemas que Luís teve com a marinha, o quanto ela tentou calar o jornalzinho no qual Gabriel Márquez trabalhava… achei que, se no prefácio tanto fora dito sobre os problemas e a turbulência que o Luís aparentemente causou na marinha, mais deveria ter sido dito sobre o que aconteceu depois que ele foi saudado como herói.

O livro não é ruim, só é um pouco fraco.



Budapest
10-Agosto-2004, 3:39
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Estou devendo essa resenha desde a semana passada. Budapest é, em suma, um livro bastante chato. A primeira metade dele é simplesmente insuportável, mas, como sou um leitor que não consegue deixar um livro pela metade, tive que terminá-lo… na segunda metade ele fica até suportável.

É um livro repleto de clichês, de sacadas machistas, de estereotipagem de mulheres (só não darei os exemplos para não estragar o livro pra quem ainda não leu). A narrativa é até um pouco inteligente, mas não passa de prepotência do autor, um certo músico que tem fama demais pro meu gosto.

Não recomendo este livro a ninguém. Se você for uma daquelas pessoas que simplesmente a-d-o-r-a o Chico Buarque, então leia. Mas depois não vem reclamar que o livro é chato.