Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Segredos e esqueletos
11-Maio-2008, 11:51
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Bruno Medina, na sexta, postou sobre segredos contatos no o site Post Secret, sobre o qual ele escreveu: “Fico aqui pensando em como seriam as relações humanas caso o conceito de conduta social ou moralidade fossem facultativos. Trocando em miúdos, o que viria à tona se nossas ações estivessem dissociadas das conseqüências pré-estabelecidas? Talvez cheguemos a conclusão de que, ao olhar para o próximo, o que enxergamos é apenas um esboço, uma versão construída ou censurada do que se têm por dentro.”

Pra mim isso mostra a fragilidade do pensamento humano. No quanto nos apegamos à coisas estúpidas e o quando somos suscetíveis a pré-conceitos e paradigmas sociais. Não que eu me isente de tais pensamentos, mas tenho noção que devo procurar expurgar todo e qualquer conceito não-inerente à minha personalidade - jogar fora tudo aquilo que só me é familiar porque a sociedade assim impõe no meu dia-a-dia.

Esse site demonstra uma clara fotografia do que é escondido por trás das imagens e dos atos mundanos que nos forçamos a ter. De vontade de matar o chefe a estupro, todos têm a necessidade de esconder seus demônios para poder se defrontar com a sociedade sem tanto medo. Sou um pouco contra esse esquema americano de liberdade irrestrita de expressão. Crimes hediondos não podem ser relativizados dessa forma. Alguém escrever ‘esquartejei minha filha’ e ninguém fazer nada é estúpido e completamente insultante pra mim.

Procuro não ter esqueletos no meu armário, mas isso nem sempre é possível. O que a educação e a vivência me mostraram é que torna-se cada vez mais fácil, pra mim, poder reagir com muito mais parcimônia e pensamento crítico do que, digamos, uma semana atrás. Consigo saber qual é meu momento de fraqueza e assim posso, do meu jeito, mudar e reagir de acordo com o que sei que é o melhor caminho a seguir. Tenho me policiado e consigo de fato melhorar minha vida assim.

Além do que, faço questão de deixar minha vida como um livro aberto - qualquer um que quiser ler, está com carte blanche para descobrir o que quiser. Estar disposto a se mostrar e se abrir, pra mim, é um caminho para que não se guarde segredos, mentirinhas. Poder estufar o peito e dar a cara a tapa sem medo é saber suas limitações e virtudes, propagando para os outros, confiante em si mesmo, que não há nada que você possa temer. Que não há nada a esconder.



Msn
4-Maio-2008, 4:35
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Meu msn… 3h e pouco da manhã…

Bernardo says:
perdoar eh o caminho
Bruno says:
que isso cara
Bruno says:
não fode
Bruno says:
as pessoas são doentes, e nós não precisamos sofrer tanto assim por elas e depois relevar tão facilmente
Bruno says:
é preciso sim deixar de lado certas coisas, renegar certos sentimentos ruins de raiva, birra, rancor e tal, mas perdoar não
Bernardo says:
concordo contigo
Bernardo says:
tem uma frase que li um tempo atras:
Bernardo says:
mais ou menos assim:
Bernardo says:
quem nao perdoa eh bruto….
Bernardo says:
quem perdoa e esquece eh ignorante……
Bernardo says:
quem perdoa e guarda eh sabio
Bruno says:
prefiro ser bruto a ser sábio… porque guardar não é perdoar… é saber o porque da razão de perdoar… perdoa-se porque não há alternativa sã para as coisas… perdoa-se porque fomos criados para sermos maiores e melhor ‘do que isso tudo’…
Bruno says:
mas não é bem assim. não posso deixar de sentir raiva das pessoas que me maltratam, das coisas injustas da vida.
Bernardo says:
pode sim!
Bernardo says:
eh so lembrar do que elas fizeram e nao deixar acontecer novamente
Bernardo says:
como -veneno-
Bruno says:
pra que? pra que deixar de lado as coisas que as pessoas fizeram pra ti? pra que não guardar isso direcionado à pessoa que tanto lhe fez mal?
Bruno says:
mas aí é que tá: lembrar do que elas fizeram não é perdoar… é recordar e aprender
Bernardo says:
porque faz mais mal pra voce do que para a pessoa
Bruno says:
perdoar é deixar de lado a filhadaputisse do ato conta você e renegar todo o sofrimento em troca de algo que, pra mim, não faz sentido - que é a supimpa ‘paz de espírito’

Oras, paz de espírito uma ova!



Uma nova era viking
22-Abril-2008, 10:07
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De ontem pra hoje dormi minha primeira noite na nova morada. No meu próprio canto. Na minha própria cama.

E chorei.

Chorei pela descoberta da liberdade. Chorei pelo começo de uma era. Pela felicidade de estar em meu próprio domínio, completamente dominante e livre.

E chorei por tudo que poderia ter sido. Pelo que poderiamos ter criado juntos nesse novo mundo. Pelo quanto eu quis que tudo desse certo.

Chorei pelo quanto queria dividir meu novo mundo contigo. O quanto planejei ser essa a felicidade plena que tanto busco. Chorei pelo que não foi, pelo que não será.

Caminho em vão, buscando fragmentos do meu coração jogados por aí. E assim vou recriando esse músculo que perdeu sua utilidade, o seu sentido. Um dia ele se recupera, mas não sem as cicatrizes nele deixadas.



Entrevista!
21-Abril-2008, 2:37
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A mais que maravilhosa Luica Malla fez uma singela entrevista com quem vos escreve aqui. Lucia é uma bióloga marinha com viagens incríveis pelos cinco cantos do mundo. Seu blog é uma aula de ecologia.

Divirtam-se!



Campinas e o mestrado
1-Abril-2008, 12:20
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Cheguei em Campinas no sábado completamente troncho da viagem. 7h num ônibus leito é bem pior do que a encomenda. Apesar do bando reclinar por completo, prefiro dormir de barriga pra baixo, o que é impossível numa cadeira. Trevas.

Às 7h15 já estava na porta da FGV de Campinas. Um prédio lindo, antigo, cheio de história pra contar. Soube que era um antigo colégio. O porteiro me deixou entrar após uma certa insistência minha. O instituto só abriria pelo menos meia-hora mais tarde.

Às 8h, prontamente, me encontrava na sala XI. ‘MBA Pleno - Master in Business Administration - Ohio University’ dizia a placa. Reluzente, linda, perfeita. Fiquei sozinho na sala, instalando meu laptop e me enturmando com os arredores.

Começaram a chegar os mestrandos. Um por um, fui me apresentando. Todos, de fato, bem mais velhos. Alguns médicos, um advogado, diversos diretores e donos de empresa. Fiz questão de entregar, de mão em mão, meu cartão de negócios. Fiquei extremamente feliz, e surpreso, por ter sido o único a pensar em fazer isso.

A aula é de 8h às 18h. Sim, isso mesmo, dez horas. Existem dois breaks. Um às 10h e outro um pouco depois das 13h. Ambos são de no máximo uma hora. Com isso conseguimos encurtar a aula até as 17h. O professor estava muito gripado, tendo vindo de um congresso em Machester onde pretende extender o programa de mestrados e phDs.

Fora a impossibilidade de gravar sua voz - ora fanha, ora inesistente -, a aula foi um espetáculo. Realmente é outro esquema esse de mestrado. A expectativa do professor é outra. A do aluno idem. Tudo flui com muio mais facilidade.

Consegui na volta de Campinas carona com um colega de turma até São Paulo. Um cara fantástico que me deixou na porta da Rodoviária Tietê tendo rejeitado toda e qualquer oferta minha de dividir qualquer um dos custos. Nem o pedágio pude pagar, pois como ele é originalmente de Campinas e está sempre indo e vindo, tem o Passe Livre e não pára nos pedágios. A conversa fluiu de maneira incrivelmente despretenciosa. Estava com muita saudade de conversar negócios e estudos. Senti muita falta de não ter feito mestrado antes. Mas agora estou aqui, fazendo um programa absurdo, numa parceira com a alma mater do meu querido pai, feliz da vida.

Um fim de semana estranho esse. Tão alegre, tão feliz, mas tão triste e abalador. A vida continua.



Highs and lows
29-Março-2008, 9:44
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

11h - Envolto com as obras do meu apartamento novo, em Copacabana, me ponho a pensar num programa de Mestrado em Administração que a FGV montou com a Ohio University há um tempo. Programa maravilhoso, que inclui aulas aqui, em inglês, e dois períodos de internato lá em Athens, Ohio. Lembro de ligar para a coordenadora do curso, mas logo me esqueço. Tenho que passar pra comprar tinta pro piso e ver se as maçanetas estão boas. Não estão, então preciso de novas. E ainda falta a papaiz multipontosuperlockplus que vi.

12h - Ainda fico a espera da Tok & Stok entregar os móveis que encomendei no começo da semana. Cama, rack para o televisor e dvd, além da mesinha de jantar, duas cadeiras, criado-mudo e adereços, comprados e a serem entregues no sábado também.

14h - Chego em casa pra almoçar e ver meus tios, que chegaram de Minas na noite anterior para conseguirem visto para a filha ir aos EUA com meus pais e minha afilhadinha. Meu pai conseguiu quatro viagens com as milhas que tinha. Disney, pelo menos no avião, sairá de grátis. Nada mal. Conversa vai, conversa vem, meu pai menciona o mestrado. Finalmente lembro de ligar para a coordenadora do curso.

14h e quebrados - Me é prometida uma ligação do entrevistador para as 16h e tantos. Já estou de volta ao apartamento, lá pelas 15h e pouco, depois de ser deixado pela minha mãe, atrasadíssima para sua visita à minha avó no hospital, com tudo devidamente comprado e jogado nas mãos habilidosas do pintos, chaveiro e eletricista. Nunca pensei que reformar um apartamento de quarto e sala fosse chegar a isso. Um trabalhão da porra - cujo resultado está sendo simplesmente fantástico.

16h02 - Estou sentado no Cafeína da Constante Ramos, esperando ansiosamente o celular tocar. E ele toca dois minutos depois das 16h. A conversa dura uma hora. Simpatissíssimo, o entrevistador declama os horrores do mestrado. Muito puxado, diz ele. Só tem CEOs e diretores de empresa, diz ele. A média de idade é entre 35 e 45 anos, diz ele. Só executivos de ponta fazer esse curso, diz ele. Você está preparado?, diz ele. Sem a menor sombra de dúvida, digo eu. E entro. Sigo feliz e jubilante por Cocabana, meu novo velho bairro, e ligo para minha tia, visto que minha mãe esquecera o celular em casa.

17h05 - Minha avó faleceu às 14h de Brasília.

17h35 - Chego ao Hospital Espanhol e abraço, muito, muito, muito a minha mãe. Vovó Aurora foi o pilar que estruturou minha mãe. Quem a fez viver uma vida até então de completa adversidade. Uma mulher de fibra, de garra e de imenso coração, que acolheu minha mãe, mesmo não sendo de seu útero, e a trouxe à vida.

18h30 - Preciso comprar passagens para Campinas, onde a primeira aula do mestrado é lecionada. ‘Economic Analysis’. Chique demais. Comprei a passagem do ônibus leito, às 23h45, esperando chegar em Campinas por volta das 7h. Como as aulas começam às 8h, é uma combinação perfeita.

19h40 - Minha priminha linda, recém-entrada na Universidade de Viçosa em Engenharia de Produção, chega no Terminal Rodoviário Novo Rio e seguimos até minha futura ex-casa, na Lagoa. Me preocupo sem razão com o horário. Enquanto isso, meu pai está com a minha mãe, resolvendo aquelas pendências chatíssimas de fim de existência. Quisera eu poder estar ao lado dos meus parentes, ao invés de correndo feito louco para conseguir começar meu mestrado. Mas a vida nos apresenta curvas e nós tomamos as melhores tangentes.

20h - Amorzinho, chuchuzinho, pudim de leite chega para me afagar antes d’eu partir. Engraçado que estou completamente anestesiado do meu sentimento de perda da minha querida e linda avó. Há anos tenho assistido o pobre corpinho dela perdendo seu sentido, seus movimentos, enquando de alguma forma ainda via, lá dentro de seus lindos olhos, cada vez mais perdidos, fragmentos da vida outrora contida em um sorriso, em algumas palavras não mais ouvidas. Aproveito o tempinho que ainda tenho pra pedir cafuné.

23h15 - Meu pai chega, depois de resolver tudo e, claro, ainda se dispõe (faz questão, até) de me levar, junto com a coisa ruiva mais linda do mundo e meu tio, para a rodoviária. Parto com coração dividido entre a angústia da perda e o êxtase da conquista pessoal, profissional e acadêmica.



Tributo Los Hermanos
21-Março-2008, 2:46
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Em pé: Leandro (Napolitanos) e Bernardo (Nizamba)
Sentados: Fred (Columbia) e Pedro (3Steps)

É hoje, meu povo. O tributo ao Los Hermanos. Um projeto meu, de coração, que finalmente verá a luz do dia.

Um tributo não precisa ser para ninguém morto, como já sugeriram. Um tributo não precisa ser nada mais que uma homenagem à uma banda que fez tanta gente tão feliz tantas vezes. Esse tributo é um grande ‘obrigado, Hermanos’.

Apareça, quem puder e quiser. Às 21h começa a brincadeira. Mário Mamede, baterista do Moptop, estará lá como DJ ajudando a festa. 22h começam os shows.

- Napolitanos: ‘Condicional’, ‘Casa pré-fabricada’, ‘Tá bom’, ‘Tenha dó’, ‘Fingi na hora rir’;
- Nizamba: ‘Último romance’, ‘Retratro pra Iaiá’, ‘Samba a dois’ e ‘Morena’;
- 3Steps: ‘Todo Carnaval tem seu fim’, ‘Além do que se vê’, ‘O vencedor’, ‘De onde vem a calma’;
- Cinzel: ‘O velho e o moço’, ‘O vento’, ‘Cara estranho’, ‘Deixa o verão’, ‘Santa Chuva’;
- Filhos da Judith: ‘Conversa de botas batidas’, ‘Anna Julia’, ‘Primavera’, ‘Quem sabe’;
- Columbia: ‘A flor’, ‘Sentimental’, ‘Bom dia’ e ‘Pierrot’.

Estatísticas interessantes da votação:

- 18 das 20 músicas mais pedidas no orkut estarão no Tributo.
- Foram mais de 600 votos;
- As duas mais votadas são do álbum ‘Ventura’;
- ‘Último Romance’, do Amarante, foi a música mais votada;
- As mais votadas de cada álbum foram: ‘Último Romance’ do ‘Ventura’, ‘Retrato pra Iaiá’ do ‘Bloco do Eu Sozinho’, ‘Condicional’ do ‘Quatro’ e ‘Quem Sabe’ do ‘Los Hermanos’. Todas do Rodrigo Amarante.
- ‘Anna Júlia’ ficou em 31° lugar na votação.
- O álbum ‘Ventura’ tem 12 músicas no top25, ‘Bloco do Eu Sozinho’ tem 5, ‘Quatro’ tem 5, e ‘Los Hermanos’ tem 3;
- Foram votadas impressionantes 61 músicas;
- Das top25, 13 foram compostas pelo Rodrigo Amarante e 12 pelo Marcelo Camelo;
- Amarante também tem a mais votada, três das cinco mais votadas e seis das dez mais votadas.

Soube extra-oficialmente que 150 ingressos estão sendo vendidos diáriamente desde o começo das vendas. Esse Tributo tem tudo para ser simplesmente antológico.

Desde já agradeço, e muito, a todos os membros de todas as bandas que se despuzeram a participar desse evento, que gastaram tempo e dinheiro ensaiando, que estiveram comigo, lado a lado, montando essa homenagem, com tanto carinho e dedicação. Devo tudo isso a vocês.

E, finalmente, muito obrigado Los Hermanos. Minha banda predileta. A primeira banda de rock nacional pela qual me apaixonei perdidamente. Ainda não tive a oportunidade de apertar a mão de cada um de vocês, mas saibam, do fundo do meu coração viking, que eu devo muito a vocês. Vocês fizeram meus momentos de alegria mais alegres. Fizeram meus momentos de tristeza serem mais sofridos. Fizeram minhas angústias mais profundas e meus sonhos mais lúcidos.

Esse tributo é pra vocês. Por vocês. Muito obrigado.

Updeite: 1200 pessoas gritaram, berraram, pularam, dançaram, cantaram junto com as bandas. Foi um prazer incrível dividir meu sonho com vocês. Muitíssimo obrigado a todos que compareceram, e espero poder prover-lhes outras homenagens como essa no futuro próximo. Foi o melhor show que já produzi - e devo tudo isso às bandas, ao público, ao Circo e aos Hermanos. Mais uma vez, obrigado!



Goodbye, Sir Gygax
5-Março-2008, 2:39
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Morreu ontem, de um aneurisma cardíaco, um mito para todos aqueles que gostam de RPG.

Em 1974, Gary Gygax e Dave Arneson lançaram a primeira edição de “Dungeons & Dragons”. Em poucos anos, o jogo se tornou um fenômeno cultural mundial e chegou a inspirar um desenho animado e filmes.

O jogo apela para a imaginação dos participantes, permitindo a eles inventar personagens mágicos, fantásticos ou heróicos e os torna protagonistas de inúmeras aventuras com a ajuda de um simples tabuleiro quadriculado, um bloco de notas e diferentes dados.

Inspirando-se nos “kriegspiele”, ou jogos de guerra usados por militares para testar diferentes cenários antes de uma campanha, Gygax e Arneson popularizaram o jogo ao codificá-lo.

Gygax trouxe, sem saber, pra mim, uma diversão sem limites. No RPG encontro chance de poder me perder em histórias fantásticas, em desenvolver personagens únicos, divertidíssimos e absurdamente apaixonantes. Foi no RPG que eu encontrei um escape criativo que há tempos não conseguia canalizar em algo. Foi através deste jogo, e da incrível manipulação das histórias criadas pelo Dakr que eu pude me apaixonar pelo jogo.

Não sei o que seria de mim sem o Shagrat (valeu, Mano), sem o Erik, o Seth, o Ketihnil, o Logan, o Imo, o Andrinn, o Ryyn, o Jaromir, o Gauthak, o hilário Yrut… esses livros que tanto me deram alegria, me fizeram passar noites e madrugadas sem dormir, preso em mundos fantásticos, envolto de amigos tão queridos.

Obrigado, Sir Gygax.



Memendo memes memidos
4-Julho-2007, 8:11
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Roubei essa meme do Briga, e não vou encher o saco de ninguém pra fazê-la.

* Disco que você ouve inteiro

Nacional - ‘Los Hermanos’, ‘Bloco do eu sozinho’ e ‘Ventura’ (Los Hermanos)
Internacional - ‘Absolution’ e ‘Black Holes and Revelations’ (Muse), ‘Sleeping with Ghosts’ (Placebo), ‘The Colour and the Shape’ (Foo Fighters)…

* Disco que só tem uma faixa que presta

Nacional - ‘Ana Carolina’ (Ana Carolina), ‘Moptop’ (Moptop)
Internacional - ‘CrazySexyCool’ (Justin Timberlake), ‘Foma’ (The Nixons)

* Disco horrível de uma banda excelente

Nacional - Segundo (Maria Rita)… como podem tantos músicos excelentes fazer essa merda?
Internacional - Qualquer um do Satriani

* Banda que você ainda vai ter todos os discos

Nacional - Não tem
Internacional - Pain of Salvation, Sigur Rós, Mogwai, Circa Survive, Explosions in the Sky…

* Banda que você tem todos os discos

Nacional - Los Hermanos
Internacional - Placebo, Green Day, Foo Fighters, Muse, The Killers, Coheed and Cambria…

* Disco que você se arrependeu de comprar

Nacional - Achei um álbum do Virna Lise e do Jorge Cabeleira… don’t ask…
Internacional - ‘Transfusion’ (Apes, Pigs and Spacemen)



Super meme, meme super
16-Janeiro-2007, 3:38
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A pedido do meu quérido amigo guei, faço essa meme…

(atualizada dia 07/01/2008)

1. Qual o primeiro CD que você lembra de ter comprado na vida? E o último?
R. O primeiro foi o “Throwing Copper”, do Live. Tinha escutado ‘Dam at the Otter Creek’, mas depois de ‘I alone’ e principalmente ‘Lighting Crashes’ fiquei completamente embasbacado. Nunca antes tinha me emocionado tanto com música, e posso dizer que o Live me apresentou a um mundo que desconhecia. O último cd que comprei foi “Sawdust”, do The Killers.

2. Existe algum artista do qual você tenha a coleção completa de tudo o que ele tenha lançado?
R. Alguns: Live, Nirvana, Foo Fighters, Cat Stevens, James Taylor, Green Day, The Presidents of the USA (sim, acreditem), Lacuna Coil, Sepultura, Bush, Sigil/Sexto Círculo, A Perfect Circle, Everclear, Jethro Tull, Los Hermanos, 30 Seconds to Mars, The Killers, Coheed and Cambria, Belle and Sebastian… não vou contar coletâneas como parte do acervo das bandas e nem as bandas de um álbum só.

3. Existe algum disco, CD ou LP que você gostaria muito de ter e até hoje não conseguiu comprar?
R. Vários. Ainda quero comprar algum álbum da Madeleine Peyroux (a Cristina me mostrou algumas músicas e fiquei interessadíssimo), todos os da Loreen McKennitt, pelo menos uma coletânea com uma seleção boa do Bob Dylan, o primeiro álbum do My Chemical Romance, dois álbums (caríssimos) do The Mars Volta que vi na Fnac hoje, o novo álbums dos Mutantes gravado em Londres e por aí vai…

4. Qual sua lembrança mais interessante de uma música em particular?
R. O primeiro grande choque que tive com a música foi escutando ‘Lightning Crashes’ do Live… fiquei embasbacado, emocionado, doente pela música. A partir daí tudo mudou. Outra música foi ‘Azedume’, do primeiro álbum do Los Hermanos. Pra mim é e continuará pra sempre sendo a melhor letra de qualquer música em português. Foi com ela que reparei que poderia existir uma banda decente brasileira. “Only a dream in Rio” me fez chorar no Rock in Rio quando o James Taylor tava lá soltando aquela linda voz dele.

5. Alguma música mudou efetivamente sua vida?
R. “De onde vem a calma”, do terceiro álbum do Los Hermanos. Não só é uma música sensacional como significou o mundo pra mim. Tinha terminado aquele namoro que todos estão pra lá de cansados de saber e esse álbum termina com ‘e no final / assim calado eu sei / que vou ser coroado rei de mim’. A frase me tocou como nenhuma outra em toda minha vida e a usei para me ajudar a mudar e me moldar na pessoa que sou hoje - bem mais feliz e completa.

Pensei em enviar isso pro Rafa, mas ele vai botar só músicas dos Beatles ou do Paul McCartney, que é a mesma coisa. Duvido que ele aceite esse meme e ponha algo diferente de Beatles nas respostas. Mando também pro Markinhos ou João, pra Lelê e pra Tata.