Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Meu direito de resposta
21-Fevereiro-2008, 3:32
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Acho justo ter meu direito de resposta aqui, no meu blog, a cerca do meu comentário desse post do Bruno Medina, no G1, sobre o fim da era Fidel:

Cara Vana,Imagino eu que seu comentário tenha sido direcionado a mim. Afinal, em nenhum momento o ‘Medina’ entrou em jogo, e visto que falaste em ‘comentário’, eu tomo para mim suas críticas. E vamos começar pela sua absurda e ridículas acusação de que eu não tenho cultura.

“Possivelmente, você foi atrás do google, leu uma matéria bem rasa da revista Veja e vomitou toda a sua pretensa sabedoria sobre Fidel.”

Dizer que só sei o que acontece em Cuba pela Veja e Google é no mínimo me chamar de burro. E de longe não me enquadro nesse subgrupo. E não sei daonde você tira tamanha pretenção em me julgar tão facilmente. Pretenção é a sua, e incoerente e francamente estúpida é a sua opinião.

“Dizer que Fidel implantou uma ditadura em Cuba (com todos os significados ruins que essa palavra possui) é ser, no mínimo, incoerente com a história e com o próprio pensamento da maioria dos cubanos. Fidel não é esse monstro que a mídia construiu ao longo da história e nem mesmo esse senhor maldito que amordaça os cubanos em torno dos seus próprios interesses.”

Quero que você me diga em que parte do meu comentário eu disse que ele é (era, né, já que pediu pra sair) um ditador. Disse que ele sempre foi um péssimo governante, que não soube aproveitar seus ideais e transformou Cuba numa piada.

“Fidel tinha um ideal. Existia naquela revolução uma identidade latino-americana cujo principal objetivo era a liberdade do povo, lutando por melhorias condições de vida, mais educação e oportunidade. Pode ser que Cuba não tenha conquistado tudo isso, mas aquela ilha se tornou exemplo de resistência justamente porque, mesmo pequena, esqueceu o sentimento de colônia e passou a se ver no espelho como uma terra tão importante como qualquer outro país desse mundo.”

Se excluindo do mundo real, inventando uma maneira errada e prejudicial de governo e se tornando inimigo de bobeira da maior potência econômica do mundo, lutando pra fazer questão de não se adaptar ao resto dos países e batendo de frente com toda e qualquer linha de pensamento moderno que tornava seu governo obsoleto e ineficaz é digno de louvor? Faça-me o favor!

“Uma ditadura poda os nossos sonhos, elimina os nossos ideais, apaga a nossa esperança, nos tira a vontade de lutar por algo que realmente vale a pena. Será que somente o povo cubano passou por isso?”

Não, mas isso não tira o peso do babaca do Fidel de arruinar a vida das pessoas que sempre procuraram nele um líder justo e decente. Roubou dos seus súditos como tantos outros fizeram - mas não tiveram tamanha cara-de-pau de se promoverem como salvadores e plenos governantes de um povo miserável.

“Será que nós, que nos julgamos tão livres, não vivemos isso diariamente? Será que esse sentimento de colônia ainda não faz parte da gente?”

Se você vesta a carapuça de colonizada, não jogue isso pro meu lado. Acredito na democracia e no livre comércio pois esses estabelecem a melhor forma encontrada, até hoje, de se promover crescimento de um país e estabilidade política do mesmo. Se houver, em algum momento futuro, alguma outra forma de governo que julgue ser melhor, defendê-la-ei com afinco.

“Então me diga, meu caro, quem realmente vive numa ditadura atualmente? Porque, pelo menos, em Cuba havia um sonho de um mundo melhor. E se eles não conseguiram, pelo menos lutaram para chegar perto.”

Garanto que não somos nós, povos de regimes democrácios de voto direto que sofremos com mazelas de um regime ditatorial. Quer dizer que lutar vale o resultado, mesmo que este seja infinitamente inferior àquele que conquistaram povos que não lutaram por ideais fracassados? Mesmo que isso signifique sofrer com embargos econômicos, se distanciar do mundo em quase todos os sentidos, sofrer com a falta de infra-estrutura e prosperidade, ter de aceitar, a força, um regime que não provém o que há de melhor para seu povo? É completamente irracional esse argumento - digno de quem defende com ardor os ideias de Marx e Engles no seu ‘Manifesto’ transloucado.

Acredito eu que lutar por um lugar melhor é papel de todos no mundo. Todos aqueles com o mínimo de bom senso, ética (palavra tão dúbia e complicada) e educação. Encontramos, como sociedade, no mundo, no regime democrático, o caminho mais justo e aceitável de governo.

Tenho sim capacidade de julgar um governante que tanto fez errado em cinqüenta anos de governo. Governante esse que falhou em sua meta principal de um país melhor para seu povo. Me sinto no direito de expor minhas opiniões, mesmo que difiram das suas. E não mereço ser julgado tão brevemente, e com tamanha certeza, por uma pessoa que não me conhece e não tem o direito de se achar no direito de proferir tamanhos insultos em minha direção.

Se você quer discordar de mim, sem problemas. Mas não se ache no direito de me julgar, pois aí é que existe uma completa perda de razão. E de educação. Se você é mesmo jornalista, entende que tudo é imparcial. O que acho, acho e vou continuar achando. Não me interessam seus julgamentos pueris e patéticos. Fico contente que tenha instigado em você tamanha repulsa. Irritar quem não sabe dialogar é incrivelmente satisfador.

E se o povo cubano é tão diferente desse que descrevi, quero que pergunte aos milhares que tentar cruzar 120km de mar aberto em jangadas o que eles acham do seu incrível libertador, do seu líder maravilhoso, justo e perfeito. Quero que você me diga o que no governo do Fidel faz dele um exemplo a ser seguido. Quero que você me diga o que justifica uma fortuna de quase meio bilhão de dólares de uma pessoa que, em tese, é pra dividir tudo com seu povo da maneira mais comunista possível.

Fidel será uma mera nota de rodapé da História. E merece menos. Deverá ser exposto em museus como todos os marxistas vivos - um belo estudo da psique humana e suas falhas de raciocínio.



Adeus, discursos proféticos de onze horas
19-Fevereiro-2008, 8:09
Arquivado em: Politicalidades

Existe um certo romantismo inerente à figura do Fidel que pouco condiz com o atroz governante que ele foi. Não há louros belos na sua conquista, junto com Che, de Cuba. Não há motivos para enaltecer sua vitória na Baía dos Porcos, e muito menos a decisão de transformar a ilha em depósito de mísseis nucleares russos.

Esse foi um tirano que conquistou as mentes frágeis do seu povo inventando um inimigo maior e mais poderoso - EUA - para culpar em todas as mazelas criadas principalmente por sua péssima administração do país. Os princípios comunistas, tão defendidos, fariam, na prática, Marx revirar-se no túmulo. Por mais que deteste as idéias e ideais marxistas, por considerá-los utópicos e irreais, o que se viu e se vê em Cuba é um claro retrato que esse tipo de governo simplesmente não funciona.

Com uma fortuna estimada em quase MEIO BILHÃO de dólares, é bem fácil repudiar tudo o que esse crápula fez com o seu povo. Digno de uma educação e uma saúde ímpar, é indiscutível que esse país seria bem melhor caso houvesse abertura comercial plena, com respaldo das Nações Unidas (por mais falida que seja essa instituição, ainda serve de parâmetro para muita coisa) e respeito de todos os países do mundo - tal como a China, que no seu governo brutal achou caminhos para se tornar, em breve, a maior força mundial. Isso o Fidel nunca conseguiu nem nunca conseguiria.

Raulzito vai tomar conta do país ao invés do irmão. Vai demorar até que consigamos vislumbrar uma saída para esse povo e esse país. Enquanto isso, vamos curtir o Buena Vista Social Clube, fumar nossos Cohibas e assistir na televisão mais uma tentativa frustada de imigração ilegal aos Estados Unidos naqueles barquinhos feitos de papelão.

Hasta las pequeñas victorias, siempre. Hoje foi uma. Quando ele for enterrado, pra sempre sendo lembrado só como um mito, um ponto nos anais da história a ser estudado e nunca repetido, será o dia da grande vitória.



Porque realmente gosto do Barack
14-Fevereiro-2008, 2:36
Arquivado em: Politicalidades

Olha, realmente gosto do Obama. Muito. De verdade.

Esse cara representa tudo o que há de mais novo e excitante na política americana. Realmente acredito que ele pode mudar muita coisa. Começando pela cor da sua pele, que nos EUA (e aqui também, quem estamos querendo enganar) é algo inquestionavelmente maravilhoso ter um negro liderando todas as pesquisas.

Hilary começou bem. Tinha tudo para também fazer história sendo uma forte candidata mulher à presidência. Mas sua arrogancia, sua falta de jogo de cintura e sua imagem (pra mim ela sempre tem um ar de superioridade e desconexão com o resto do país) a distanciaram do palanque principal dos Democratas. A Ana diz tudo nesse post publicado no Idelber.

Vê-lo alcançar a igualdade com Hilary na Super Tuesday, e agora tê-lo claramente liderando as opiniões dos democratas depois de Potomac, além de ver que o público feminino e latino já está enxergando nele um caminho melhor, me faz muito feliz. Tenho o ‘The Audacity of Hope’, livro lançado por ele que reune todos os seus pensamentos políticos, questionamentos do estado do país e suas propostas, sempre fantásticas, que me fazem crer que, mesmo até um pouco além das capacidades de um governo de quatro anos, fica a vontade de vê-lo oito anos na presidência para conseguir conquistar tudo o que promete e fazer dos EUA um lugar um pouco menos e menos sofrível e odiável, estado encontrado com o desastre da campanha de Bush Jr

Sabendo que o McCain já é candidato dos republicanos, Obama já se mostra franco favorito contra o cabecinha branca. Fica a torcida, sempre esperançosa, que esse novembro possa ser o começo de uma nova era para os EUA - um novo momento, mais bonito, mais justo, mais tranquilo. Que venha o Super Obama.

“In the end, that’s what this election is about. Do we participate in a politics of cynicism or a politics of hope? John Kerry calls on us to hope. John Edwards calls on us to hope. I’m not talking about blind optimism here — the almost willful ignorance that thinks unemployment will go away if we just don’t talk about it, or the health care crisis will solve itself if we just ignore it. No, I’m talking about something more substantial. It’s the hope of slaves sitting around a fire singing freedom songs; the hope of immigrants setting out for distant shores; the hope of a young naval lieutenant bravely patrolling the Mekong Delta; the hope of a millworker’s son who dares to defy the odds; the hope of a skinny kid with a funny name who believes that America has a place for him, too. Hope in the face of difficulty. Hope in the face of uncertainty. The audacity of hope”

A única coisa que me alegra é saber que já troquei todas as células do meu corpo desde o momento que Bush tomou posse. Quero que essas novas células saibam que tem alguém bom que tá chegando. Pra mudar muita coisa na audácida da esperança.



Kit milagroso
24-Janeiro-2008, 9:42
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Uma das melhores idéias que vi nos últimos tempos está sendo questionada (quem diria) pela Igreja - a ponto dessa mesma ameaçar entrar na Justiça.

Um envelope denominado ‘Kit Saúde da Mulher’, contendo uma camisinha masculina, uma feminina e pílulas do dia seguintes serão distribuidas aos foliões em Recife e Paulista, em Pernambuco. Uma idéia genial, capaz de ajudar milhares de mulheres que, praticando sexo sem proteção, possam se encontrar numa difícil posição assim que acordarem de seus torpores alcoólicos. Uma iniciativa que deveria se tornar padrão em todos os estados do Brasil é não só questionada como ameaçada pela Igreja Católica.

Com base na estúpida idéia de que isso seria uma afronta à vida, a pastoral da Saúde, liderada por um certo Vandson Holanda, diz que esse kit é um ‘caminho para a cultura da morte’. Olha só, querido, em primeiro lugar o Estado é LAICO. Não pode, nem nunca deve, se sujeitar aos anseios e reclamações de instituições religiosas. Segundo, não é uma ‘cultura da morte’ ajudar mulheres desprevinidas e desinformadas a conseguir previnir doenças e uma gravidez que possa destruir a estrutura da vida delas. É uma afronta ao bom senso (conhecem isso?) tentar lutar, em vão se ainda existe espaço para esperança que esse país tem alguma coisa de bom ainda, contra uma medida que ajudará tantas pessoas numa época em que é muito mais propício o sexo casual e desprotegido e a gravidez indesejada.

O aborto é responsabilidade da mulher, com todos os seus prerrogativos pessoais e emocionais. Não cabe a nenhum de nós, e muito menos à uma instituição religiosa, ditar como cada um deve seguir sua vida. Por mais que isso seja socar em ponta de faca, eu ficarei aqui, até chegar no osso, lutando contra a estupidez da Igreja Católica e enaltecendo iniciativas como essa dessas prefeituras, ainda acreditando que esse Estado nosso possa sim ser minimamente laico - rejeitando as loucuras de arfantes crentes e, com a coerência e parcimônia dignas de um Estado são, propor soluções como essa em questão sem pestanejar.



Se confirmada a preferência…
6-Janeiro-2008, 7:44
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Agora que Barack já ganhou em Iowa por uma margem significativa e New Hampshire, o próximo estado a fazer as prévias, de acordo com as últimas pesquisas dá vantagem à Barack, será que se tornará verdade um candidato negro à presidência dos EUA? Candidato esse que é franco favorito desde já por ser democrata, tamanha a decepção do ianques com os replubicanos (também pudera).

E o que dizer da Hilary, detentora de uma liderança quase que absoluta no começo da sua candidatura, que agora vê-se amargar um inesperado terceiro lugar num dos estados (Iowa) em que mais panfletou? Pra mim é uma clara demonstração, saudável, que o povo americano quer mudança, e não mais uma dinastia - o que parecia ser a opção dos democratas no inicio. Transformar os Clintos numa dinastia que rivalizaria a dos Bush era algo que me parecia ser mais que claro. Agora, com o povo popular, dá pra entender que o povo quer mesmo é alguém diferente, e não mais do mesmo.

Quem não teve chance de ler ‘The Audacity of Hope’ (’A Audácia da Esperança’, lançado aqui pela Larousse, à venda na Travessa por R$49,90, no Submarino por R$49,90 e no Extra por R$39… incrível, né?) deveria. É um livro fantástico de um homem fantástico - com idéias e ideais que podem mudar um país que está desesperado atrás de um líder são e decente.



Lula com Manteiga
4-Janeiro-2008, 12:43
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Muita lula, muita manteiga

Lula com Manteiga deixou a gente preocupado. Lula e Manteiga, uma combinação deliciosa, parecia não se entender. Lula e Manteiga não estava cozinhando bem.

“Temos de fazer vários ajustes, que estão sendo preparados. Vamos ter de aumentar alguns tributos.” (Manteiga, 15/12)

“Ele (Manteiga) var ter de me convencer da necessidade disso (novo(s) imposto(s)). Ele falou para vocês e ter de colocar na minha mesa.” (Lula, ainda crua, 16/12)

Lula com Manteiga avisou que o fim da CMPF não era razão pra aumentarem outros tributos. Lula com Manteiga nos acalmou um pouco.

“Não existe razão para que alguém faça alguma loucura de tentar aumentar a carga tributária.” (Lula, mezzo cozida, 16/12)

Lula com Manteiga parecia deixar claro que nada iria mudar, que não havia necessidade de taxar mais a população depois dessa que foi considerada uma vitória por muitas pessoas. Lula com Manteiga parecia ter deixado o povo ter um pouco de dinheiro sobrando. Lula com Manteiga chegou a dizer que pacote nenhum seria criado.

“Não quero ouvir a palavra pacote. Claro que, se precisar, podemos ter medidas administrativas.” (Lula, quase dourada, 20/12)

Lula com Manteiga, então, parecia não se entender direito. Os ingredientes pareciam estar perdendo o sabor.

“Eu não disse que vai ter ou não vai ter (aumento da carga tributária)”  (Lula, passando do ponto, 20/12)

Lula com Manteiga, no primeiro dia útil deste ano, aumenta a alíquota da IOF. Lula com Manteiga chegou a nos fazer de idiotas.

“O compromisso [da Lula] era não promover alta de impostos em 2007. E de fato não fez. Estamos fazendo em 2008. ” (Manteiga, já estragada, 02/01)

Lula com Manteiga ficou ruim. Azedou. Estragou bonito.



Joça de politicagem
8-Outubro-2007, 6:58
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Acho minimamente curioso ver o Clodovil mudar de lado e partir pro PR, partido no nosso querido e incrivelmente liberal PL. Bispo Rodrigues, Clodovil, Inocêncio… cara, o (des)Inocêncio abraçando o Clodô é algo de bizarro demais. Fico embasbacado com a falta de coerência e, porra, ética da política desse país.

É tão fácil ser eleito por um lado, ligar o esadof e trocar de trupe como quem não quer nada. Porque é isso mesmo que querem: absolutamente nada. Fica sempre o rastro de hipocrisia atrás de cada político eleito. Poucos se salvam, como o Suplicy e o Alencar, que são sempre os mesmos há tempos. Não que sejam espetaculares, mas pelo menos são os mesmos e pouco atrapalham. Até o ACM já abraçou o Lula. Porra, dá nojo.



Crazy fucking people
11-Maio-2007, 7:17
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Me deparei com uma notícia absurda hoje. Foi divulgado em sites iraquianos na Internet o vídeo do linchamento de uma adolescente da minoria religiosa Yazidi, morta em abril, no norte do Iraque, porque estava apaixonada por um muçulmano. Doaa Khalil Assuad, 17 anos, foi assassinada no dia 7 de abril por uma multidão em cólera, da qual também participavam membros de sua própria família.

Na gravação, filmada com um celular, a menina aparece caída numa estrada, em meio a homens que chutam seu corpo e atiram um bloco de cimento em seu rosto. Policiais iraquianos uniformizados assistem de longe a cena, sem intervir. Muitas pessoas tiram fotos.

O governo regional do Curdistão condenou com firmeza esta morte, qualificando-a de “crime religioso, social e ideologicamente inaceitável”, pedindo cado às autoridades uma investigação maior. O Conselho religioso Yazidi também denunciou, em nota, “o crime brutal cometido em nome de tradições tribais ultrapassadas”.

A minoria Yazidi, estimada em 500 mil pessoas, vive no norte do Iraque e fala um dialeto curdo, mas possui uma cultura própria e uma religião específica. Seus integrantes crêem num Deus criador do mundo e respeitam os profetas da Bíblia e do Alcorão, em particular Abraão, mas veneram principalmente Malak Taus, que dirige os arcanjos e é com freqüência representado por um pavão.

Cristãos e muçulmanos identificam Malak Taus com Lucifer ou Satã, o que fez nascer uma crença popular segundo a qual os Yazidis são adoradores do diabo. (AFP)

Fontes: Trankera, Aina

O vídeo está disponível no site do Aina. Recomenda-se extrema precaução e estômago forte. Para minha surpresa, não consegui assistir a partes de um dos vídeos, quiçá a ele todo.

É o absurdo que antropoligistas imbecis julgam aceitável. Que culturas diferentes merecem respeito e suas diferenças têm de ser aceitas. Pois eu não acho. Quero que todos os que foram capturados no vídeo morram na cadeia pelo crime hediondo de matas a chutes e com um bloco (pasmem) de cimento uma indefesa menina, que errou ao gostar de alguém.

Que essas sociedades sejam dizimadas, pois incitam a violência, o desrespeito à vida alheia, o desrespeito à mulher, à falta de liberdade de escolha, ao direito de ir e vir sem ser julgado por quaisquer razões. Isso tudo é culpa da religião, órgão nefasto, responsável por tantas outras mazéolas desse nosso mundo.

Nessas horas queria poder sumir, viver na tangente da sociedade, longe de imagens e notícias como essas. Longe dessa criminalidade absurda, dessa violência insana, dessea falta de civilidade. Queria que o mundo explodisse.

Os humanos estragaram tudo.



Adeus, Enéas
8-Maio-2007, 10:24
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Vida eterna ao maior defensor do nosso nióbio.



Que tudo se realize
28-Dezembro-2006, 10:57
Arquivado em: Politicalidades

Adeus ano velho…


Feliz ano novo…