Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Melô do Moreno
29-junho-2005, 4:10
Filed under: Politicalidades

 

Dos melôs do site do Moreno, esse foi o mais sensacional:

PMDB pro PT:

Se você crê em Deus
Erga as mãos para os céus
E agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou
Na cabeça
Eu sou sua alma gêmea
Sou sua fêmea
Seu par, sua irmã
Eu sou seu incesto (seu jeito, seu gesto)
Sou perfeita porque
Igualzinha a você
Eu não presto…

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Expondo os sentimentos…
28-junho-2005, 1:50
Filed under: Diatribes

Ia esperar pra postar isso em agosto, dia 5, mas como o Alex resolveu falar sobre isso, eis meus pensamentos e sentimentos:

É engraçado pensar em me relacionar direito hoje em dia. Me envolvi de cara e coração num relacionamento por quatro anos para depois me ver forçado a terminá-lo por ele (o relacionamento) não mais ser aquilo que tanto precisava que ele fosse. Por ver que apesar de todas as minhas esperanças não tinha o amor recíproco que precisava e que achava eterno – a minha total dedicação não era correspondida.

Quando reli os emails, os cartões, as cartas trocadas, sinto que nunca mais poderei ser aquela pessoa ingênua, completamente fascinada pela outra inconsequentemente. Totalmente exposto. Agora existe um pesar que não consigo tirar, uma parede criada que me impede de sequer considerar a hipótese que um dia poderei sentir o mesmo por outra pessoa. Não quero mais passar pelo que passei por um ano e meio após o término do namoro. Demorei demais pra reconquistar amor por mim mesmo – amor esse que tinha sido completamente esquecido por quatro anos. Não me amava: eu NOS amava. É estranhíssimo pensar nisso hoje.

E agora aqui estou eu, sempre fascinado pela dedicação de corpo e alma das pessoas, com medo de ver quem eu amo se machucar por cometer os mesmos erros que eu. Erros que são maravilhosamente recompensados enquanto se está envolvido. Mas que dóem demais quando você se vê sozinho.

Não acredito mais em pessoas nacidas para ficarem juntas. Nada mais é eterno. Nem mesmo o amor.



Turismo favelado
27-junho-2005, 4:27
Filed under: Diatribes

 

Conversando com a Pat, o Hans e o Bernardo, surgiu à tona a conversa que uma amiga eslovaca da Pat vem pra cá em algum momento esse ano, e que ela (a Pat) adoraria levar essa amiga (a eslovaca) para aquele passeio de jipe pela Rocinha e os pontos turísticos ‘realistas’ dessa, aham, maravilhosa cidade. Pois bem, eis o que penso: Acho um completo absurdo esse abuso.

Explorar a miséria alheia, propagar a desigualdade desse país é, pra mim, uma das coisas mais inaceitáveis que temos aqui no Rio. Usar nossas favelas como pontos turísticos, a fim de mostrar sabe-se lá o que para turistas gringos a fim de ver algo diferente – no caso, pobres, mendigos, pessoas ingênuas acenando pra eles enquanto tiram fotos das casas de tijolo, madeira e papel com suas cameras digitais. Tornam nossa desigualdade, nossa pobreza como circo para ser vendido e demostrado como atrativo da cidade.

O que deveria envergonhar todo e qualquer brasileiro é tornado nisso. Numa demostração ridícula da completa falta de organização, estrutura e competência política desse país. É a mais clara demonstração que essa cidade está no buraco.

Qual é o problema em mostar pros turistas as praias, o Pão de Açúcar e o Corcovado?



Quando tudo parecia perdido…
13-junho-2005, 4:21
Filed under: Abobrinhas

oicarnaval.jpg

Orquestra Imperial. Finalmente fui ver. E só posso dizer uma coisa: ARGH. Que coisa mais absurda. Uma banda que claramente não parece ensaiar. Nunca. Parece que estão lá simplesmente pra fazer todos os presentes no Canecão (aliás, lotado) de babaca. Thalma de Freitas, que canta pra caralho a beça, se vestiu de dona de casa velha por alguma razão. Uma pena, porque ela é realmente bonita.

Fica a impressão que a malandragem carioca, essa de ser bon vivant demais, cagar pro mundo, pra tudo e todos, é algo que merece tanto elogio que não importa até se um bando de malandros, juntos num palco, não parecem se entender direito nas músicas – estão simplesmente ali curtindo a vida, rindo a toa enquanto o público paga caro para vê-los tocar mal e fazerem do Canecão um grande estúdio de ensaio. E, olha, se a proposta fosse essa, a de jam session total, acharia ainda pior – por que jam session que se preze só tem músico fantástico, que em instantes consegue se juntar ao do lado e fazer música de qualidade no improviso.

Fora o show irritante, me entra o super DJ Malboro pra alegria geral da nação. Não sei se vale a pena entrar no fato de que carioca não tem gosto – aceita o que está fazendo sucesso e junta funk com samba com eletrônica com metal progressivo e acha ó-tê-mô. O cara tocou muitas músicas bem antigas de funk, que foi até engraçado. Aí vou eu, caminhando pelo Canecão, entediado, e sou agarrado por uma menina que me joga nos braços de outra. Até aí tudo bem, visto que a menina para a qual fui jogado era loira, tinha olhos claros e era bem bonita. Ela vai e me lasca um beijo.

Outra coisa que não entendo nesse mundo. Sempre me acho um velho moralista, apesar de ser o contrário. Mas não entendo esse tipo de atitude – a troca de saliva gratuita. Encaro até como um estudo antropológico esse meu posicionamento distante. Porque, afinal, não é nunca ruim beijar alguém, especialmente bonita, mas pra que? De que servem esses dez, vinte segundos de roça-roça de língua? Juro que não entendo.

Não sou hipócrita a ponto de dizer que acho ruim. Pelo contrário, né. Simplesmente não entendo.
Saí mais cedo (ainda bem) e voltando pra casa, sem a menor perspectiva de que meu dia fosse ter algum final feliz… sobras de Domino’s na cozinha. Peperoni e Margherita.

Contar vantagem depois de um show hediondo faz todo sentido do mundo pra mim. Foi o que me restou. Dormi feliz.



5 chances de impedir o 11 de setembro
10-junho-2005, 4:35
Filed under: Abobrinhas

Nas semanas e meses anteriores ao atentado de 11 de setembro de 2001, o FBI perdeu pelo menos cinco chances de encontrar dois dos terroristas, que preparavam os ataques em San Diego. Segundo o jornal New York Times, o Departamento de Justiça americano divulgou o fato em relatório publicado ontem após ser mantido em sigilo por um ano.

Os investigadores americanos foram impedidos pela burocracia, falhas de comunicação e falta de urgência. O relatório mostra os mesmos erros já revelados por comissão independente e inquérito do Congresso americano que investigam os atentados, mas também traz significativos novos detalhes sobre os problemas burocráticos que atrapalharam o FBI de prevenir o ataque, segundo o NY Times.

No caso de San Diego, o relatório afirma que um agente do FBI, ligado à CIA (Agencia de Inteligência Americana) queria passar informação sobre os dois homens no começo de 2000, 19 meses antes dos ataque, mais foi impedido por um supervisor da própria CIA e não tentou seguir adiante.

O fato foi um dos primeiros de uma série de oportunidades perdidas em episódio que as autoridades consideram agora como a melhor oportunidade de ter detectado ou impedido o plano terrorista. O relatório ainda fornece novas informações sobre a forma como o FBI lidou erroneamente com o alerta de um de seus agentes em Phoenix, em julho de 2001, sobre o risco de extremistas do Oriente Médio ligados a Osama Bin Laden estarem usando escolas americanas para receber treinamento em aviação.

Segundo o relatório, que foi censurado em muitas partes, o sistema de informática do FBI não encaminhou automaticamente o memorando do agente para as autoridades que deveriam receber cópias dele. Os agentes que leram o alerta não tiveram tempo para se dedicarem a ele ou o ignoraram por acharem que a presença de estudantes de vôo do Oriente