Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Quando tudo parecia perdido…
13-junho-2005, 4:21
Filed under: Abobrinhas

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Orquestra Imperial. Finalmente fui ver. E só posso dizer uma coisa: ARGH. Que coisa mais absurda. Uma banda que claramente não parece ensaiar. Nunca. Parece que estão lá simplesmente pra fazer todos os presentes no Canecão (aliás, lotado) de babaca. Thalma de Freitas, que canta pra caralho a beça, se vestiu de dona de casa velha por alguma razão. Uma pena, porque ela é realmente bonita.

Fica a impressão que a malandragem carioca, essa de ser bon vivant demais, cagar pro mundo, pra tudo e todos, é algo que merece tanto elogio que não importa até se um bando de malandros, juntos num palco, não parecem se entender direito nas músicas – estão simplesmente ali curtindo a vida, rindo a toa enquanto o público paga caro para vê-los tocar mal e fazerem do Canecão um grande estúdio de ensaio. E, olha, se a proposta fosse essa, a de jam session total, acharia ainda pior – por que jam session que se preze só tem músico fantástico, que em instantes consegue se juntar ao do lado e fazer música de qualidade no improviso.

Fora o show irritante, me entra o super DJ Malboro pra alegria geral da nação. Não sei se vale a pena entrar no fato de que carioca não tem gosto – aceita o que está fazendo sucesso e junta funk com samba com eletrônica com metal progressivo e acha ó-tê-mô. O cara tocou muitas músicas bem antigas de funk, que foi até engraçado. Aí vou eu, caminhando pelo Canecão, entediado, e sou agarrado por uma menina que me joga nos braços de outra. Até aí tudo bem, visto que a menina para a qual fui jogado era loira, tinha olhos claros e era bem bonita. Ela vai e me lasca um beijo.

Outra coisa que não entendo nesse mundo. Sempre me acho um velho moralista, apesar de ser o contrário. Mas não entendo esse tipo de atitude – a troca de saliva gratuita. Encaro até como um estudo antropológico esse meu posicionamento distante. Porque, afinal, não é nunca ruim beijar alguém, especialmente bonita, mas pra que? De que servem esses dez, vinte segundos de roça-roça de língua? Juro que não entendo.

Não sou hipócrita a ponto de dizer que acho ruim. Pelo contrário, né. Simplesmente não entendo.
Saí mais cedo (ainda bem) e voltando pra casa, sem a menor perspectiva de que meu dia fosse ter algum final feliz… sobras de Domino’s na cozinha. Peperoni e Margherita.

Contar vantagem depois de um show hediondo faz todo sentido do mundo pra mim. Foi o que me restou. Dormi feliz.

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