Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Haroldo e o suicídio
17-julho-2005, 4:51
Filed under: Abobrinhas

De acordo com o Alex, é muito bom.

As histórias do Haroldo (Ari para os íntimos italianos) parecem realmente dominar o mundo. Ainda não li nem o primeiro da saga, e francamente me vejo em desvantagem. Já deveria ter começado a ler os livros há muito, muito tempo. É indiscutível que existe algo de especial nas linhas escritas pela J.K. Rowling. Não é possível que um personagem valha tanto para tantas pessoas. É realmente um fenômeno.

Se o Alex a considera a melhor contadora de histórias da atualidade, quem sou eu para discutir. Tenho que ler os livros em inglês, pois nunca consigo gostar das traduções feitas (perdoem-me os tradutores que lerem isso). Sempre acho que na língua original o autor realmente expõe tudo o que quer, da maneira como quer. Digo isso porque preferi, e muito, ler Gabriel Garcia Márquez em espanhol, tendo lido ele em português. E visto que considero inglês minha primeira língua mesmo, ler em inglês pra mim é muito mais prazeroso e fácil.

Agora, tem gente que se suicidou ao saber do final. Isso é algo que só reforça a força desse personagem no mundo literário e na cultura pop do mundo. Como pode alguém se envolver tanto com esse livros a ponto de viver por eles, de pensar como se estivesse preso à eles? Penso na minha total fascinação pelo mundo do J.R.R. Tolkien (Terra Média) e do Terry Pratchett (Discworld). De certa forma, pelos mundos de Dragonlance e Forgotten Realms, da WotC. Gosto de RPG, de criar personagens e enterpretá-los. Não me vejo, no entanto, me vestindo de hobbit, de drow ou igual ao “wizzard” Rincewind ao sair de casa para, na estréia, comprar os livros recém-lançados desses mundos. E muito menos no meu dia-a-dia. Tenho coisa melhor pra fazer.

Sinto que existe uma falta de crença minha e uma falta de aceitação minha em ver pessoas tão envolvidas em realidades tão fantasiosas. Por mais que ache nosso mundo uma boa merda, não sinto a vontade de fugir tão completamente dessa realidade e viver uma que acho em páginas, bem escritas, de autores que respeito. Seria o mesmo que ler James Patterson e sair por aí ou investigando assassinatos ou sendo o assassino.

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