Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Festival Live n’ Louder – Estádio do Canindé, São Paulo
13-outubro-2005, 7:52
Filed under: Música

Marcelo voltou de avião pro Rio nesta manhã. Tinha que enfiar a cara numa matéria de engenharia do petróleo, visto que passou três semanas na Europa, voltou sexta e estava em Sampa na véspera da prova. Vôos da Gol estão tão ou mais caro que a concorrência. Adeus tempos de promoção. Isso que dá virar empresa grande.

Que calor infernal. Eu sabia.

Não tinha trazido bermuda. Achava que Sampa em outubro seria, bem, Sampa em outubro. Mas nãããão… 12 de Outubro e quase quarenta graus perto do Tietê. Diliça.

Fui ao shopping. Morumbi. Não lembrava que tinha o Shopping D ao lado do Canindé. Não sabia também que era só seguir a 9 de Julho, onde estava, até o final que chegava na marginal Tietê, no Shopping D e no Canindé. Óbviamente fui achar um shopping pra comprar bermuda onde conhecia: no Morumbi.

Depois de vagar por lojas atrás de algo de qualidade, e, claro, não achando, me contento com uma camisa preta da Hering e parto, mesmo sabendo que morreria de calor, pro Canindé. Almoço rápido no McDonald’s porque o Pizza Hut só abria às SEIS DA TARDE. Só em São Paulo mesmo ver um restaurante fechado num feriado.

Canindé com, sei lá, vinte mil pessoas. Sol de duas da tarde. Eu pingava.

Perdi os shows do Tuatha de Dannan e do Dr. Sin (cujo site ‘oficial’ é do Hpg… nossa senhora). Queria mesmo ter visto o show do Tuatha. Na verdade, só queria ver mesmo o show do Tuatha. Já começo decepcionado.

E agora aos shows (o link dos sites oficiais está nos nomes):

The 69 Eyes – Banda finlandesa de gothic rock. Bando de posers malucos. O vocalista é o ídolo do Supla, não tenho a mais remota dúvida. Engraçado de tão ridículo. Mas o som tava bom, e algumas músicas são até legais.

Destruction – Banda de trash metal tosco. Simplesmente hediondo. Não vale a pena linkar. Passei o show deles tentando dormir.

Rage – Banda que achava que era americana, mas na verdade é alemã. Caras simpáticos, um bateirista absurdamente bom, um guitarrista punheteiro demais e um som pra lá de mediano.

Shaaman – Banda do ex-vocalista do Angra. Melhor som do dia. O álbum novo é insuportável até pra quem gosta de metal melódico. Eu não gosto de metal melódico. Junte as peçinhas.

Nightwish – Finalmente uma banda que queria ver ao vivo. Se vocês acham que a Avril Lavigne tem fãs, nunca foram num show do Nightwish. Surpreendente. Sem brincadeira, 70% das camisas pretas presentes eram do Nightwish. De vinte mil pessoas. Uma boa maioria mulher. Uma boa maioria bonita. São Paulo tem seus lados bem legais. O som tava baixo, e fiquei a maior parte do tempo lá atrás, tomando água e tirando mil fotos pro Mano, que é fã incondicional.

Não gostei muito do show não, pre ser sincero. Foi melhor que a média, claro, porque a banda é muito boa. Tocaram ‘High Hopes’, do Pink Floyd. Me amarrei. E a Tarja (se diz Tária) cantou uma belíssima música em finlandês e se emocionou com o apoio dos fãs. Deveras bonito isso.

Scorpions – A banda que fechava a noite. A banda que trouxe uma multidão de old timers vestidos de couro, jaquetas jeans e camisas de escorpião. A banda mais esperada da noite.

Nossa, que merda de banda.

Simplesmente insuportável. Todas as músicas – eu disse TODAS – as que não são baladas são uma tremenda porcaria. Não se salva uma sequer. Fiquei felizão quando tocaram ‘Winds of Change’, que é fenomenal, e o Mano aguardou ansiosamente por ‘Still Loving You’, que pra mim, só porque é

All in all, dois dias mais do que divertidos em São Paulo. Com a companhia dos dois, iria pra qualquer lugar. O João e o Werther bem que podiam ter vindo, mas o trabalho os segurou. Já planejo o Oktoberfest com o João daqui a uma semana. Com certeza mais histórias pra contar.

São Paulo é legal. Pena que perdi os tels do Doni. O teria chamado pra ir comigo, mas decidi tudo muito em cima da hora. Não consegui chamá-lo por MSN. Xá pra próxima. Sem dúvida volto pra essa cidade louca atrás de mais música. uma balada é boa, mas não é tudo isso. De resto, duas horas do que foi provavelmente o show mais insuportável que já vi.

As pessoas andaram me perguntando por que fui pra São Paulo ver dez bandas se só gostava de uma. A resposta é muito simples. A mais simples que tem.

Amigos são tudo.

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