Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Yucky
27-abril-2006, 11:48
Filed under: Abobrinhas

Não lavo meu cabelo há três meses. Pronto, confessei. Estou aliviado.



WEST HAM NA UEFA CUP!
23-abril-2006, 10:43
Filed under: Esportividades

Chego de Oiro Preto (sim, oiro, porque é mais divertido falar assim) e assim que entro na internet vejo que meu lindo time londrino carimbou passaporte para a final da FA Cup, competição mais tradicional do mundo. A final será contra o Liverpool, e como esse time já está classificado para a Champions League, o West Ham está garantido na outra competição européia, a UEFA Cup.

Para um time que estava na segunda divisão ano passado, estar a caminho de uma competição continental não estava nem nos mais bizarros sonhos dos fãs. Come on you Irons!!



22-abril-2006, 7:45
Filed under: Estrada

Quem disser que Ouro Preto (ou Oiro Preto, para os íntimos) é menos que absurdamente foda no feriado de Tiradentes está falando balela. Que lugar sensacional, com pessoas igualmente fodas.

Um beijo em todas as meninas do Cantinho do Céu por terem me feito sentir em casa. Tava precisando recarregas as baterias e essa viagem foi um belo começo. Espero vocês aqui no Rio agora!



Sexo Anal – Uma novela marrom
20-abril-2006, 3:06
Filed under: Livros

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Contemplo certo domingo o pacote que se encontra à minha frente. Pequeno, retangular, daquele papel marrom com cheiro gostoso. Olho o destinatário: Bruno ‘Doce Viking’ Freitas. Remetente Luiz Biajoni. Sei que aquele pacote esconde algo que desejo desde agosto do ano passado. E que por pouco não consegui em setembro, quando fui ver o Idelba e o povo lá em BH.

Finalmente chegou meu Sexo Anal.

Como ainda estava em processo de quimio, sabia que nunca iria conseguir ler direito a novela desse querido amigo. Então guardei o pacote ali, quietinho, me esperando. Olhava pra ele todos os dias, ansioso para o dia que eu pudesse abri-lo. O dia chegou semana passada.

Tive a honra de pegar a última cópia que nosso iluste autor tinha. Tive a honra de receber uma dedicatória das mais lindas. Bia, nunca me esquecerei do que você escreveu. Chorei muito. Obrigado cara.

No sábado pela manhã, em Arraial do Cabo, cidade praiana do estado do Rio de Janeiro, abri as primeiras páginas, senti o cheiro delicioso de livro novo, intocado, virgem. Ia dervirginar o último Sexo Anal. Me senti um pioneiro.

O prefácio do Idelba dá as caras do livro. Nosso doutor só me dá mais vontade de começar logo meu Sexo Anal. Passei rápidamente pelo prefácio, desesperado para desvendar os mistérios por trás das palavras desse guei tão querido.

Vários já fizeram o favor de resenhar esse maravilhoso livro. Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. E sei que estou esquecendo mais gente.

O livro é maravilhoso. Como bem disse o Alex, passados um ano, a não-publicação desse livro mostra o precário e ridículo estado do mercado literário desse país. Fugindo do lugar comum, dentre tantas outras resenhas desse livro, vou me ater ao que senti e o que achei do livro como todo, sem entrar em detalhes dos personagens – Idelba já fez esse favor pra mim. Vou acabar repetindo a palavra de muitos que leram antes de mim, mas pouco me importo. Great minds always think alike.

Sexo Anal é uma deliciosa história de amor, luxúria, violência e inveja. Prosa fácil e dinâmica. Não conseguia largar o livro, tamanha é a rapidez da sua história, tamanho é o apelo de seus personagens. O grande mérito do livro é tornar todos lá pessoas que podemos conhecer – e que muitas vezes conhecemos de verdade. São todos muito verdadeiros, inseridos num mundo contemporâneo e kitch ao mesmo tempo. Um mundo de contrastes e de absurdos, que quando olhamos para fora de nossas janelas o encontramos.

Dá tesão entrar na vida desses personagens. Dividir seus anseios, dúvidas e problemas. Esse livro nos deixa em contato direto com vidas tão similares às nossas que vemos tudo acontecer como se estivéssemos olhando para o prédio ao lado, amando cada segundo do nosso voyerismo proibido.

O livro pode chocar em certas passagens, mas só para os despreparados e os hipócritas. É, por muitas vezes, real demais. E por isso merece todas os louros possíveis. É um livro de personagens expetaculares; de histórias difíceis e críveis.

Meus sinceros parabéns ao guei mais maneiro do mundo. Escrevestes um livro sensacional, meu caro. Fico até hoje imaginando o que está acontecendo, nesse momento, com o Júlio, os Luizes, a Vírginia, a Ana. Com aquele gordinho safado do Alex, dá pra imaginar mole o que está acontecendo com ele.

Valeu pelo presente, Bia. Pela lembrança e pela delícia de livro. Tu é demais. E adoro beber tota-tola.



Freaky Fresno
19-abril-2006, 8:50
Filed under: Abobrinhas

 

Muitas vezes pergunta-se se os preceitos e os estudos – e consequentemente as lições – do Freakonomics podem ser efetivamente utilizados no dia-a-dia de nossas vidas. A cidade de Fresno está tentando botar em prática uma dessas lições do livro.

Steven Levitt, co-autor de Freakonomics, em seu livro desmistifica a riquesa dos traficantes. Traficantes de rua, Levitt descobriu, ganham menos que o salário mínimo americano apesar de se arriscarem diáriamente. Apenas uma pequena parcela dos líderes do tráfico ganham mais do que ganharíam normalemente em um emprego lícito. Tudo se baseia nos incentivos. É a partir do princípio dos incentivos que Levitt explica fenômenos sociais através da metodologia exata do estudo econômico.

A cidade de Fresno, portanto, está se dirigindo aos traficantes com a seguinte proposta: ‘sabemos que vocês não ganham tanto dinheiro fazendo o que fazem, então por que não sair do frio e tentar uma vida melhor com a nossa ajuda?’. Tudo isso óbviamente faz mais sentido nos Estados Unidos, onde não só o estudo de Levitt foi feito, mas também onde é possível chegar para qualquer traficante de rua e realmente conseguir oferecer uma vida digna e melhor para ele e sua família.

Aqui tudo é muito diferente. Traficanteszinhos ganham bem mais que o salário mínimo, donos de boca dão às suas famílias auxílio médico e alimentar, donos dos morros simplesmente são a voz da lei. Qualquer pessoa que entre de fora e venha com uma proposta dessa ou é mandada ir catar coquinho (debaixo de alguns tiros de AK47), ou é completamente ignorada – a voz de fora não vale nada. O que importa é o que é dito pelo Fernandinho Beira-Mar da vez.

Mas será muito interessante ver se a cidade de Fresno consegue algum progresso com isso tudo. Demonstrará o quanto os estudos geniais de Levitt podem, e muito, não só ajudar na compreensão de certos fenômenos de nossa sociedade, como podem servir como base para mudanças drásticas, e benéficas, para muitas pessoas, cidades e países. É mais uma questão de adaptar os estudos à realidade local.

Levitt é realmente brilhante. Leiam Freakonomics. Vale muito a pena.



Ufa!
18-abril-2006, 5:07
Filed under: Hospitalidades

Sai o resultado do PET-Scan em breve, no Samaritano. Vou pegá-lo mais tarde. Enquanto isso, hoje de manhã recebo uma ligação da secretária da minha clínica de oncologia adiantando a consulta do médico, marcada para o fim do mês… odeio coincidências.

Por enquanto, só posso tirar uma conclusão disso tudo: ainda estou com câncer. Vai Murphy, vai.

(updeite)

O médico vai viajar, então adiantou a consulta. Mas tá, não é assim… podia ter marcado qualquer outro dia mas insistiu que fosse amanhã a consulta. The world is never pink, my friends. Never ever ever.

(updeite 2)

Descobri que realmente estou limpo, sem câncer… Meu médico vai pra Bonito, e não tinha horário na quinta. Hehe.



American Farce
17-abril-2006, 11:26
Filed under: Abobrinhas

 

Deu nos EUA uma pequena, mas significante polêmica que dá luz à muita coisa no que diz respeito ao mercado fonográfico de lá – em especial, ao mega-super-hiper sucesso que é o American Idol…

O guitarrista do Queen, Brian May, deu uma declaração aqui que o seu encontro com um dos participantes do programa foi editado de maneira que mostra que ele disgostou da proposta do candidato, quando na verdade, diz May, ele só estava aliando a sua idéia de como mostrar ‘We will rock you’ com a do cara, e a junção das idéias dos dias, diz ele, resultou numa apresentação que ele gostou bastante. O que isso, então, diz sobre o programa, que é um fenômeno de audiência desde sua primeira edição e que nos deu artistas como Kelly Clarkson (a da música disneyana ‘Because of you’), Clay Aiken, Ruben Studdard, Fantasia, Carrie Underwood e Bo Vice – todos artistas de vendas superiores a 1 milhão de cópias?

Mostra que sempre, sempre, SEMPRE haverá manipulação por parte da indústria para que se escolha, e que se goste, de certo artista porque é exatamente isso que a indústria pede e quer. Não adianta se certo artista for melhor, tiver mais capacidade – o que importa é que eles vendam quem eles acham que será melhor recebido e venderá mais. A escolha do público americano mostra-se, agora, secundária. O que importa agora é que eles estão mandando o público americano escolher quem eles querem, e fazem como fez a Globo no debate Lula x Collor – manipulam o suficiente para que o telespectador tenha uma imagem ‘xis’ e escolha baseada nela.

Simon Fueller é genial. Mas apesar disso tudo esperava um pouco mais dele. Não achava que ele fosse capaz de ser manipulador a esse ponto. Fazer uma montagem desmerecendo um candidato foi algo realmente baixo.

Pior é que agora estou louco para ver essa edição agora. Sai daqui a duas semanas no Brasil. Canal Sony, às 19h de quarta, acho eu. Assistam. Eu vou, com vontade.