Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Surpresa no 14° Ofício de Notas
29-março-2007, 6:50
Filed under: Diatribes

Fui hoje ao cartório resolver negócios. Entro naquele maravilhoso ar-condicionado depois de caminhar pela N. Sra. debaixo de no mínimo uns 50 graus. Tem uma gestante que chega depois de mim e estranha eu deixá-la passar na minha frente. Agradece a cada dez segundos. Digo parabéns por ela estar gestando, ela não entende direito e só agradece, de novo.

Uma senhora termina o que estava fazendo e, sabendo o nome de todos presentes, inclusive o rapaz da xerox, manda um saudoso tchau a todos. Volta quinze minutos depois, quando ainda estava na fila, com pequenos ovos de Páscoa para cada um dos funcionários de lá.

Chega a minha vez e a atendente logo pergunta: ‘Você esteve aqui semana passada, não?’. Respondi que sim e ela logo começou uma agradável conversa, repleta de amenidades e assuntos sem muita importâncias, mas que fizeram o tempo passar com muita facilidade.

Olha, odeio muita coisa no Brasil, mas hoje no cartório vi um lado desse povo que em muito me alegra. Nossa simpatia e amicidade, às vezes falsa, mas geralmente honesta, é um traço que muito me orgulha desse país.

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Roger Waters, Apoteose
24-março-2007, 11:48
Filed under: Música

Fico pensando até que ponto é possível uma pessoa se emocionar com alguns acordes tocados, algumas notas cantadas. Me vejo sempre fechando os olhos, balançando a cabeça e às vezes o corpo e, no geral, me divertindo demais com o som que adentra meus ouvidos e reverbera no meu corpo. Não esperava o que estava para vir hoje, na Apoteose.

Fui na vontade de poder ver tocado um álbum que tanto me fascina, que tanto me faz fechar os olhos e balançar a cabeça, muitas vezes tocando no ar a bateria na ponte antes do refrão ou fingindo saber copiar o solo do Gilmour com perfeição.

Cheguei na hora, como todo bom brasileiro, e perdi os primeiros acordes à caminho do palco. Fazia um calor insuportável. Tanta gente com um só sonho, uma só vontade – escutar ao vivo o ‘Dark side of the Moon’.

O show foi de uma produção surreal. Nem um estouro no gerador causou maiores problemas. Quatro telões, sendo que o principal era de uma nitidez sensacional. Um show inigualável de luz e som surround graças à quatro carvalhões que seguravam speakers gigantes acima das arquibancadas.

Todas as músicas tocadas com perfeição, trabalhadas com mãos talentosíssimas, fazendo jus ao álbum que mudou e ainda muda a vida de muita gente. ‘Wish you were here’, ‘Time’, ‘Money’… simplesmente mágicas.

Eles saem do palco. Voltam, prontos para o bis que todos esperavam. Roger apresenta o Coral da Ufrj e ‘Another brick in the wall’ é tocada, para delírio dos mais de trinta mil presentes. Um mar de gente de todas as idades, todos os backgrounds possíveis ali, cantando, mãos no alto, voz ficando cada vez mais rouca a cada segundo que passava.

Deixaram o melhor para o final.

Sempre tive esse sonho, mas sabia que seria difícil ele ser vivido. ‘Comfortably Numb’ é, pra mim, um marco como poucos em minha vida. O solo de Gilmour, a melodia da música, são algo que transcendem a realidade e atravessam meu corpo, me tranformando, por alguns minutos, em um ser etéreo, suscetível a cada onda sonora que é trazida a mim pelas mãos e vozes sublimes da banda.

Eis que vejo que meu sonho se tornara realidade. O primeiro acorde é tocado. A primeira palavra proferida. Não me encontro mais presente na Apoteose. Estou livre, solto, longe do mundo, inteiramente perdido em meus pensamentos.

Sinto uma torrente de emoções tomando conta de mim. Não mais seguro meus sentimentos e começo a chorar. Nunca antes me senti dessa maneira. Meu sonho se mostrava real e eu ali, vendo ele se apresentando tão perfeitamente na minha frente, cedi e me deixei chorar mesmo.

Música é realmente algo especial. Roger Waters trouxe meu sonho para o Rio. Só posso agradecer por uma experiência que jamais, jamais esquecerei.



Knut
21-março-2007, 11:47
Filed under: Abobrinhas

Incrivelmente nos últimos dias tenho lido mais e mais e mais notícias sobre um ursinho polar, nascido num zoológico da Alemanha que, rejeitado pela mãe, teve sua morte pedida por ativistas. Tudo me parece, no mínimo, peculiar nisso tudo. Ativistas vieram pregar que o bichinho, sem sua mãe, iria nascer ‘errado’, mimado de certa forma, e não seria um urso polar de verdade.

Bem, queridos ativistas, do jeito que o habitat deles tá indo pras cucuias, ele ficar tranquilão no zoológico é a melhor coisa pra ele. E justificar a morte de um bichinho fofo a caráleo como esse é simplesmente assustador. Até que ponto existe uma ética entre os ativistas? Até que ponto a hipocrisia adentra seus bravados?

Porque, convenhamos, já é difícil procriar esses bichos em cativeiro. Conseguindo, a primeira coisa que fazem quando tudo não é simplesmente perfeitamente natural é pedir a morte do pobre recém-nascido. Faz sentido algum.

Ativistas é que merecem um pouco de perspectiva. Deviam parar de ficar de sacanagem e olhar pro mundo com olhos mais normais. Loucura demais querer a morte de um bichinho desses só porque sua mãe não o quis.



O monógamo mais querido do Brasil
19-março-2007, 6:29
Filed under: Abobrinhas

Entrevista batuta do Digestivo Cultural com o meu, o seu, o nosso querido Alex Castro. Falando sobre internet, seus livros e muitas outras coisas. Leitura necessária.



Invencíveis
17-março-2007, 7:26
Filed under: Música

Siga. Faça dos teus sonhos realidade. Não desista da luta. Ficarás bem, pois não há ninguém como ti no universo.

Não tenhas medo do que sua mente consome. Finque tua bandeira, lute pelo que acreditas. E hoje, podemos realmente dizer, que juntos somos invencíveis.

Durante as lutas eles nos arrastarão pra baixo. Mas por favor, por favor, usemos essa chance para mudar as coisas. E hoje, podemos realmente dizer, que juntos somos invencíveis.

Faça tudo tu mesma. Não faz a menor diferença pra mim. Quando deixas pra trás o que escolhes ser e o que quer que eles dizem, tua alma é inquebrável.

Durante as lutas eles nos arrastarão pra baixo. Mas por favor, por favor, usemos essa chance para mudar as coisas. E hoje, podemos realmente dizer, que juntos somos invencíveis.

Juntos somos invencíveis.

Durante as lutas eles nos arrastarão pra baixo. Mas por favor, por favor, usemos essa chance para mudar as coisas. E hoje, podemos realmente dizer, que juntos somos invencíveis.

Juntos somos invencíveis.



Super-Bobo
7-março-2007, 6:22
Filed under: Abobrinhas

‘Who wants to be a Superhero?’ é uma série inventada primeiro pela MTV, endorsada pelo Stan Lee, criador do fantástico Homem-Aranha, X-Men, Hulk e tantos outros personagens memoráveis das histórias em quadrinhos e que depois foi repassada para o SciFi Channel nos EUA. Foi ao ar em Julho de 2006 sem muito alarde, mas rápidamente conquistou inúmeros fãs e se tornou um sucesso gigantesco.

O prêmio do programa é ganhar um gibi com seu personagem e um filme a ser passado no próprio SciFi Channel. Para quem gosta de quadrinhos, é um prêmio e tanto. E Stan Lee é uma lenda que merece, e muito, respeito.

O que mais me impressionou vendo esse programa é que, no começo, eu esperava que fosse rir da tosquice de todos os personagens – que fosse achar uma bela babaquice tudo. Mas não é que, depois de um ou dois programas, a partir do momento que os personagens mais ridículos foram sendo eliminados, o programa ficou realmente bom e – pasmem – divertido. Comecei a gostar dos personagens e suas histórias. Fiquei torcendo pro Major Victory, lá para não só entreter como também tentar recuperar o tempo perdido com sua filha, de 16 anos, que mora longe dele.

Hoje foi o penúltimo episódio da série. Ficou a Fat Momma, negona americana gorda que provou ser a mãezona de todos e quase saiu nas semis porque achava que o Feedback, o outro finalista, queria demais o prêmio e ela não queria vê-lo eliminado e sofrendo. Os poderes da Fat Momma é que são engraçados – quando come donuts e outras besteiras ganha poderes especiais. Feedback é alguém que, através dos videogames, consegue extrair energia que o torna um super-herói. Não entendi muito bem qual é a dele, mas sei que ele vai ganhar – é o que mais quer a vitória e o que mais trabalha para se mostar apto para ser considerado um super-herói.

Posso dizer que ‘Who wants to be a superhero?’ é uma grata surpresa nessas madrugadas de insônia que tanto me assolam. Livros são livros, mas vira e mexe acho uns programas de televisão que são realmente divertidos. Esse, com certeza, é um deles.

A segunda temporada vai começar em Julho. Inscrevam-se!