Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Less than Jake, Circo Voador, Rio de Janeiro
30-abril-2007, 9:56
Filed under: Música

Circo Voador. Primeiro show do Less than Jake no Brasil. 1200 pessoas. Uma bagunça.

O tempo ajudou. Depois de um temporal horrendo, o céu manteve-se calmo e deixou com que todos os interessados pudessem comparecer. A expectativa era das maiores. Muita divulgação, matéria em jornais, you name it. O show começou atrasado, como de costume no Brasil.

Entra o Strike, depois o Darvin. Duas bandas do novo cenário de rock carioca. Duas grandes promessas, lançando seus cds por grandes gravadoras e mostrando seus trabalhos para um público mezzo hostil, mezzo animadaço. Estranha a cena de pessoas se divertindo com algumas xingando. Mas todos levam numa boa e tudo se resolve.

O LTJ entrou e iniciou-se um pandemônio como eu, pessoalmente, nunca tinha visto. Havia sempre uma média de três pessoas extras no palco, pois subiam aos montes enquanto os seguranças os jogavam de volta para a platéia. A banda se divertia, mas ao mesmo tempo dava pra ver neles um misto de confusão e espanto com tamanha ‘participação’ do público no palco. Pessoas tiravam o microfone do vocalista pra cantar as músicas ao invés dele. Um botou o trompetista na garupa durante quase uma música inteira. Completa insanidade.

No final, um show muito legal, com um público expressivo para um fim de semana de feriado no final do mês. Deu prejuízo, mas que será reconquistado em breve. O começo de um trabalho que promete ser árduo, mas que sei que dará frutos e será uma fonte de imenso orgulho.

Pra frente. Sempre.

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The start of something huge
27-abril-2007, 6:57
Filed under: Música

Amanhã é o pontapé inicial para o meu sonho de mais de um ano: decolar minha empresa, a Megahertz, e levá-la ao reconhecimento muncipal, estadual e, o mais breve possível, nacional. É o apunhado de um trabalho que começou devagar, mas seguro, no melhor conhecimento do mercado, shows independentes e pequenos, propostas caseiras, bandas menores e desconhecidas, e culmina no que é – até agora – o maior salto desse embrião que nutro há meses.

Amanhã, sábado, dia 28, a banda californiana Less than Jake, em turnê por todo Brasil, vem apresentar seu mais novo álbum ‘In with the out crowd’ para o que espero ser uma casa cheia no Circo Voador, na Lapa, aqui no Rio. Será o primeiro de muitos eventos maiores, que só pode ser realizado graças a um trabalho dedicado que temos, eu e meu sócio João, feito durante esses últimos meses. Conhecemos as pessoas certas, trabalhamos duro pra conquistar a confiança de todos, e agora estamos prester a decolar.

Decolar rumo ao desconhecido, mas um desconhecido gostoso, bom, excitante. Quero ser referência nacional na produção de shows e de música. Quero que a Megahertz chegue ao ouvidos de pessoas de norte a sul desse imenso país. Sonho em ver a Megahertz como exemplo. E sei que posso conseguir isso.

O primeiro de muitos. Mas o primeiro. Ficará guardado pra sempre em meu coração.

Talento. Trabalho. Competência. A Megahertz a caminho de um futuro brilhante



No sé van, hermanos
25-abril-2007, 6:59
Filed under: Música

E essa notícia que anuncia um ‘recesso’ do Los Hermanos? É o fim da melhor banda que já vi brotar desse solo em que nasci. O término de um ciclo que se criou, desde as fitas demo e os shows no Garage, do melhor exemplo de letrismo, harmonia e melodia que esse país já teve o prazer de escutar.

Sinto-me menor. É uma perda imensurável para quem ama tanto música quanto eu. Vejo nos futuros projetos do Camelo uma mistura de ‘Morena’ com ‘Fez-se mar’ e ‘Samba a dois’. Nos do Amarante uma mistura de ‘Retrato pra Iaiá’ com ‘Paquetá’ e ‘Cher Antoine’. Nada disso me alegra – nem um pouco.

Quero ver nos futuros projetos do Camelo uma mistura de ‘Casa pré-fabricada’ com ‘Horizonte distante’, ‘Dois barcos’ e pitadas de ‘Do lado de dentro’.

Quero ver nos futuros projetos do Amarante uma mistura de ‘Sentimental’ com ‘O velho e o moço’ e pitadas de ‘Pierrot’.

Sei que é um sonho distante, porém o manterei vivo para que possa, de alguma maneira, superar o trauma que será uma vida desprovida de novos álbums dos Hermanos.

Eles trouxeram pra mim, tão moleque, a esperança de ver nesse país uma revolução musical, capaz de trazer o melhor do que esse país nunca conseguiu me mostrar de perfeição musical. Não interessava se era ska, samba, rock progressivo ou propero-punk, como o Amarante gostava de classificar a música deles no começo, simplesmente queria ouvi-los. Sempre. De qualquer forma.

Dos cassetes mal-gravados à álbuns feitos no A&R, o LH se mostrou cada vez mais decidido a aprender, crescer, aprimorar sua música. No seu álbum de estréia, o ‘Los Hermanos’, ele trouxeram ao mercado uma nova sonoridade e uma proposta que conquistou muitos (com a grudenta ‘Anna Júlia’) e agregou tantos outros com seu som único.

Depois de ‘Pierrot’ e ‘Quem sabe’, músicas que sempre me fazem querer pular do primeiro álbum, veio o ‘Bloco do eu sozinho’ com músicas como ‘Casa pré-fabricada’ e ‘Sentimental’. O melhor álbum da história desse país que passou desapercebido, graças à briga com a Abril Music.

‘Ventura’ veio para consolidar o brilhantismo dos compositores Camelo e Amarante. ‘O velho e o moço’, ‘O último romance’, ‘Cara estranho’, ‘Do lado de dentro’… reluzentes num mar de sons pré-moldados para o mercado, eles vinham para acabar, sempre, com o marasmo do cenário musical nacional. Apresentando sempre melodias e harmonias diferentes, com letras que demonstravam uma percepção única de encaixe na melodia que falta aos compositores horríveis de hoje.

‘4’ demorou para ser engolido. ‘Dois barcos’ e ‘Horizonte Distante’ são as melhores músicas que já escutei em língua portuguesa. Sem a menor sombra de dúvida. Mas tinha também ‘Morena’ e ‘Fez-se mar’. Uma proposta bossanovista que não perdeu qualidade, e sim, pra mim, identidade dos hermanos. Amarante ficou devendo nesse álbum. Nada dele me agradou por completo. Diferente do ‘Ventura’, onde achei músicas inteligentes e excelentes, nesse nada me agradou.

A divisão ‘igualitária’ dos álbuns dos hermanos em músicas do Amarante e do Camelo me fez ver os caminhos distintos que cada um estava seguindo. Sabia que haveria uma ruptura. Mas não esperava o temido ‘recesso’. Queria ver os projetos paralelos, sim, mas não queria que esses fossem as novas propostas deles.

Como fã, ficarei aqui, botando em repeat, todos os álbuns que tenho do LH. Triste por saber que é o fim da banda brasileira que mais gostei, mas feliz por ter tido a oportunidade de escutar quatro álbuns, todos incríveis por motivos diferentes, e ter estado presente no começo, no meio, e no fim da história desse quarteto tão especial.

Adeus, meus hermanos.



Anger… pure anger
25-abril-2007, 2:00
Filed under: Diatribes

Tenho raiva de ter pena de ti. És uma pessoa vazia, que sempre tentas ser rei da cocada preta, porém nada mais és que uma criança, mimada e desprovida de carinho que procura no subterfúgio de menosprezar os outros o teu caminho para se sentir melhor. Não tens personalidade, por mais que tentes. És patético, pequeno, pueril.

Adoro ver-te nos teus quinze minutos de glória, reluzente na tua própria noção, claramente doentia e errada, de que és querido e superior. É triste e, ao mesmo tempo, uma lição de como nunca devo ser. Pensas que tens capacidade de dialogar num nível bem acima do teu. Demonstras uma sabedoria vazia, que pensas que serve de algo para alguém mas só exalta sua falta de inteligência e coerência.

Regojizo a cada vez que o vejo bancar essa faceta de supremo. É realmente engraçado. Penso em como deve ser colocar tua cabeça no travesseiro e dormir feliz. Que doce ilusão.

Continues no teu caminho, pois assim terei sempre material para analisar-te. Sinto-me incrivelmente contente ao poder ponderar e saber que, nem que tente muito, conseguiria ser metade da pessoa nojenta que às vezes és. Mesmo assim sinto muita pena de ti.

Enquanto tiveres teus momentos de falsa superioridade, terei meus momentos de me sentir absurdamente superior a ti. Continues assim. Me fazes um bem tremendo.



Rejected
19-abril-2007, 11:02
Filed under: Abobrinhas

Genial. Simplesmente genial.



Livro do Sobel
11-abril-2007, 7:03
Filed under: Abobrinhas

Gabito, meu quérido judeu argentino, passa conosco pela Letras do Leblon e, com certa tranquilidade aponta, como quem não quer nada, para uma estante de livros.

“Ih, olha só o livro do Sobel!”

Olhamos para a estante…

Simplesmente sensacional.



Yay
9-abril-2007, 7:06
Filed under: Diatribes

São 25 anos de vida. Um ano desde o final do último ciclo de quimio. E mesmo assim muito pouco mudou. Como deveria ser.