Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Pirate party
30-julho-2007, 8:36
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Sábado acordamos muito tarde. Fomos ao Starbucks dentro da Barnes and Noble, livraria na Astor Place, e ficamos muito tempo lá, tomando café, lendo livros e comprando outroas. Comprei dois livros (‘God is not great – How religion poisons everything’, do Christopher Hitchens e ‘The God Delusion’, do Richard Dawkins), muito para o olhar divertido da vendedora. Afinal, existe alguma dúvida que sou ateu? São tantas as pessoas que simplesmente passam o dia todo dentro de um Starbucks lendo e usando o computador… é incrível.
Depois fomos à uma loja de fantasia comprar o que deveria ser nossa roupa pra festa da noite. Como o tema era pirata, escolhi uma blusa de baseball do Pittsburgh (Pittsburgh Pirates – esperava que todos os americanos entendessem) e uma peruca. Eis o resultado:

Babs, eu, Peter e Natalie, amor da minha vida.

Domingo foi um dia mais calmo. Choveu horrores depois de inúmeros dias ensolarados. Comemos tarde no badalado Balthazar, onde junto comigo, na fila, tinha dois grupos de brasileiros e um gigante de velhinhas portuguesas. Mais tarde vimos o filme d’Os Simpsons. É simplesmente genial. Tinha um certo receio de não ser tão brilhante quando podia, mas o resultado é fenomenal. Vejam, vejam, vejam.

Hoje é dia de comprar a camera digital – finalmente. Babs vai embora amanhã e preciso de uma camera. Vou na Sony Store aqui na Madison Ave. Temos um jantar de despedida da Babs (tomara que a Nat esteja lá) e um drink com o tio dela, diretor da ONU (!!). Terça saio pra algum lugar do nordeste aqui. Não sei ainda se pego um carro ou não, mas estou vendo que ir de trem ou avião ficará ainda mais caro que esperava. Quero conhecer New Haven, Hartford, voltar à Boston e Providence. Sábado tenho de estar em Baltimore pro Virgin Festival e vejo que de carro é um meio seguro e garantido de não me ferrar com horários. E, convenhamos, ainda é um hotel ambulante – banho pra que, né?

O que importa é que estou me divertindo horrores aqui.



Blouthy!!
29-julho-2007, 4:33
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Sexta fomos ao Black and White, pub que é reduto de famosos e sempre tem algum Stroke por lá batendo ponto. Não encontramos ninguém, claro, pois normalmente eles ficam na área ‘private’ no porão do lugar. Mas é um lugar sensacional – conhecemos o Jay, vizinho aqui da Babs que vai pra Chicago fazer MBA e o Blouthy, porteiro dominicano do prédio dela que é uma figura.

Ficamos lá até umas 2h, nos divertindo horrores quando a prima da Babs ligou pra ela e nos dirigimos à 1st ave com 2nd st. Um lugarzinho minúsculo, tocando dub drum n’ base, horrível, mas conheci a Tessa, prima da Babs, que não foi nem um pouco com a minha cara. Gastei meu espanhol com a Esther, uma dominicana (eu acho), e fui dormir às 5h, doido pra começar um novo dia em NY.



The glass castle
27-julho-2007, 9:31
Filed under: Estrada

Céu existe. Ele fica na 5a. avenida.

Babs não está deixando eu postar nada longo hoje. Vamos sair em breve pruma ‘pré-night’ (socorro) e depois pruma boate da high society daqui (socorro duplo). Quando estiver num cyber amigo, posto mais. Beijos a todos e bom fim de semana.



First full day
25-julho-2007, 8:29
Filed under: Estrada

Descobri que tem um NoHo, obviamente ao norte do SoHo. No…Ho… “sem putas”. Deve ser chatíssimo o lugar. Preciso de uma camera digital. Já tenho celular.

Vou comprar shampoo, desodorante e paste de dente e, depois de três minutos de espera no caixa, uma velha reclama. Gente mal-acostumada. Após andar pra cacete mais uma vez, encontro a Babs pra almoçar.

A Globo International é muito linda. Pequena, compacta, cheia de gente muito simpática. Roberto Kovalick tava lá. Vou pedir um emprego lá. Aliás, NY parece fazer isso contigo; dá uma vontade tremenda de morar aqui. A sensação deixada pela cidade é de um conforto incrível. Todos parecem pertencer à esse lugar.

No Battery Park, olhando o rio Hudson, fico envolto por dúzias de pessoas deitadas na grama. Deito também – sem camisa (para o delírio geral), calça jeans e tênis. Fico lá, na sombra da árvore, lendo meu livro e escutando The Mars Volta. Não é bem banda pra ocasião. A voz do cara do Circa Survive é tão aguda quanto a dele. Talvez sejam a mesma pessoa. Vou checar isso depois.

Queria escrever igual ao Neil Gaiman. O cara é brilhante. Descobri um festival indie pra ir na sexta. Matéria na certa pra Rock Press.

Sábado tem festa a fantasia. Tema pirata. Isso no terraço de alguém que a Babs conhece. Vai ser no mínimo divertido.

Amanhã deve ter Six Flags. Cedi aos pedidos da Babs e vou. Parques de diversão não são minha primeira escolha de lazer, mas sei que vou gostar.

Babs está apaixonada pela cidade. Está aqui a três semanas. Estou ficando também – não tem jeito.

Simoni, mandei um beijo pra cidade. Ela mandou outro.



Cheguei
24-julho-2007, 11:16
Filed under: Estrada

Meu perfume foi deixado com a atendente super simpática da TAM. Aparentemente qualquer frasco que caiba mais de 100ml de qualquer coisa nao pode ser levado na bolsa de mao, e sim despachado. Como nao quis despachar nada, e minha mala é mínima, ela ganhou um frasco semi-vazio de perfume. Mas antes fiz ela prometer que nao ia pra Congonhas. Custava nada perguntar, né?

Cadeiras da classe economica sao ótimas, mas o espaço pras pernas é estupidamente pequeno. Meus joelhos dóem até agora. Cheguei com certa tranquilidade em JFK. A imigraçao nem chiou comigo, muito menos fez cara feia, o que foi uma grata surpresa.

Peguei o AirTrain do aeroporto a caminho de Manhattan. A música tocava em alto e bom som nos meus ouvidos. Pessoas já tiravam inúmeras fotos de tudo. Sorrisos por todos os lados. Um homem corre apressado do trem para o Terminal 7. Uma mala vermelha é deixada pra trás. E lá fica ela, tranquila, na dela.

Um indiano, funcionário do JFK, entra no trem. Ele olha pra mala. A mala olha pra ele. Ele balbuceia algo. Acho que é inglês. Olho pro americano do lado, ele pra mim, e vejo claramente que nenhum de nós sabe o que ele diz. Rimos um pro outro, enquanto o indiano surta com a mala ali, tranquila, na dela, sem incomodar ninguém.

Demorei tempos pra chegar. Era o único branco do vagão todo (achei o til) até chegar na ilha. Salto na Bowery. Chinatown é esquisita. Meio erma, mesmo às oito da noite local. Um bando de chineses cruzam a torto e direito. Também é cheio de cafés e bares, o que é bem legal.

Tem uma Starbucks a menos de trinta metros de outra. Surreal. Isso é perto da Union Square, que de madruga fica entupida de gente em duas escadas, batendo papo, sem fazer nada. Muito maneiro. Gente de todos os tipos, de bem arrumados de terno a hippies vendendo curas milagrosas – que, de acordo com o cartaz, já curaram mais de 17 mil pessoas. Deve ser boa mesmo.

Impressionante também é como essa cidade é um anúncio da Bennetton.



I’m leaving on a jet plane
24-julho-2007, 12:28
Filed under: Estrada

Viajo em breve. Mando um alô quando conseguir. Beijos mil a todos.

Olha só em qual aerolínea vou voar!

TamtamtamTAAAAM!



Massa arregaça as mangas
23-julho-2007, 7:53
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E não é que o Massa mostrou ter culhões contra o Alonso depois do GP da Zoropa?

Transcrição da conversa dos dois, encontrada aqui:

‘Massa entra no recinto e Alonso está se arrumando. Os dois se aproximam, fazem alguns cumprimentos e o espanhol diz algo em volume baixo, de costas para a câmera. Faz gestos sobre os toques entre os dois e Felipe começa a falar mais alto: “Na briga pela posição?”, e o espanhol responde: “Bateu no defletor. Assista”.

O brasileiro fica revoltado: “Vai cagar! Você vence e faz uma coisa dessas? Você vence e diz uma coisa dessas?”. Alonso responde de forma mais dura: “Você bate em mim, você bate em todo mundo! Isso não se faz”. A réplica de Felipe: “Amigo, vê se aprende, vê se aprende!”, e sai do quadro da câmera. O bicampeão do mundo continua falando com ele: “Aprender, eu? Vê se aprende você! Lutei contra todo mundo, faltavam três voltas…”, enquanto o piloto da Ferrari volta e senta-se em uma cadeira próxima.

Depois de alguns segundos de silêncio, fazendo gestos irônicos de concordância, Massa levanta novamente, bate nas costas de Alonso e fala “Você fez de propósito na largada em Barcelona, né?! Aprende, aprende!”. Neste momento, Herbie Blash, delegado da FIA, se aproxima e pede calma aos dois. Alonso começa a vibrar para a câmera e a discussão se encerra.’

Olha, ter o Alonso na F1 é uma benção. Raramente vemos um piloto tão arrogante e pretencioso que faça com que todos, simplesmente todos os pilotos disgostem dele. E a luta deste ano está lindíssima, com quatro claros candidatos ao título. Lewis Hamilton finalmente deu mole e não pontuou. Tava na hora de vermos um erro desse moleque genial. Massa perdeu no carro, mas mostrou que não vai levar desaforo pra casa. Kimi é aquela frio, chato, mas talentoso e dá trabalho.

Desde Prost que não se vê um piloto que todos odeiam. É muito bem ter rivalidades latentes na F1. Faz tempo que essa porra não entretia ninguém direito.