Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Orgasm girl
29-novembro-2007, 3:54
Filed under: Abobrinhas

Não é que apareceu uma inglesa que jura, de pé junto e muito KY, que tem 200 (sim, queridos, duzentos) orgasmos diários. Do balançar do trem ao secador de cabelo, o barulho da máquina de xerox e até o simples ato de vociferar algo sexual já é o suficiente para essa doidinhas perder as estribeiras.

Fico imaginando o que deve ser ter duzentos orgasmos por dia. Deve cansar. Acho o momento orgásmico algo tão bacana, tão único (especialmente pra nós hômis, né) e sublime que no mínimo estranho imaginar isso acontecendo duzentas vezes em vinte e quatro horas. Sendo que normalmente dorme-se oito horas por dia. Sobram dezesseis horas e vinte e cinco orgasmos a cada duas horas. Ui.

Na entrevista de quarenta minutos ao News of the World, ela aparentemente teve cinco. Devia estar nervosa e não conseguiu se concentrar o suficiente pra ter os básicos oito vírgula trinta e três orgasmos necessários nesse tempo. Imagino ela conversando com o entrevistador: ‘Então eu tava lá e *treme*… *sacode*… *uiva*… desculpa, onde estava mesmo? Esse clique da sua caneta me deixou maluca!’ Anti-depressivos deram a ela essa condição. Pena que não dizem os nomes…

O namorado antigo desistiu. Novos namorados têm problemas em dar conta do recado. Ora, pruma coisa doida que goza por tudo é só botá-la perto de uma panela de pressão, com uma máquina de escrever sendo teclada por um hamster (só pelo barulhinho do rato já deve garantir mais uns treze orgasmos) enquanto a Sue Johanson fala de sexo na GNT…

A ciência ainda não entende direito essa síndrome da excitação sexual permanente. Muitos médicos já sacanearam ela. Eu, numa visão totalmente isenta de qualquer parcialidade, acho fantástico isso. Só não entendo porque caráleos ela não faz filmes eróticos. Escolhe um galpão, põe um macaco vestido de sultão batendo pratos num piso de papel-bolha enquanto vinte e sete membros do Stomp! fazem seu som e taca ela no meio disso tudo, sentada numa cadeira massageante, que eu compro o filme.

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Huck e os abutres de plantão
14-novembro-2007, 11:55
Filed under: Diatribes

Luciano Huck foi roubado, escreveu coluna na Folha, recebeu críticas ridículas de Ferréz a Zeca Baleiro (olha só que honra), teve réplica, tréplica, Roberto da Matta pra cá, Bernardo Jablonski pra lá, um bafafá incrível.

Pena que não vi.

(a pedidos, a diatribe desse viking…)

Primeiro começamos com a manchete erradíssima da Época: ‘Ele merecia ser roubado?’. Oras bolas, só porque é famoso não merece tamanho disgosto? Se fosse ‘Tadinho, não merecia ser roubado’ tudo bem. Agora questionar isso na capa é meio doido. Coisa de tablóide imbecil. Cuidado, Época…

Mas pois bem. Tudo ocorreu do jeito que todo mundo sabe – pessoa no carro, bandido na rua, arma pra cá, relógio pra lá. Até aí uma infeliz estatística da capital paulista. Não fosse o cara roubado o Huck, ninguém nunca iria dar o mínimo de atenção. Mais um rico sem Rolex.

O Huck vem e escreve um texto (crônica, conto, textículo?) dizendo que tinha morrido. Bem melodramático. Jogou a merda no ventilador, criticando geral. Disse não usar carro blindado por questão de princípio, jogou na cara dos leitores que faz caridade, pediu arrêgo e reclamou, reclamou.

Olha, pedoe-me, mas o texto dele é absurdo. De inúmeras formas. Primeiro por ser estranho alguém com dinheiro pra ter carro blindado dizer que não tem por questão de princípio. Acho que é questão de revenda mesmo – carro blindado usado não tem mercado. Se defender dizendo que faz caridade é outra loucura. Então negócio é não poder roubar rico e filantropo. Rico egoísta pode.

Pior acho que foi a reação da mídia. Não imaginava que seríamos tão hipócritas e, francamente, babacas. O cara escreveu um texto puto da vida, revoltados com o que acontece diariamente em praticamente qualquer canto do Oiapoque ao Chuí. Nunca tinha escrito nada, imagino eu, porque a ‘realidade’ não tinha batido à sua porta. Pois bateu, e machucou.

Ver um bando de idiota dizer que ele é isso, é aquilo, que deveria ser assim, fazer daquele jeito, mexer pra cá, pra acolá. Porra, achem o que fazer da vida! Deixa o cara reclamar e esbravejar!

Minhas críticas ao texto são meras dúvidas quanto ao teor do mesmo. Não reclamo, nem tenho o direito para tanto, com o fato do Huck, rico, famoso, ter tido espaço num jornal para vociferar sua revolta com o estado da segurança pública. Pelo contrário. Se ele conseguir (conseguisse, né) mudar alguma coisa, seria lindo.

Se o José Silva de Diadema é assaltado ninguém descobre, mas se o Huck for todo mundo sabe, melhor usar isso pra deixar clara a situação drástica que esse país se encontra de pré-Guerra Civil. Quem reclama do Huck reclamando é esse povinho nojento que prefere dizer que o povo brasileiro tá super bem, que tem coisa mais importante do que um riquinho ser roubado, que isso é divisão de riqueza.

Só sei que tem muito idiota nesse Brasil. A cada dia a cota aumenta exponencialmente. Dá um medo…



Uma M… de revista
8-novembro-2007, 8:37
Filed under: Abobrinhas

 

Comprei a Revista M…, no caso em sua segunda edição, com a foto da menina morta avistando o Pão de Açúcar. Primeiro, à foto. Segundo, à revista.

A foto é o resultado de um ensaio fotográfico do Max Mourne com a lindíssima Anne Marie (que sabe-se lá por que caráleos não tem sobrenome… talvez queira ser como o Seal, só que composto) sobre uma menina que vive e perambula pelo Rio, culminando em sua derradeira e finalíssima morte nas pedras perto do Porcão Rio’s. A menina é linda, o ensaio é muito bem feito (com algumas fotos ruins, mas a idéia é excelente) e todo o furor e o clamor pela tortura e prisão dos envolvidos com esse ensaio foi deveras desnecessária. Talvez só somos assim porque vemos verdade em fotos artísticas. Alguém lembra de um filme fictício que causou certo clamor a bem pouco tempo? Pois é, né…

A revista é deveras interessante. Como um Pasquim novo, mais mUderno e bUnitinho. A proposta é interessantíssimas, as entrevistas idem. O projeto gráfico é invejável, e espero que essa m… faça o sucesso que merece. Ainda tem o Fernando Caruso, amigo meu, tentando ser artista. Vale a revista só pra ver isso.

Acessem o site: http://www.revistam.com.br/. Tem tudo lá. Mas adoro ler e ver coisas fisicamente, no papel. E que papel, diga-se. Altíssima qualidade.



Uma grande duma babaquice
1-novembro-2007, 6:26
Filed under: Diatribes

Vou defender minha classe. Um produtor de uma rave foi taxado homicida porque jovens resolveram falsificar indentidades e levar drogas escondidas para serem consumidas dentro do evento é um absurdo completo. Não o conheço, não sei nada sobre ele – mas mesmo assim, e de acordo com os relatórios que dizem que ele cumpriu todas as normas de segurança e assistência médica, foi cooperativo com toda e qualquer descoberta de drogas em seus eventos.

Foi a mesma ladainha quando os moleques que morreram no Civic na Lagoa entraram na Sky Lounge com carteiras falsificadas, beberam até cair e depois sairam pela cidade a 300km/h sem fazer curva – culpar o estabelecimento pela morte idiota e inconseqüente daqueles adolescentes é tão absurdo quanto cobrar de um produtor de eventos a responsabilidade pela estupidez de quem vai aos shows. Imagina agora todo e qualquer produtor ser responsável por absolutamente tudo o que acontece, mesmo sem a menor possibilidade de participação da produção.

Menina é assediada sexualmente ou estuprada – o produtor vira cúmplice?
Garoto tem revertério com o cachorro-quente vendido na banquinha, engasga no próprio vômito e morre sufocado sem tempo de ser atendido pelo departamento médico – homicídio?
Moleque sobe ao palco, e antes de ser pego pelos seguranças se atira do palco, caindo errado e qubrando o pescoço – negligência por não ter impedido o dito cujo de ter subido ao palco e voado de lá?