Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Corra que a Polícia vem aí
10-dezembro-2007, 2:44
Filed under: Música

Já tinha os visto em Baltimore, então a graça de pagar trocentos mil reais para vê-los no Maracanã foi se perdendo ao longo das semanas em que se vendeu ingresso. No dia que abriram as bilheterias, me deu uma vontade do cacete de passar o cartão e morrer numa grana absurda para vê-los de novo. Mas passou rápido, para o deleite da minha conta bancária.

Achei estranhíssimo, diga-se, quando apareceu o puta anúncio do show dos caras sem patrocínio algum nos jornais. Depois soube (informação privilegiada de quem é do ramo, como eu) que a banda não havia aprovado a arte com os patrocinadores, então ligaram o es-adof e mandaram sem o patrocínio mesmo – o que só pode ter irritado profundamente quem investiu milhões e milhões na joça do show. Suspirei aliviado – se no primeiro dia de vendas já tava essa zona, na hora do vamos ver ia ser bem pior.

Pois bem, aguardei, sem nenhuma ansiedade, o dia chegar para que eu pudesse, com calma e tranquilidade, ligar meu aparelho de televisão a cabo e ver no canal 42 esse super duper hiper evento. Apesar das reportagens do Fantástico, da procura absurda por ingressos, de toda a mídia animadíssima pela parada, não encontrei um alvoroço necessário para satisfazer meus anseios – sei lá, parecia tudo um pouco xôxo demais. Sem tanto furor quanto, por exemplo, o show do Roger Waters. Não vou nem usar o exemplo dos Rolling Stones porque aí é sacanagem.

Quando liguei o bendito canal na hora do show me deparei com a apresentação dos Paralamas – e descobri que não era ao vivo a transmissão. Tinha um delay, mais que justificável, e tive a oportunidade de pegar o Herbert tocando com o Andreas Kisser. Olha, podem falar o que quiser – o Andreas é irado e pronto. E o Herbert tava bem, por incrível que isso pôde aparecer pra mim. Sou fã de carteirinha do Bi e do Barone, agora o Herbert não dá. Desculpem.

Mesmo assim assisti com gosto ao show, que foi muito bem executado (como o esperado) e até com algum fogo, difícil devido à imobilidade forçada do Herbert e determinada do Bi. Coube ao Barone roubar o show, como de costume, e os convidados não fizeram feio. O público me pareceu deveras parado, e seco, frio, mas achei que isso fosse mudar quando os porcos fardados entrassem.

Ledo engano meu. O show foi mega sem sal, o público idem. Sting parecia em automático, e não demonstrou nada do que tanto gostei no show de Baltimore que vi. Parecia simplesmente contente em estar lá – ganhando rios de dinheiro às nossas custas. Copeland é um monstro, e tava bem. O Andy é aquela figura secundária de sempre, fazendo o básico pra acompanhar geral e ficar quieto no canto dele antes que leve uma saraivada do baixo do Sting ou uma baquetada do Stewart.

No geral, nem consegui achar saco pra ver o show inteiro. Soube que o resto foi mais do mesmo, com os caras lá, tocando e geral, ali, assistindo. Nada de antológico, nada de fantástico. Simplesmente um show do The Police.

Corrigam-me se estiver errado.

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1 Comentário so far
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Você não está errado…quando a gente vê pela tv perde toda graça. Eu estava lá e me diverti bastante, o som estava muito bom e o pessoal (perto de mim) dançou, cantou e pulou bastante (só para reclamar das costas e joelhos depois). Eu vi pela tv depois e nem parecia o mesmo show, na tv a gente acaba prestando atenção a todos os defeitos. Valeu pelo menos 80% do dinheiro que paguei no ingresso.

Comentário por Karine




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