Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


A melhor banda desconhecida do mundo (I)
29-fevereiro-2008, 2:17
Filed under: Música

The Dear Hunter. Guardem esse nome. Representa a melhor coisa que já ouvi daquele lado do Atlântico em muitos, muito anos.

Acabei de curtir, mais uma vez, os dois atos dos excelente álbums dessa banda. Liderada por Casey Crescenzo, ela começou como projeto paralelo para as músicas não aproveitadas da sua então banda The Receiving End of Sirens. No inverno de 2005 Casey fez uma demo de Dear Ms. Leading, em dez cópias queimadas para seus amigos, e o resto foi deixado para divulgação de boca-a-boca – além de ter deixado esse demo para download na internet. O primeiro show da banda, em fevereiro de 2006, ocorreu como banda de abertura da sua principal.

Em vista deste novo projeto, em maio de 2006 o Casey saiu da The Receiving End of Sirens e começou a trabalhar pra valer no primeiro álbum de estúdio do TDH. Expandindo o conceito para um projeto de uma história em seis álbums, situada no começo do século XX – sobre nascimento, vida e a morte abrupta de um garoto, conhecido somente como ‘The Dear Hunter’ na história. Em 2007, entrevistado pelo site Absolutepunk.net, Casey disse ter a história completa do ‘The Dear Hunter’ demarcada, com cada ato tratado em 1-3 páginas.

Act I: The Lake South, The River North foi lançado pela Triple Crown Records em setembro de 2006.

Com uma renovada formação, visto que o EP fora gravado somente com a ajuda de seu irmão, a banda entrou em estúdio no final de 2006 para lançar o segundo ato do conceito. No começo de 2007 as gravações foram concluídas – mais ou menos no mesmo tempo da banda aparecer como as ‘100 bandas que todos deveriam conhecer em 2007’ da Alternative Press.

Act II: The Meaning of, and All Things Regarding Ms. Leading foi lançado em maio de 2007, somente oito meses depois do primeiro lançamento. Desde o lançamento do segundo ato, a banda já fez turnê com As Tall As Lions (uma próxima banda para esse segmento do blog), Saves the Day, Say Anything, Chris Conley, The Format, Scary Kids Scaring Kids and Boys Night Out. Em novembro do ano passado a banda iniciou uma grande turnê com Circa Survive, Ours e Fear Before the March of Flames.

Um pouco antes dessa turnê com o Circa, Josh Rheault e os irmãos Sam and Luke Dent deixaram a banda. Entraram temporariamente dois membros do As Tall As Lions, Cliff Sarcona e Julio Tavarez, além do Andy Wildrick do The Junior Varsity. Agora, dia 14 de fevereiro, o guitarrista Erick Serna anunciou uma turnê com as bandas The Fall of Troy, Foxy Shazam e Tera Melos que começa dia 18 de abril.

Tendo terminado recentemente a gravação do clipe de ‘The Church and the Dime’, eles anunciaram que estão trabalhando em nove álbums, um para cada tipo de cor do espectro óptico, com vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, indigo e violeta fazendo parte do projeto – e preto e branco servindo como encartes. Pretendem usar diversos convidados, explorando inúmeros generos musicais. Não se sabe como esse projeto influenciará a antologia ‘The Dear Hunter’ – para qual ainda faltam quatro atos. Creio eu ser uma prova clara de que criatividade não condiz com ordem.

Existe um livro do Act II: The Meaning of, and All Things Regarding Ms. Leading sendo feito. Kent St. John foi escolhido para ilustrar o livro, e o progresso pode ser visto em seu blog.

No mais, é preciso escutar com cuidado as músicas, deixando com que cada pequeno detalhe não passe desapercebido. E olha que são detalhes demais, que crescem e cadenciam a música, que tornam cada vez mais brilhante o trabalho de Casey. Vejam só as resenhas apaixonadas e apaixonantes das pessoas que tiveram o prazer de escutar esse trabalho fenomenal. The Dear Hunter é, de longe, minha aposta de melhor banda deste ano.



Justiça feita
28-fevereiro-2008, 3:51
Filed under: Esportividades


(uma traíra, pra todos entederem a referência)

Leandro Amaral, a partir de ontem, teve seu contrato com o Fluminense anulado. O Vasco ganhou a causa da 23a Vara Trabalhista, através do Juiz Musio Nascimento Borges.

Para os que não sabem até agora, o Leandro se recusou a deixar o Vasco renovar seu contrato ano passado – mesmo tendo uma cláusula no mesmo que desse direito ao Vasco para renová-lo unilateralmente. Acontece que o Vasco não aceitou essa situação, continuou com seu contrato prorrogado até o final de 2008 e Leandro entrou na Justiça para conseguir assinar um contrato (inválido legalmente, mas suportado pela liminar que acabou conseguindo) com o Fluminense.

Acontece que agora, apenas três meses após o Vasco ter renovado unilateralmente o contrato do cara, e pouco mais de dois meses depois dele ter conseguido a liminar que deu respaldo ao seu contrato com o Flu, ele volta para o lugar onde nunca deveria ter saído depois de ter sacaneado o Vasco: fila dos desempregados.

Se o Fluminense insistir em tê-lo, podem pagar a multa de nove milhões de reais que os direitos federativos do jogadores serão facilmente passados. Essa nova corja do futebol, que consegue mais maquiavélica que o próprio demônio do Eurico, não vai conseguir extrapolar (ainda) as eferas da Justiça. Leandro estava sob contrato com o Vasco, que podia, no contrato, renovar unilateralmente por mais um ano seu compromisso profissional com o clube. Nada mais justo o Vasco ter exercido essa opção pensando no que era melhor para o clube – manter o melhor atacante do país em seu plantel.

Atacante esse que estava completamente afastado do futebol, amargando as camisas de times de poucas expressão e no Vasco teve a chance de voltar a brilhar. Mostrou sua lealdade com o clube que o ressuscitou o traindo e indo para um rival. Agora espero que coma o pão que o diabo (pode ser o Eurico) amassou. Para aprender que não se foge tão facilmente da Justiça. Não se pode simplesmente renegar contratos assinados. É preciso ter um mínimo de comprometimento com o clube que o contata, paga seus salários em dia e o tem sob contrato.

Tomara que eu ainda veja muitos outros desdobramentos deste caso. Quero ver o que dirão os advogados do Fluminense (leia-se Unimed, que é quem manda naquela porra), o que dirá o filho duma égua do Leandro. Quero vê-lo deprimido, chorando pelos cantos, triste por ter feito tamanha desfeita com o clube da Colina.

Ou que o Fluminense pague logo os nove milhões. Nada é impossível com o dinheiro dos correntistas da Unimed, que pagam para ter um plano de saúde, não uma empresa de gerenciamento de futebol. Seria a melhor opção. Todo mundo sairia rindo.

Eu incluso.

updeite: o Fluminense, num caso raro, deixou Leandro a ver navios e tirou seu cavalinho da chuva. O que prova, claro, que aliciou sim o jogador e agora está com medo que isso volte pra cima do clube. E, pelo visto, vai voltar sim. Leandro não apareceu nos treinos do Flu. Isso ainda vai dar história. Ah, se vai.



Fucking Matt and Ben
26-fevereiro-2008, 9:08
Filed under: Abobrinhas

O que a maioria dos americanos já sabe, pouca gente, acho eu, sabe. Sarah Silverman é namorada do Jimmy Kimmel. Sarah é uma comediante que até fez as honras no Oscar passado – irritando e esculachando a Paris Hilton. Acho ela um pouco ‘over-the-top’, mas o que ela fez com seu namorado de cinco anos em seu programa foi impagável. Dia 31 de Janeiro, ao ser entrevistada por ele, ela declara que fez algo impensado, num momento difícil entre os dois… eis o resultado:

Depois da hilária música ‘I’m fucking Matt Damon’, Jimmy não podia deixar de dar o troco em sua namorada. Pegou o Ben Affleck e montou a música ‘I’m fucking Ben Affleck’ com nada mais, nada menos que Brad Pitt, Harrison Ford, Cameron Diaz, Joan Jett, Macy Gray, Robin Williams, Don Cheadle, Pete Wentz do Fall Out Boy, Perry Farrell, Benji e Joel Madden do Good Charlotte, Lance Bass do n’Sync, Huey Lewis, Josh Groban, McLovin do Superbad, Christina Applegate, Rebecca Romijn, Dominic Monaghan, Meatloaf e alguns mais! Uma resposta mais do que brilhante!

Sempre acho fantástico quando artistas se unem para fazer esquetes brilhantes e originais como essa. Não custa nada e o resultado, para nós fãs, é um vídeo inesquecível de um humor ímpar. Pena que Jimmy Kimmel não passa aqui. Seu humor é bem diferente do Jay Leno e do David Letterman – ele faz questão de ser mais provocador, mesmo porque não é um ícone da televisão americana, então pode se dar o luxo de fazer mais do que manda o figurino. Esse é um caso. Simplesmente sensacional.



Um tributo do coração
25-fevereiro-2008, 7:53
Filed under: Música

Sexta-feira santa será um dia especial pra mim. Não porque eu nasci numa sexta-feira santa. Não porque é uma data especial no calendário de todos aqueles que seguem alguma das múltiplas religiões ocidentais.

Dia 21 de Março é dia do Tributo ao Los Hermanos no Circo Voador, Rio de Janeiro.

Um evento que estou tentando fechar desde o ano passado, sempre sem sucesso. Mas agora vai. Estou convidando músicos de várias bandas de renome no cenário indie carioca e vamos montar um show inesquecível – de fãs para fãs! Vamos chamar o público para subir ao palco para cantar! Vamos tocar, com sorte, com o trio de metais dos Hermanos!

Mario Mamede do Moptop, Melvin do Carbona, Pedro Buarque do Cinzel, César do Manacá. Uma banda de respeito para um evento que espero ser o começo de muitos tributos. Ainda quero levar esse tributo aos Hermanos para as maiores capitais do país, se conseguir apoio e tiver sorte na empreitada.

Espero poder mostrar todo o meu carinho por esses quatro caras que me fizeram sonhar, rir, chorar, cantar e gritar. Será um tributo do coração, para uma banda que tanto admiro, sigo e venero.

Compareça, quem puder, à esse tributo que é tão querido e pelo qual batalhei tanto para promover e produzir.

Vote nas suas músicas prediletas aqui, aqui, aqui ou aqui. As 15 mais votadas estarão no tributo. Obrigado!!

updeite: Mudou o esquema do Tributo! Devido à problemas de agenda e de gravação dos músicos, optei por pedir à bandas que tocassem as músicas que tanto gostamos. Fica até um esquema melhor, onde cada grupo pode impor sua identidade nas músicas dos nosso queridos Hermanos.

Confirmadas até hoje, dia 4 de Março, estão Columbia, Cinzel, 3Steps, Nizamba e possivelmente Napolitanos – e ainda podemos ter Autoramas e Leela! Vai ser um evento memorável!!

O preço foi fixado em R$30 a inteira – R$15 a meia! Comprem seus ingressos na bilheteria do Circo ou no Ingresso.com. Vamos lotar o Circo!!



Meu direito de resposta
21-fevereiro-2008, 3:32
Filed under: Politicalidades

Acho justo ter meu direito de resposta aqui, no meu blog, a cerca do meu comentário desse post do Bruno Medina, no G1, sobre o fim da era Fidel:

Cara Vana,Imagino eu que seu comentário tenha sido direcionado a mim. Afinal, em nenhum momento o ‘Medina’ entrou em jogo, e visto que falaste em ‘comentário’, eu tomo para mim suas críticas. E vamos começar pela sua absurda e ridículas acusação de que eu não tenho cultura.

“Possivelmente, você foi atrás do google, leu uma matéria bem rasa da revista Veja e vomitou toda a sua pretensa sabedoria sobre Fidel.”

Dizer que só sei o que acontece em Cuba pela Veja e Google é no mínimo me chamar de burro. E de longe não me enquadro nesse subgrupo. E não sei daonde você tira tamanha pretenção em me julgar tão facilmente. Pretenção é a sua, e incoerente e francamente estúpida é a sua opinião.

“Dizer que Fidel implantou uma ditadura em Cuba (com todos os significados ruins que essa palavra possui) é ser, no mínimo, incoerente com a história e com o próprio pensamento da maioria dos cubanos. Fidel não é esse monstro que a mídia construiu ao longo da história e nem mesmo esse senhor maldito que amordaça os cubanos em torno dos seus próprios interesses.”

Quero que você me diga em que parte do meu comentário eu disse que ele é (era, né, já que pediu pra sair) um ditador. Disse que ele sempre foi um péssimo governante, que não soube aproveitar seus ideais e transformou Cuba numa piada.

“Fidel tinha um ideal. Existia naquela revolução uma identidade latino-americana cujo principal objetivo era a liberdade do povo, lutando por melhorias condições de vida, mais educação e oportunidade. Pode ser que Cuba não tenha conquistado tudo isso, mas aquela ilha se tornou exemplo de resistência justamente porque, mesmo pequena, esqueceu o sentimento de colônia e passou a se ver no espelho como uma terra tão importante como qualquer outro país desse mundo.”

Se excluindo do mundo real, inventando uma maneira errada e prejudicial de governo e se tornando inimigo de bobeira da maior potência econômica do mundo, lutando pra fazer questão de não se adaptar ao resto dos países e batendo de frente com toda e qualquer linha de pensamento moderno que tornava seu governo obsoleto e ineficaz é digno de louvor? Faça-me o favor!

“Uma ditadura poda os nossos sonhos, elimina os nossos ideais, apaga a nossa esperança, nos tira a vontade de lutar por algo que realmente vale a pena. Será que somente o povo cubano passou por isso?”

Não, mas isso não tira o peso do babaca do Fidel de arruinar a vida das pessoas que sempre procuraram nele um líder justo e decente. Roubou dos seus súditos como tantos outros fizeram – mas não tiveram tamanha cara-de-pau de se promoverem como salvadores e plenos governantes de um povo miserável.

“Será que nós, que nos julgamos tão livres, não vivemos isso diariamente? Será que esse sentimento de colônia ainda não faz parte da gente?”

Se você vesta a carapuça de colonizada, não jogue isso pro meu lado. Acredito na democracia e no livre comércio pois esses estabelecem a melhor forma encontrada, até hoje, de se promover crescimento de um país e estabilidade política do mesmo. Se houver, em algum momento futuro, alguma outra forma de governo que julgue ser melhor, defendê-la-ei com afinco.

“Então me diga, meu caro, quem realmente vive numa ditadura atualmente? Porque, pelo menos, em Cuba havia um sonho de um mundo melhor. E se eles não conseguiram, pelo menos lutaram para chegar perto.”

Garanto que não somos nós, povos de regimes democrácios de voto direto que sofremos com mazelas de um regime ditatorial. Quer dizer que lutar vale o resultado, mesmo que este seja infinitamente inferior àquele que conquistaram povos que não lutaram por ideais fracassados? Mesmo que isso signifique sofrer com embargos econômicos, se distanciar do mundo em quase todos os sentidos, sofrer com a falta de infra-estrutura e prosperidade, ter de aceitar, a força, um regime que não provém o que há de melhor para seu povo? É completamente irracional esse argumento – digno de quem defende com ardor os ideias de Marx e Engles no seu ‘Manifesto’ transloucado.

Acredito eu que lutar por um lugar melhor é papel de todos no mundo. Todos aqueles com o mínimo de bom senso, ética (palavra tão dúbia e complicada) e educação. Encontramos, como sociedade, no mundo, no regime democrático, o caminho mais justo e aceitável de governo.

Tenho sim capacidade de julgar um governante que tanto fez errado em cinqüenta anos de governo. Governante esse que falhou em sua meta principal de um país melhor para seu povo. Me sinto no direito de expor minhas opiniões, mesmo que difiram das suas. E não mereço ser julgado tão brevemente, e com tamanha certeza, por uma pessoa que não me conhece e não tem o direito de se achar no direito de proferir tamanhos insultos em minha direção.

Se você quer discordar de mim, sem problemas. Mas não se ache no direito de me julgar, pois aí é que existe uma completa perda de razão. E de educação. Se você é mesmo jornalista, entende que tudo é imparcial. O que acho, acho e vou continuar achando. Não me interessam seus julgamentos pueris e patéticos. Fico contente que tenha instigado em você tamanha repulsa. Irritar quem não sabe dialogar é incrivelmente satisfador.

E se o povo cubano é tão diferente desse que descrevi, quero que pergunte aos milhares que tentar cruzar 120km de mar aberto em jangadas o que eles acham do seu incrível libertador, do seu líder maravilhoso, justo e perfeito. Quero que você me diga o que no governo do Fidel faz dele um exemplo a ser seguido. Quero que você me diga o que justifica uma fortuna de quase meio bilhão de dólares de uma pessoa que, em tese, é pra dividir tudo com seu povo da maneira mais comunista possível.

Fidel será uma mera nota de rodapé da História. E merece menos. Deverá ser exposto em museus como todos os marxistas vivos – um belo estudo da psique humana e suas falhas de raciocínio.



On the Pope’s account
20-fevereiro-2008, 9:27
Filed under: Cinemalidades

Primeiro foi a decisão, equivocada, de não levarem o ‘Tropa’ para os Oscars desse ano. Já seria o suficiente para instaurarmos uma CPI do AEQMPSDC (Ano em que meus pais sairam de casa). Duvido que alguém consiga falar esse anagrama bem rápido. E, vejam só, que parte da CPI investigaria o Partido Social Democrata Cristão. Aí tem coisa…

Pois bem, não foi ao Oscar o nosso querido ‘Tropa’. Tentaram jogar o filme no chão, chamando-o de fascista, nefasto, cruel, violento demais. Tentaram derrubá-lo de todas as maneiras possíveis. Depois de mostrarmos ao mundo o Central do Brasil e o Cidade de Deus, ainda têm a coragem de dizer que no ‘Tropa’ mostrou-se muita violência. Façam-me o favor, né.

Má não é que nosso fanfarrão levou um ursinho pra casa? Não é que o Capitão Nascimento mandou um ‘Pede pra sair, “A Prairie Home Companion”!! Pede pra sair!’. Foi incrível e maravilhoso ver o Comandante Padilha e seus súditos lá no palco, tomando conta do mundo por alguns instantes.

No entanto, apesar de todas as minhas louvações ao nosso TDE, não dá pra acreditar na cara-de-pau de certas pessoas. Pessoas essas, claro, que não podiam ser qualquer coisa além de políticos. Esses marmanjos eleitos por nós, burros de plantão, que adoram inventar merdas pra ocupar o nosso tempo de plenário e deixar o dia-a-dia no Rio, e no Brasil também, mais divertido.  O diretor-geral do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Marcus Monteiro, hoje, descartou qualquer possibilidade de tombar como patrimônio cultural do Rio o uniforme preto e a insígnia da caveira do Batalhão de Operações Especiais (Bope), como deseja o deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Tombar os hômi? Pra que caráleos faríamos isso? De onde vem essa idéia estapafúrdia desse neandertal desse deputado? Patrimônio Cultural é aquilo que temos de melhor no sentido de móveis e imóveis que representem nossa cultura. Desde quando um uniforme e uma (pasmem) caveira com duas facas atravessadas é cultura?? Cada vez mais fico embasbacado com o nível de joselitismo das pessoas que tomam conta desse país.

Se encontrasse o deputado Bolsonaro na rua, só teria duas coisas a dizer: ‘Ask to quit, Bolsonaro… you never will be.’



Adeus, discursos proféticos de onze horas
19-fevereiro-2008, 8:09
Filed under: Politicalidades

Existe um certo romantismo inerente à figura do Fidel que pouco condiz com o atroz governante que ele foi. Não há louros belos na sua conquista, junto com Che, de Cuba. Não há motivos para enaltecer sua vitória na Baía dos Porcos, e muito menos a decisão de transformar a ilha em depósito de mísseis nucleares russos.

Esse foi um tirano que conquistou as mentes frágeis do seu povo inventando um inimigo maior e mais poderoso – EUA – para culpar em todas as mazelas criadas principalmente por sua péssima administração do país. Os princípios comunistas, tão defendidos, fariam, na prática, Marx revirar-se no túmulo. Por mais que deteste as idéias e ideais marxistas, por considerá-los utópicos e irreais, o que se viu e se vê em Cuba é um claro retrato que esse tipo de governo simplesmente não funciona.

Com uma fortuna estimada em quase MEIO BILHÃO de dólares, é bem fácil repudiar tudo o que esse crápula fez com o seu povo. Digno de uma educação e uma saúde ímpar, é indiscutível que esse país seria bem melhor caso houvesse abertura comercial plena, com respaldo das Nações Unidas (por mais falida que seja essa instituição, ainda serve de parâmetro para muita coisa) e respeito de todos os países do mundo – tal como a China, que no seu governo brutal achou caminhos para se tornar, em breve, a maior força mundial. Isso o Fidel nunca conseguiu nem nunca conseguiria.

Raulzito vai tomar conta do país ao invés do irmão. Vai demorar até que consigamos vislumbrar uma saída para esse povo e esse país. Enquanto isso, vamos curtir o Buena Vista Social Clube, fumar nossos Cohibas e assistir na televisão mais uma tentativa frustada de imigração ilegal aos Estados Unidos naqueles barquinhos feitos de papelão.

Hasta las pequeñas victorias, siempre. Hoje foi uma. Quando ele for enterrado, pra sempre sendo lembrado só como um mito, um ponto nos anais da história a ser estudado e nunca repetido, será o dia da grande vitória.