Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Campinas e o mestrado
1-abril-2008, 12:20
Filed under: Perfil

Cheguei em Campinas no sábado completamente troncho da viagem. 7h num ônibus leito é bem pior do que a encomenda. Apesar do bando reclinar por completo, prefiro dormir de barriga pra baixo, o que é impossível numa cadeira. Trevas.

Às 7h15 já estava na porta da FGV de Campinas. Um prédio lindo, antigo, cheio de história pra contar. Soube que era um antigo colégio. O porteiro me deixou entrar após uma certa insistência minha. O instituto só abriria pelo menos meia-hora mais tarde.

Às 8h, prontamente, me encontrava na sala XI. ‘MBA Pleno – Master in Business Administration – Ohio University’ dizia a placa. Reluzente, linda, perfeita. Fiquei sozinho na sala, instalando meu laptop e me enturmando com os arredores.

Começaram a chegar os mestrandos. Um por um, fui me apresentando. Todos, de fato, bem mais velhos. Alguns médicos, um advogado, diversos diretores e donos de empresa. Fiz questão de entregar, de mão em mão, meu cartão de negócios. Fiquei extremamente feliz, e surpreso, por ter sido o único a pensar em fazer isso.

A aula é de 8h às 18h. Sim, isso mesmo, dez horas. Existem dois breaks. Um às 10h e outro um pouco depois das 13h. Ambos são de no máximo uma hora. Com isso conseguimos encurtar a aula até as 17h. O professor estava muito gripado, tendo vindo de um congresso em Machester onde pretende extender o programa de mestrados e phDs.

Fora a impossibilidade de gravar sua voz – ora fanha, ora inesistente -, a aula foi um espetáculo. Realmente é outro esquema esse de mestrado. A expectativa do professor é outra. A do aluno idem. Tudo flui com muio mais facilidade.

Consegui na volta de Campinas carona com um colega de turma até São Paulo. Um cara fantástico que me deixou na porta da Rodoviária Tietê tendo rejeitado toda e qualquer oferta minha de dividir qualquer um dos custos. Nem o pedágio pude pagar, pois como ele é originalmente de Campinas e está sempre indo e vindo, tem o Passe Livre e não pára nos pedágios. A conversa fluiu de maneira incrivelmente despretenciosa. Estava com muita saudade de conversar negócios e estudos. Senti muita falta de não ter feito mestrado antes. Mas agora estou aqui, fazendo um programa absurdo, numa parceira com a alma mater do meu querido pai, feliz da vida.

Um fim de semana estranho esse. Tão alegre, tão feliz, mas tão triste e abalador. A vida continua.

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