Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


A falta que o cinema faz
17-junho-2008, 3:17
Filed under: Cinemalidades

Há tempos não consigo mais sentar meu rabiosque numa sala de cinema para assistir algo. Entre a correria do trabalho, reuniões mil (que em breve gerarão frutos fantástico, podem apostar) e meus estudos, não tenho tido tempo para me dedicar à minha segunda maior paixão.

Vivo tentando achar tempo para conseguir ver tudo o que queria. Tem desde pipocões como o novo ‘Hulk’ e ‘Fim dos Tempos’ a ‘Antes que o Diabo saiba que você está morto’, toda vez que passo em frente à alguma sala, sem tempo nem de pensar, peno pelo fato de não poder conseguir achar tempo para ao menos me deleitar por duas horas em algo que me dá tanto prazer.

Cinema é realmente algo que agrada, pelo menos a esse que vos escreve, como uma saída, puerilmente momentânea, dessa correria e desse mundo tão cruel. É possível, em duas horas, conseguir assistir a algo que me faça sonhar, sorrir, chorar, me imergir em fantásticos ambientes, históricos acontecimentos, relacionamentos que queria ter tido. A telona me convida a existir, por instantes, em lugares paralelos, regojizando em acontecimentos fictícios mas verdadeiros o suficiente para que eu consiga senti-los.

Raramente saio da sala de cinema sem um sentimento diferente daquele que entrei. Se o filme é triste, saio devastado. Se é alegre, saio jubliante. Se é pensativo, aquilo me domina por dias a fio equanto tento decifrar o enredo ao máximo – muitas vezes voltando ao cinema para assistir ao filme de novo a fim de melhor entendê-lo.

Sou fascinado por essa arte, que consegue transpor tanta coisa em tão pouco tempo. Filme ruins são ruins a beça, e irritam profundamente. Mas até esse sentimento de irritação tem algum valor intrínseco. É um sofismo fudido eu brincar de fazer isso, mas é o que acontece mesmo. Disgosto nada mais é que um gosto diferente.

Comprei um PS3 pelo entretenimentos dos jogos mas muito porque ele também é um tocador de blueray, essa nova mídia que promete, e cumpre, trazer imagens expetaculares à minha mísera tela do televisor. Posso vislumbrar a possibilidade de ver ‘Coração Valente’ em uma majestosa míriade de cores que até agora não foi possível. Uma demonstração de nitidez antes só conseguida pelos nossos próprios olhos. É essa tecnologia que transporta o real para dentro de nossos lares.

Hoje vou ao cinema. De qualquer jeito.

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