Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


BlogCamp RJ
29-setembro-2008, 3:41
Filed under: Abobrinhas, Blogroll, Perfil

Estive lá no NAVE no sábado com a linda Viva pra ver qualé dessa parada de BlogCamp. Pra ser bem sincero, eu pouco sabia do que se tratava – e foi uma grande surpresa tudo o que ocorreu. Me inscrevi tarde pracas, mas felizmente pude sentar com pessoas incríveis e discutir vários projetos interessantíssimos.

Dentre tantas pessoas excepcionais, as conversas com a sempre maravilhosa Alê Felix, o Pedro Jansen do Yahoo! Posts e o Mack do Videolog me deixaram com inúmeras pulgas atrás da orelha. Pulgas boas, incitantes.

Em primeiro lugar, o NAVE é algo de especial. Que lugar fantástico. Uma proposta ímpar de conhecimento e educação que nunca tinha visto antes. Meus filhos, com sorte, estudarão lá.

Depois de acrodar mal e porcamente, olhar para o lado de fora da janela e ver a chuva cair, levantei-me com certo pesar e me dirigi ao telefone – que tocava com o display que dizia ‘Viva’. Ela já tinha me ligado, mas o torpor matinal tinha se instaurado e eu permeava entre o consciente e o inconsciente até ela me ligar pela segunda vez, vejam so!, se desculpando pela demora. Não sabia se tinham se passado treze segundos da primeira ligação. Prontamente me dirigi ao banho, longo e demorado, e desci.

Com a linda, perfeita, maravilhosa Viva eu caminhei até a grande fachada da NAVE. Viva me contava mundos e fundos sobre o lugar, e eu lá, ansioso para saber qual era da parada do lugar – e, depois, do evento. Chegamos por volta das 10h, e o BlogCamp ainda se encontrava um tanto morno. Também pudera. Esperar que cariocas se levantem sãos e contentes às 9h para falar de tecnologia, negócios, conteúdo e afins é um tanto demais. Melhor marcar às 5h e saber que todos chegarão virados.

Com uma mesa de comes-e-bebes, a festa começou. A Viva encontrou uma penca de gente que ela conhecia e adorava. Aliás, a Viva é um espanto no que diz respeito à essa comunidade blogueira – não bloga e é conhecida, reconhecida e amada por todos. Brincadeira.

No salão principal, com direito à inúmeros puffs gigantes para o deleite deste preguiçoso-mor aqui, a introdução, dada pelo Bruno e pelo Mack, começou. A insônia deles e a paixão pelo que estava a fazer foi uma coisa maneira de se ver. Muita gente aglomerada, um reencontro com o Joselito do Estraga Filmes (que não via desde a despedida do Alex Castro na Cinelândia… lembram?), e muito papo geek deixaram a impressão que me divirtiria ainda mais do que eu esperava.

Mas antes tenho de informar uma coisa me deixou um tanto estupefato. Quase 11h, durante a palestra inicial, conversa-se levemente sobre twittagem e afins. Eu não conheço direito o Twitter, nem sei bem se me interessa muito. Pra mim é o mIRC renovado. Posts sobre qualquer coisa em menos de 140 caracteres.

Pois bem, analisando a trupe ao meu redor, uma grande maioria teclava alegremente em seus laptops ligados à rede wifi fenomenal do NAVE nos seus respectivos canais do Twitter. Sequer olhavam para o para o palestrante. Somente escutavam e repassavam as coisas para o canal do Twitter. Surreal.

Pior, um casal do meu lado entrou no SecondLife deles pra fazer sabe-se lá o que. Entraram em algum lugar patrocinado pela FIAT (pasmem, sério, pasmem) e ficaram andando em seu Punto virtual. Soube depois que tem palestra que é dada no local e muita gente fica de costas. Laptop no colo, streaming da palestra através do site do evento e o palestrante lá, atrás deles, falando ao vivo e em cores, com os membros da platéia nas telas dos seus respectivos computadores, ouvindo e vendo o palestrante na telinha de vídeo do site do evento ao invés de olharem pra frente do salão e assistir o que o cara tem a dizer. Absolutamente surreal.

A conversa sobre business no espaço ao lado do salão principal me fez pensar em inúmeras respostas para vários problemas que surgem na minha cabeça com relação ao que faço profissionalmente. Se tudo o que estiver pensando agora der certo, fudeu. Tomo conta do Universo.

Depois de conversas sobre negócio, um início de uma ONG voltada para a democratização digital, eram 15h da tarde e reparei um dado interessante. Virei para a Viva e constatei que não tinha tido uma conversa sobre futebol ou mulher. Era realmente uma reunião de nerds.

Alê deu uma aula do que é conteúdo na derradeira palestra do dia, e o Pedro do Y! teve de se virar pra mostrar que os caras do Y! Posts não são uma corporação maldosa que quer se apropriar indevidamente dos postadores. Vida de representante de multinacional é assim.

À noite, no BoteCamp, pudemos jogar mais conversa fora, rir bastante e fazer novos amigos. Muita gente nova, o Rodrigo do Jacaré Banguela é um cara ducarai, o Nababu, claro, estava lá, e muita gente que nem lembro o nome, mas que fizeram parte de um evento para o qual farei de tudo para comparecer sempre.

Blogueiro é um bicho estranho. Que bom.



A crise explicada
26-setembro-2008, 6:52
Filed under: Abobrinhas, Politicalidades

Genial a versão ‘mastigada’ da crise do subprime que acabo de ver no LLL. Vale a pena reproduzir:

Tradução da crise do subprime

É assim ó:

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO , CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F,cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

Se todos os clientes caloteiros do Seu Biu resolvessem pagar suas dívidas , a soma total seria de R$ 470,32 , mas o Banco Central vai ter que injetar no mercado algo em torno de R $ 123.525.183,21 para salvar alguns fundos de investimenos que não possuem capital para honrar os seu compromissos referentes aos clientes caloteiros do Seu Biu, evitando assim uma grave crise sistêmica no mercado financeiro .

(autor desconhecido, mas simplesmente brilhante)



Essa porra de Emo-Day
25-setembro-2008, 1:33
Filed under: Diatribes, Música

Que babaquice essa de emo-day que foi criada, aparentemente (pois não saí procurando o pioneiro desse movimento), no Nadaver.

Toda a idéia de usar ao extremo essa onda do emo está me causando desconforto. Não porque eu até trabalho com esse público (apesar de explicar melhor depois), mas porque é simplesmente um abuso, uma desnecessária jogada do agora tão famoso ‘bullying’. Está ficando cansativo demais.

Emo começou, como muitos sabem e poucos lembram, como uma vertente do hard-core, estilo musical criado a partir do punk dos anos 70. O HC nada mais era que: ‘vamos tocar muito, mas muito mais rápido o que os Ramones, Sex Pistols, New York Dolls, The Stooges pensam em tocar’. Melodias cruas, uso incessante dos três acordes e muita, muita rapidez na batida. Os Dead Kennedys (na Califórnia) e o Bad Brains (em Washington DC) formaram os ícones do novo movimento.

Desde a metade da década de 1980, especialmente quando o HC começou a significar porradaria desenfreada nos bares de Los Angeles, com polícia a postos o tempo todo, novas vertentes começaram a surgir.

Iniciou-se o movimento do Grindcore, com batidas mais rápidas ainda, mesclando os aspectos mais extremos do hardcore com o heavy metal. A maior bando do gênero é o Napalm Death, cujo batera Mick Harris foi o criador do termo “Grindcore”.

O Metalcore foi a idéia de juntar os novos estilos de metal, thrash metal e death metal, em uma abordagem ‘hardcoriana’: música e melodia simples. Estética punk, acordes punks, influência do metal.

O Crustcore é uma doença gerada a partir do hardcore. Um bando de doidos greenpeacianos, odeiam o Sistema, lutam contra pessoas que pisam nos gramados dos parques, lamentando o assassinato da flora e fauna mundial. É mais sujo que o grindcore, por mais incrível que isso seja. Vieram mais da Europa, onde esses malucos se proliferam com mais facilidade.

Chegamos, ao final, para o Emocore. Foi o movimento iniciado por bandas que queriam trazer uma abordagem mais melódica ao hardcore. Que queriam escrever não só sobre o males do sistema, mas também sobre relacionamentos, decepções e desventuras da vida. Altamente influenciados pelo indie que crescia em paralelo pelo underground da música, foi chama por um bom tempo de pós-hardcore.

O nome emocore veio da cena de Washington DC, com bandas como Embrace e Rites Of Spring. Melodias e harmonias mais trabalhadas, letras bem-pensadas, ainda politicas em muitas ocasiões, mas com estruturas mais complexas, mais rebuscadas e elaboradas. Seu ‘estilo’ começou a despontar no cenário mundial a partir da metade pro final da década de 1990.

Hoje, existe um ‘fenômeno emo’ no mundo. A nova abordagem pop da música sofrida e introspectiva que era o emocore deu uma vida estranha ao movimento. Tornou-se comum ver adolescentes, antes revoltados com suas camisas de flanela sujas, calças rasgadas e cabelo por lavar por meninos e meninas cadavéricos, com roupas justíssimas, cabelo escovado e escuro, maquiagem carregada e um ar de depressão constante. Os neo-punks pós-grunge.

Acontece que muitos acharam fácil presas esses novos garotos e garotas que levam o movimento emo, de certa forma, a sério e tratam de viver suas vidas naquela deprê e constante alienação do mundo. Negócio é que agora não tem-se mais medo dos grunges, sujo e rebeldes, e fica fácil montar em cima dos emos, frágeis e sentimentais. Existem os absurdos, claro, como sempre existiu em cada movimento, mas aparentemente há uma necessidade gigantesca em sacanear até não poder mais os que agora são os punks não tão rebeldes e marginais.

A cultura emo virou tão, mas tão pop que qualquer coisa que apareça na música para jovens é emo. Bandas de rock trabalho, quase circense, com alta influência dos Beatles como o Panic at the Disco é emo. Paramore, com sua menina limpinha de cabelo cor de fogo que toca um rock dançante é emo. McFly, que toca musiquinhas pra lá de felizes, quase um The Wonders moderno, é emo. Gym Class Heroes, que mistura hip hop e techno com rock, é emo. Catch Side, só porque tem músicas de relacionamentos e meninos bonitos na banda, é emo.

Há um grande filão mercadológico no emo true. Bandas como Fall Out Boy, Good Charlotte, Simple Plan fazem muito sucesso sendo bandas de garotos maquiados que sofrem. No Brasil, o NX Zero, pra muitos, inclusive o Rick Bonadio, seu produtor, é a maior banda do Brasil. Não há como contestar o crescimento cavalar e incrível dos garotos paulistas. Falam sobre perda e têm aquele visual mais trabalhado, o que os leva à categoria ‘emo’.

E em nenhum momento isso é algo ruim. Pelo contrário. Cada fase da música mundial inspira novos artistas e molda os caminhos para que outra fase se inicie. Se agora é a década do emo, que bom! Os anos 90 foi a década do grunge, a dos 80 a explosão do metal com o Iron Maiden, os 70 com o rock progressivo do Pink Floyd e o punk dos Ramones e Sex Pistols, os 60 com os Beatles e os Stones, os 50 com a inovação do rock no maravilhoso Chuck Berry. Isso sem contar, claro, que tem tantos outros estilos que estão in vogue agora e que sempre estiveram paralelos ao rock. Dance, hip hop, rap, sertanejo, forró, axé… muita gente aparecendo de tudo quanto é lado.

Mas só os emos levam a pior. Podia ter cansado já.



Lula nem tão lelé
23-setembro-2008, 12:54
Filed under: Politicalidades

Rafa sempre foi um cabra bacana. Sempre gostei um pouco demais dele, pra dizer a verdade. É um gordinho deslocado como eu, cheio de merda na cabeça e muito, mas muito engraçado. Acabou virando meu amigo em questão de minutos. Nunca entendi ao certo que caráleos houve em nosso fatídico dia no Belmonte do Jardim Botânico com a Viva. Vai ver é por isso mesmo que lembro com tanto carinho daquele dia.

Esse puto veio e escreveu o que pra mim é um dos textos mais legais que li sobre o nosso Calamar em muito tempo. É de um romantismo, de uma verdade tão bacana que não pude não achar sensacional. E mais: nos últimos tempos de reavaliação politico-partidária, não discordei de quase absolutamente nada do que ele disse.

Lula tem impressionado a tudo e todos. Eu inclusive. Nunca votei nele, mais porque não acreditava na sua capacidade de ser um líder fora dos sindicatos. De ser um homem capaz de representar com afinco o meu país. Depois vi que na verdade o errado sempre fui eu. Esse torneiro é justamente o que sempre precisamos ter representando o país.

Esse final de semana, com as declarações dele sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo, ele se tornou meu fruto do mar predileto. A sapiência em declarar o que ele declarou, a maneira tranqüila e elucidativa com que ele demonstrou sua opinião vão ajudar e muito esse país tão hipócrita e preconceituoso a aceitar o que é de suma importância para qualquer nação: todos são cidadãos, garantidos pela constituição todos os direitos possíveis. Como o Lula disse, se respeitam a constituição e cumprem seu dever com a nação, merecem sua união reconhecida por todos e seus direitos garantidos pelo país. Simplesmente foda demais isso.

Não sou adepto aos que defender com veemência o Lula em todas as crises. Sou grato a ele por nunca (aparentemente) deixar que a PF ou qualquer outro órgão de investigação deixasse de trabalhar nas crises, mas também sei que ele esteve envolvido, direta ou indiretamente, neles. E isso me irrita.

O que sempre vou criticar no Lula é justamente o fato d’ele ter cedido para governar. O que era mais que claro. Ninguém é extrema-porranenhuma. Todo mundo é centro quando governa.

Lula deixou de lado um pouco do seu brio e vei pra ser o ‘paz e amor’. Deu um pouco de raiva vê-lo ceder ao sistema e se adequar ao centrismo pra poder governar. Mas desde a posse tomou conta do que era certo no país, até conseguiu achar um bom ministro aqui e acolá, não teve medo de repreensão ao botar o Meirelles no BC. Conduziu o social de maneira menor que o esperado, mas nem de longe deixou de fazer muito pelo país.

Somos um país melhor sim. Mais rico, mais estável, mais próspero. Devemos isso também ao que foi criado desde o começo do Plano Real, mas Lula tem uma significativa parcela disso tudo. Só que também não vou nunca dizer que ele é foda e incrível e tudibom e a miócoisaquejáaconteceunessepaís.

Ele veio pra cumprir algo que há tempos esse país necessitava. Alguém de fora da chamada elite tomando o país e mostrando ao povo que alguém ‘gente da gente’ cresce, aparece e lidera um país. Também sou contra o Lula chegar e dizer que vai ser dificil alguém superá-lo porque ele, torneiro mecânico, fez tanto.

É preciso uma dose de parcimônia na hora de falar bem do Lula. Ele fez muito, claro. Mas também fez muita merda e tem MUITOS esqueletos escondidos no armário. Nada disso tira o fato d’ele ter sido, desde as diretas, o melhor presidente deste país.

Se alguém me perguntasse se isso seria possível em 2001, iria rir.



Mac x PC… Mac tá ganhando…
22-setembro-2008, 10:43
Filed under: Abobrinhas

Essa foi tão boa que vale a pena copiar do Blue Bus, colar aqui e rir um pouco. Também ajuda o fato de estar no processo de dois posts longos para os quais quero dedicar mais tempo…
http://www.bluebus.com.br/show/1/86656/ops_nova_campanha_da_microsoft_usou_macs_e_softwares_para_mac

Imagens utilizadas na campanha ‘I’m a PC’, da Microsoft, foram produzidas em Mac, utilizando software da Adobe, diz notícia do Gizmodo. A informaçao foi exposta por um usuário do Flickr que publicou foto mostrando os dados técnicos (metadata) de uma imagem do site da campanha – veja aqui. Os dados indicam que o software usado foi o Adobe Creative Suite 3, para Mac. A noticia correu rapido pela internet e a Microsoft reagiu com um comunicado. Diz que “como é comum nos processos de trabalho de quase todas as campanhas, agências e produtoras usam uma ampla variedade de softwares e hardware para criar, editar e distribuir conteudo, incluindo tanto Macs quanto PCs”. As informaçoes técnicas nao estao mais visíveis, segundo o blog.



Galeria
18-setembro-2008, 3:00
Filed under: Abobrinhas, Perfil

Vira e mexe me dá uma coisa na cabeça, uma estranha visão do mundo que me páro pra olhar de fora do meu próprio corpo e tentar entender o que cacetes se passa por essa cachola. Ontem, no Galeria Café, bateu mais uma vez uma estranha sensação de deslocamento.

Acho o Galeria Café o máximo. Mesmo. Reduto gay brabo do Rio de Janeiro, é muito provavelmente a única boate em que me sinto minimamente bem. E conversando com uma amiga ontem me pus a confirmar certas coisas que são, digamos, peculiares de certa forma.

Desde criança, desde que me lembro, tenho uma visão isenta do mundo. Nunca entendi direito essa coisa de diferenciação por cor, sexo, credo. Pode parecer mentira, mas pra mim, pelo menos no consciente aparente, é o que acontece. Nunca achei pessoas diferentes, nunca fui criança de perguntar porque a mão da minha Bibi tava descolorada, porque a Aparecida, acompanhante da minha avó há anos e anos, tinha pele cor de petróleo. Linda.

Por falar em linda, sempre achei tudo interessante e bonito. Desde a mais branquinha ao mais negão. A Payal, indiana do meu colégio na Inglaterra, era de uma beleza absurda. De deixar um rastro inebriante quando passava por mim.

Chego até a me enxergar sendo chato, forçando a barra, quando não vejo movimentos alheios de total ‘isenção’ de nóia. O fato d’eu achar todo mundo lindo imagino que irrite e descredencie minhas opiniões. Mas pouco importo.

Ontem mesmo recebi cantadas de homens, mulheres, e até um espertinho que pegou na minha bunda umas três vezes. Depois da segunda vez, imagino que pensando que eu não tivesse sentido, foi até agressivo. Catou mesmo a nádega. Só ri e achei o máximo. Estava acompanhado de uma amiga, não havia dúvida alguma da minha orientação, e ainda sim o cara insistiu. Continuei dançando e talvez tenha batido a ficha nele que, bem, se não virei e dei mole é porque, bem, talvez não fosse tão pra jogo assim.

E lá no Galeria ela me perguntou o que eu achava dos abraços, beijos e afagos dos homens lá dentro. Eu acho lindo. Carinho é bonito. Sempre será. Não existe diferenciação na minha cabeça.

Me irritou um casal hetero se catando, se jogando por cima do bar, incomodando todo mundo. Os homens se acariciando, se gostando, dançando junto, são lindos. Igualmente as meninas, poucas, que vão lá no Galeria.

Só sei que acho tudo normal.



Abuelita (II)
16-setembro-2008, 12:55
Filed under: Perfil

E não é que Murphy agiu direitinho esse ano?

Minha linda e querida abuelita. Minha líder da família. Minha coisinha mais linda e fofa deste mundo. Você se foi.

Você, tão chorona ultimamente. Você que ia ver no dia em que se despediu de todos. Ainda não caiu a ficha da saudade. Foi tão rápido, tão absurdo, tão estupefante.

Sua meiguice, seu olhar carinhoso, suas badalhocas que por anos foram fonte de risadas. Seu amor eterno pelos filhos. Seus lindos dedos, seu cabelo fininho e sempre bem penteado.

Seu hang-loose forçado.

Vou sentir sua falta, minha linda abuelita. Minhas duas abuelitas se foram este ano. Não tenho mais minhas velhinhas queridas.

Bye bye, my sweet grannie.