Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Um final de semana de primeiras
30-março-2009, 2:42
Filed under: Esportividades, Monova

Esse final de semana foi interessante. Interessante porque nunca passei tão mal em toda a minha vida. Só estou no computador agora porque não consigo dormir de tanto que tusso. O gosto de sangue não sai da boca.

E olha que foi PRINCÍPIO de pneumonia. Cacete.

Foi o primeiro final de semana em, puts, um ano ou mais, que passo na casa dos meus pais. Estou aqui até agora. O fato de não conseguir dirigir e o medo de precisar de alguém que dirija para me levar para alguma clínica na pressa me fez ficar por aqui por mais que as usuais horas num domingo.

Com tanta doença (que pegou meu projenitor também, diga-se), fiquei derrubado no sofá sem muito a fazer a não ser assistir televisão. E nem ler livro consegui – deixei o ‘The Graveyard Book’ do Neil Gaiman em casa. Vi que meu Vasco trucidou mais um. Ainda levando três, fez cinco. Todos os gols foram canhotos. Achei no mínimo curioso para um time que não tinha canhotos até pouco tempo. O Movimento Nórdico-Vascaíno vai crescendo com um time muito bem liderado. Vamo que vamo.

E o Rubens deu sorte! Devido à insônia pneumonal, fiquei vendo a corrida e, claro, não pude acreditar quando o carro do Barrichello entra em ponto morto na largada. E ele é tocado na primeira curva. O azar do puto parecia não ter limite. Até na melhor equipe da F1 ele tem como mostrar seu incrível talento? Que raiva.

Má num é que o rapaz ganha um acidente na frente dele e pega de supetão o segundo lugar de novo? Sensacional. Eu sinceramente não consigo torcer, nem gostar, do Nelsinho. Se ele fosse escroto, briguento, talentoso e pretencioso igual ao pai, seria irado vê-lo degladiar com o Alonso. Seria uma reedição (bem pior, claro) de um Senna/Prost. Mas daria um gás pra esse piloto que é, francamente, estupidamente inferior ao nome que carrega inscrito no carro.

Quero ver o que o Rubens é capaz na Malásia. Quero vê-lo dominar o percurso, para que o Button não tome conta do campeonato e o faça segundo piloto à força. Quero muito que o Rubens prove que pode ser campeão do mundo. Muito.

E o Brasil fez minha tosse piorar. Ainda bem que o Júlio César existe. Lembro que emparelhei ao seu lado no trânsito aqui no Rio, abaixei o vidro e gritei ‘Júlio, vai logo pra Itália para eu torcer por você!’. Faltavam poucos dias para ele se desligar do Flamengo e ir pra Inter, e eu mal podia esperar o dia em que eu pudesse torcer desesperadamente por aquele que sempre imaginei ser o melhor goleiro do país desde… bem… que me vejo como torcedor assíduo de futebol. Ele gargalhou e apontou pro relógio como se dissesse ‘falta pouco tempo’. Seu gesto botou um imenso sorriso no meu rosto.

Ceni? Marcos? Como ainda é possível ver a impensa paulista… aham, ESPN Brasil… ficar o tempo todo dizendo que o Ceni e o Marcos deveriam, ainda, ser primeira escolha para a Seleção. É só ver o que o Júlio é capaz na Inter e os milagres que ele faz na Seleção para saber que não haverá, tão cedo, substituto que chegue sequer perto desse monstro.

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