Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Braba nostalgia
18-agosto-2009, 6:59
Filed under: Diatribes, Perfil

É, Cabra, tá braba essa nostalgia.

Tempos idos, quase deixados. Momentos em que aprendi, cresci, viajei, pensei, refleti, mudei. Todo mundo anda se ocupando demais, e deixando de lado um link blogueiro que criamos.

Mas penso também que as coisas mudaram porque, agora, somos não só blogueiros amigos. Somos, de fato, amigos. Amigos de verdade.

E amigos de verdade às vezes esquecem o que primeiro os uniu, mas continuam fortes e seguros dos laços que têm.

Não acreditei na afinidade que tive contigo naquele nosso fatídico encontro no Belmonte. Que a despedida do Alex, que cheguei a pedir permissão pra participar, fosse ser o começo de uma fase nova na minha vida.

Essa amizade só me fez crescer. E me proporcionou conhecer pessoas distintas, que nunca teria conseguido conhecer não fosse o poder da propagação de idéias e pensamentos que os blogs detêm. E por isso sou eternamente grato ao meu extinto ikhaat.blogspot.com.

Não fosse pela idéia juvenil de falar do que odeio (ik haat é ‘eu odeio’ em holandês), eu não teria falado aquilo que falei. E com isso não teria chegado a conhecer todos vocês. E poder falar o que falei, saber o que soube, aprender o que aprendi.

Minha falta de tempo me faz ter menos cuidado com esse espaço. Um espaço que mudei para poder trabalhar melhor minhas idéias e ideais, mas que vira e mexe se torna um lugar onde preciso colocar qualquer coisa para que não perca a noção da existência disso aqui e ainda lembre o quanto esse blog é importante pra mim.

A nostalgia que bate daquele inverno de 2005 é onipresente. Não há como passar pela Cinelândia e não lembrar de assistir ao show que foi ver um libertino prazeirosamente chupando o dedão de uma oompa-loompa. Não há como lembrar a ida de um paulista de supetão para nos agraciar com sua presença.

Ainda sim, minha maior nostalgia é não ter conseguido aprender mais tanto e nem ser tão assustado por novas pessoas incríveis e inesperadas na minha vida. Um momento sublime de abertura pessoal, onde não me contive e me entreguei por inteiro, recebendo em troca muito mais do que tinha a oferecer.

Minha nostalgia vem do tempo em que ainda me sentia mais inocente e romântico com relação ao mundo. Que sabia que qualquer experiência seria proveitosa e maravilhosa. Onde sabia que meus sonhos seriam realizados. Tinha certeza que meus objetivos eram críveis e conquistáveis.

Agora uma dose um pouco grande demais de amargura domina meus dias. A constatação que nem sempre conseguirei ser transparente e receber transparência e cumplicidade de volta dos outros. Que talvez tenha de deixar de lado meu lado romântico para um mais objetivo e, claro, impessoal.

E junte tudo com a minha preocupação com a carreia, o dinheiro, meu profissionalismo e o que bucestas vou fazer daqui a pouco quando tudo for pro ar (provável) ou tudo der certo (improvável) e não conseguir sequer voltar a ser sonhador e ser mais um operário.

Olha que não contei o mestrado, que ainda é uma fonte de imensa alegria, porque a academia é ao menos um pequeno espaço para que eu possa, de alguma forma, explorar um lado mais erudito e sonhador. Tomara que ele continue sendo um escape. Quando a defesa de tese chegar em maio do ano que vem, estou fudido. Ou não.

Vai saber.

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