Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


A viagem de um Viking na América – Parte VIII
30-outubro-2009, 9:11
Filed under: Estrada
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Da vida
21-outubro-2009, 4:34
Filed under: Perfil

Existe uma gama de sensações interessantes sobre trabalhar demais. O que é, de fato, muito trabalho? Aquele que domina suas horas? Ou o que  te faz sonhar sobre projetos existentes e futuros? Será que é aquele que te estressa? Ou aquele te consome o suficiente para que você não consiga se estressar?

Fora o mestrado, que está me matando, ando desenvolvendo projetos incríveis. Uma proliferação de idéias e ideais que me tomam o tempo, a cabeça – e até um pouco a saúde. Meu olho esquero treme um pouquinho. Acho que é excesso de cafeína. Ou algum problema neurológico, o que seria mais um pra lista infinita de maluquices que tenho. Minha dieta já foi pros cacetes.

Viajo dia 30 para os EUA a fim de fechar minha segunda residência do mestrado. Teria de ser um momento, igual ao ano passado, de pura imersão e dedicação. Sei que vou precisar achar horas no dia para conseguir fazer tudo. Vou ter de inventar um calendário novo, e colocar umas 30 horas da aurora até o crepúsculo, para que possa me dedicar à manter minha saúde em dia e compor as músicas que quero até o final do ano.

Durmo sobre o trabalho, acordo atrasado pra um bando de coisas. Me vejo sempre com alguns telefonemas pra fazer, todos que deveria ter feito mais cedo ou ontem. Me pego assumindo inúmeros projetos por romantismo, ideal, excitação e gana. Cada novo passo é uma vitória, que se transforma em vinte passos até a concretização do investimento intelectual e financeiro. Uma briga de leão diária, horária, quiçá minutária.

Sabe que estou adorando isso tudo?



Maitê e a falta de educação tupiniquim
14-outubro-2009, 1:48
Filed under: Diatribes

Maitê, em Basco, quer dizer ‘amável’. Há a lenda que, em tupi, quer dizer ‘coisa feia’ e é usado pelos índios pra afastar maus espíritos. Esse último faz mais sentido. Especialmente se levarmos em conta nossa especial e fantástica atriz-apresentadora.

Acho estranho que um programa exibido em 2007 só tenha trazido essa polêmica agora. Porém, nada tira o fato dessa vergonha ser uma afronta aos nossos patrícios. Sempre tão solícitos, simpáticos e prestativos.

É claro que zombamos de levarem tudo ao pé da letra, mas faz parte do que eles são. Lembro-me de uma vez que perguntei onde ficava o elevador de Fátima e a resposta foi ‘quando seguires por aqui, e chegares à esquina com a rua X, passaste. É logo antes.’

Se não entendemos as referências e brincamos com isso, beleza. Portugueses devem achar graça de não sermos diretos e falarmos tudo ‘errado’ e ‘estranho’. Isso não dá o direito de termos nossa quéridas ‘meninas’ do Saia Justa humilharem o país. Sem contar o fato da Maitê mostrar sua habitual falta de cultura, errando a história de Salazar e sendo a sem-noção de sempre.

Falta espaço nesse país para termos uma posição mais crítica e definitiva sobre essa falta de educação e posição com relação à . Sátiras e críticas políticas construtivas e inteligentes como o CQC são uma coisa. Falta de educação e senso do ridículo é outra completamente diferente. É patético.



Rio 2016
3-outubro-2009, 1:14
Filed under: Copacabanalidades, Esportividades, Perfil

Meu país. Minha cidade. Vivo falando de vocês. Mal, most of the time. Bem quando quero, quando não consigo conter minha vontade de proclamar meu amor.

Não tinha visto sua vitória ao vivo, minha cidade. Não pude acompanhar. Estava no interior do estado de São Paulo. Depois estava na grange cidade cinza que gosto bastante. E onde me encontro agora, vendo, repetidas vezes, o seu vídeo para o COI.

São momentos especiais, esses. Momentos em que me vejo um cidadão tupiniquim. E sabe por que? Porque amo o fato de sermos assim. Falhos, estranhos, emotivos até pedirmos arrêgo.

Somos o povo que vai, em centenas de milhares, torcer por uma votação em um país escandinavo. Somos um povo que festeja de maneira delirante, e esquecemos os problemas, as árduas porradas da vida, por uma festa e uma reunião em grupo.

Somos um povo feliz. E, agora, somos um povo olímpico. Que orgulho.