Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Champs
19-maio-2009, 10:32
Filed under: Monova

A longa e anunciada confusão com a provedora de material esportivo Champs me fez pensar nos últimos acontecimentos do meu clube. Num momento de renovação política e administrativa, vi na assinatura do contrato da Champs, e conseqüente rompimento com a Reebok, um movimento um tanto suspeito, mas regojizei nos valores oferecidos – milhões e milhões por ano.

Por mais que desconfiasse nos valores anunciados, vi que a Champs pegou a Portuguesa, o Goiás, a Ponte Preta, o Vitória, o Náutico e pensei: porra, então os caras entraram com tudo! Soube que uma empresa canadense estava pronta para se associar e coube a mim, vascaíno roxo né, saber que tudo estava indo bem. Realmente tínhamos um puta provedor de material esportivo.

Saibam logo que jamais pensei em comprar qualquer produto da Champs. Deuses me livrem. Mas rolavam histórias de camisas oficiais de 30 reais, apoio às categorias de base e tudo mais. Seria uma proposta para oferecer à todos os torcedores tudo aquilo que nós sempre procuramos – produtos de qualidade, oficiais, que todos pudessem comprar.

Mas aí começaram as histórias. Primeiro não paga aqui. Depois não paga acolá. A tragédia se anunciou desde  o primeiro período do acordo. Enquanto a dona da marca acusa sabotagem e a falta de um patrocinador como problemas, o Vasco diz que sequer tem uniforme para os próximos dois jogos. Uma bagunça.

Agora me vem uma reportagem que a dona da Champs ainda espera conversa depois que a diretoria do Vasco anunciou o rompimento com a marca. Ainda espera o que, eu juro que não sei. Em nenhum momento cumpriu com o acordo feito.Falou, vejam só!, que vendeu até casa em Ilhabela pra pagar ao Vasco. Que doidera. Não pagou o que devia, não ofereceu o material, poucas pessoas viram e puderam comprar a hedionda camisa da Champs nas lojas… uma história de horror.

Ventila-se a Nike e Adidas como possíveis provedoras de material. Eu pessoalmente torço pela Nike, sabida marca de qualidade imensa, que faz uniformes sóbrios e está numa onda retrô há anos que muito me agrada. Nada de firulas e design doido. Um uniforme simples, bonito, que siga as linhas deste clube tão rico em histórias, boas e ruins, e que merece ser respeitado e louvado.

A Nike vai perder o Flamengo, que há anos segue com o swoosh adornado sua camisa. Aparentemente a Olympikus ofereceu um acordo surreal. Deve ser parecido com o da Champs. Quero mais é que a Nike venha sedenta pro Vasco.

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Meu Vasco
13-abril-2009, 8:04
Filed under: Esportividades, Monova

Olha só, estou decepcionado. Nada de dizer que você excedeu minhas expectativas, nada de chegar a falar que o que você apresentou foi futebol de qualidade. Não consigo tirar minha decepção contigo.

Você magoou. Tirou partido de mim. Abusou.

Achei que podia confiar em você. Que você tinha me mostrado o suficiente para que eu ficasse aí, ao seu ladinho, curtindo a vibe. Achei que podia sentir o gostinho do metal de um troféu na boca. Aquela sensação mágica de berrar até ficar rouco ‘é campeão’.

Mas não. Você foi dar o gostinho pra jogar tudo fora na hora decisiva. Foi me trair so ficar de quatro pro babaca do General Severiano.

Tive esperanças que você ia me dar alegrias. Achei realmente que ia ser feliz contigo nesse primeiro semestre. E ainda posso. Sou corno futebolístico convicto.

Comprei os ingressos de temporada. Assisti a todos os jogos que pude. Estava lá, presente, mostrando meu amor. E você me traiu.

Tá indo pro Nordeste agora? Ah, é? E o que vai fazer lá? Hein? Hein? Acho bom voltar com algo nas mãos. Acho bom voltar com histórias boas pra contar.

Dia nove de maio eu vou ver se você me trai de novo, só que agora com um brasiliense qualquer. Não agüento essa mágoa. Não agüento essa dor.

Mas estarei lá. E ai de você me trair de novo. Eu te mato, viu?



Um final de semana de primeiras
30-março-2009, 2:42
Filed under: Esportividades, Monova

Esse final de semana foi interessante. Interessante porque nunca passei tão mal em toda a minha vida. Só estou no computador agora porque não consigo dormir de tanto que tusso. O gosto de sangue não sai da boca.

E olha que foi PRINCÍPIO de pneumonia. Cacete.

Foi o primeiro final de semana em, puts, um ano ou mais, que passo na casa dos meus pais. Estou aqui até agora. O fato de não conseguir dirigir e o medo de precisar de alguém que dirija para me levar para alguma clínica na pressa me fez ficar por aqui por mais que as usuais horas num domingo.

Com tanta doença (que pegou meu projenitor também, diga-se), fiquei derrubado no sofá sem muito a fazer a não ser assistir televisão. E nem ler livro consegui – deixei o ‘The Graveyard Book’ do Neil Gaiman em casa. Vi que meu Vasco trucidou mais um. Ainda levando três, fez cinco. Todos os gols foram canhotos. Achei no mínimo curioso para um time que não tinha canhotos até pouco tempo. O Movimento Nórdico-Vascaíno vai crescendo com um time muito bem liderado. Vamo que vamo.

E o Rubens deu sorte! Devido à insônia pneumonal, fiquei vendo a corrida e, claro, não pude acreditar quando o carro do Barrichello entra em ponto morto na largada. E ele é tocado na primeira curva. O azar do puto parecia não ter limite. Até na melhor equipe da F1 ele tem como mostrar seu incrível talento? Que raiva.

Má num é que o rapaz ganha um acidente na frente dele e pega de supetão o segundo lugar de novo? Sensacional. Eu sinceramente não consigo torcer, nem gostar, do Nelsinho. Se ele fosse escroto, briguento, talentoso e pretencioso igual ao pai, seria irado vê-lo degladiar com o Alonso. Seria uma reedição (bem pior, claro) de um Senna/Prost. Mas daria um gás pra esse piloto que é, francamente, estupidamente inferior ao nome que carrega inscrito no carro.

Quero ver o que o Rubens é capaz na Malásia. Quero vê-lo dominar o percurso, para que o Button não tome conta do campeonato e o faça segundo piloto à força. Quero muito que o Rubens prove que pode ser campeão do mundo. Muito.

E o Brasil fez minha tosse piorar. Ainda bem que o Júlio César existe. Lembro que emparelhei ao seu lado no trânsito aqui no Rio, abaixei o vidro e gritei ‘Júlio, vai logo pra Itália para eu torcer por você!’. Faltavam poucos dias para ele se desligar do Flamengo e ir pra Inter, e eu mal podia esperar o dia em que eu pudesse torcer desesperadamente por aquele que sempre imaginei ser o melhor goleiro do país desde… bem… que me vejo como torcedor assíduo de futebol. Ele gargalhou e apontou pro relógio como se dissesse ‘falta pouco tempo’. Seu gesto botou um imenso sorriso no meu rosto.

Ceni? Marcos? Como ainda é possível ver a impensa paulista… aham, ESPN Brasil… ficar o tempo todo dizendo que o Ceni e o Marcos deveriam, ainda, ser primeira escolha para a Seleção. É só ver o que o Júlio é capaz na Inter e os milagres que ele faz na Seleção para saber que não haverá, tão cedo, substituto que chegue sequer perto desse monstro.



Semifinais
19-fevereiro-2009, 9:17
Filed under: Monova

Está dando uma vontade tremenda de comprar ingressos pra ver o Vasco x Botafogo de sábado…

Porque agora o Ministério Público anulou tudo o que foi conquistado pelo Fluminense no tepetão. Pobres mercenários de Laranjeiras. Não conseguiram ganhar desta vez.

Em primeiro lugar, eu quero deixar claro que acho, e achei, uma tremenda duma babaquice por parte do corpo jurídico do Vasco deixar o Jéferson entrar em campo. Se havia uma mísera dúvida pairando sobre sua inscrição, era melhor deixar o santo jogador fora da partida imbecil de estréia.

Mas ainda sim me revolta mesmo é a atitude vil e ridícula do Fluminense. Timinho de tapetão esse. Que não se garante em campo e fica criando picuinha pra conseguir o que quer no campeonato. Timinho mimado, bancado por uma empresa de seguros de saúde, que só pega a rebarba mercenária de outros times, em especial o Vasco, de onde vieram os Leandros Bomfim e Amaral, o Conca, o Rafael e o Ygor.

Nunca fui de ter raiva de nenhum clube do estado. Tive sempre aquela rivalidade esperada com o Flamengo, em especial com todo o papo de pentacampeão que realmente não cola. Ainda sim, vira e mexe me vejo, especialmente nos útlimos tempos, não vendo nada de errado numa vitória dos urubus contra o River, o Nacional ou o Corinthians. Tem muito time mais escroto fora do estado para eu me preocupar.

Porém agora o Fluminense me dá ojeriza hoje em dia. Um asco tremendo. Quero vê-lo ruir em dívidas. Quero ver o presidente e o dono da Unimed na cadeia por fazerem do futebol uma fonte de renda para uma empresa de saúde, o que é ilegal e imoral. Quero ver Laranjeiras penhorada na Justiça.

Talvez assim, e só assim, esses putos caiam do cavalo e se enxerguem como realmente são: um timinho regional, com aspirações regionais e uma administração que busca vilipendiar os outros ao invés de gerir com competência, ética e dignidade o seu clube.

Tomara que no Fla x Flu vocês percam de 9-0. Estarei torcendo pelo Flamengo. Como jamais torci. É o Movimento Nórdico-Vascaíno em ação contra os pó-de-arroz que estragam com qualquer campeonato.



Manifesto Nórdico-Vascaíno
8-dezembro-2008, 12:53
Filed under: Monova

Começo mais um segmento nesse incrível canal de comunicação pessoal que tenho. Chamo ele de Movimento Nórdico-Vascaíno. Ia fazer o Movimento Nórdico Cruz-Maltino, mas Monocruma fica mais feio que Monova. E aqui de feio basta eu.

Esse manifesto é o primeio passo na realização de minha visão sobre os acontecimentos do meu combalido, mas eternamente forte Clube de Regatas Vasco da Gama. 

Ontem foi um dia interessante. Estava eu na Grande Maçã, estudando e fazendo meus papers quando tive um pensamento ruim. Tive um calafrio de repente, e me pus a pensar porque teria passado um pensamento ruim, mesmo que não o tivesse percebido conscientemente, capaz de me dar uma sensação estranha no estômago.

Pensei nos quinze drinks de cranberry juice with grey goose que tomei e no tic tac estranho que comi num buraco no underground de Nova Iorque no sábado, mas acho que foi um favor pseudo-mediúnico-cruz-maltino.

Acabei conseguindo acessar a internet na Grand Central Station, logo antes de visitar o Rockerfeller Center pra ver a pista de patinação. Recebi pêsames da Viva. Recebi mensagens de amigos, todos sentindo muito.

Felizmente não estou no Brasil pra receber os babacas de plantão, doidos pra depositar em vascaíno anos de tortura na Segundona e Terceirona, falta de títulos e expressão nacional dos seus clubes.

Acho que Vasco recebeu uma porrada desnecessária, mas que veio a representar o que o Eurico fez pelo clube. Deixou-o completamente destruído. Falido. Desestruturado.

Os seis meses do Roberto foram um tanto desastrosos. Mas agora, com dinheiro em caixa da Champs e Eletrobrás ele tem a chance de mostrar que sua administração pode ser diferente. Qualquer coisa que ele fizer será diferente e melhor, claro, mas ao menos é uma chance de ver o Vasco reformulado.

Seremos um Fênix, voando com a cruz de malta pelos mares turbulentos da Segunda Divisão após renascer das cinzas de um rebaixamento que flagelou, mas não corrompeu ele clube de tantas conquistas, tantas vitórias e glórias.

Sei que terei muitas alegrias em 2009, e que posso imaginar um ano de crescimento, de amadurecimento e de continuidade de um projeto que acredito no meu querido clube do coração. Vou me divertir muito nos jogos, quero ver a torcida participar desse renascimento, dividindo com os jogadores a luta que será voltar.

E voltaremos maiores e melhores. Todos verão.