Lembrança Eterna de uma Mente sem Brilho


Record Store Day
17-abril-2010, 3:26
Filed under: Música

Hoje é dia da loja de discos. E que saudade eu tenho de uma legítima loja de discos.

Lembrava da alegria que era adentrar a Tower Records e me perder no mar de opções e gêneros de música. Um mundo infindável de possibilidades de acesso à cultura.

Hoje vejo numa Saraiva ou Fnac o espaço derradeiro de promoção de entretenimento em forma de álbuns. A Livraria da Travessa é o único espaço em todo o Shopping Leblon onde há venda de álbuns. Pra mim, isso é surreal. Um dos maiores e mais chiques shoppings do Rio não tem espaço (nem rentabilidade) para uma loja de música.

É um fim melancólico demais. Um fim do túnel onde vislumbrar uma luz parece exercício fútil. Mas será mesmo o fim?

A Polysom está voltando com os vinis. Será que veremos uma retomada de aficionados em busca de artistas nesse novo velho meio? Será que a compra de música tornar-se-á um mercado de nicho, onde poucos e bons pagarão bastante para ter seus produtos específicos e diferenciados?

Eu espero que haja um mercado ainda por aí. Amo demais isso tudo pra assistir em tão pouco tempo tudo se esvair. Vida longa aos álbuns, que nos trazem felicidade, contemplação, propósito.

Vida longa à música.

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Hey, Jude, cante comigo
24-setembro-2009, 3:18
Filed under: Blogroll, Música

Depois de ser bombardeado por tantos posts sobre os Beatles do meu querido Cabra, lembrei de um flash mob um tanto peculiar, criado pela T-Mobile que, pra mim, representa o futuro do marketing social – quiçá o marketing em geral.

Assistam ao flash mob feito na Liverpool Street Station. Um tanto curioso o nome da estação, há de se admitir, mas não sei se foi proposital. Mesmo porque foi antes dessa coisa fantástica no Trafalgar Square. Nossa, quanta saudade da minha terra.



O direito do Funk
2-setembro-2009, 1:12
Filed under: Música

Com o fim do romantismo, entra a oportunidade de se pensar com mais parcimônia e menos coração. Sou apaixonado por música. Não consigo deixar de ser. Só que hoje vejo a música como uma entidade bem maior do que imaginava.

Não sou mais avesso à sons que previamente julgava ruins. Por mais que não tenha conscientemente esperado, escuto tudo com um ouvido mais clínico (pra mim), e portanto consigo enxergar com maior facilidade o ‘valor’ intrínseco de obras artísticas que antes não tinha capacidade, ou distanciamento, que me dessem esse tipo de reflexão.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi votar, hoje, o projeto de lei que define o funk como movimento cultural e musical de caráter popular. A idéia, que ainda preciso entender direito, é incluir o funk nas escolas e comunidades, mostrando o poder de comunicação dessa forma de representação artística.

Em outra faceta interessante, também foi votada a revogação da Lei que estabelece regras para a realização de eventos de música eletrônica, como raves e bailes funk. Essa era uma lei ridícula do Álvaro Lins, bandido, deputado cassado, que exercia pressões imensas em cima desses eventos para seu acontecimento. Raves iam pra cidades longínquas pra fugir dos problemas dessa ridícula lei, que foi feita pra tornar bailes funk ilegais – coisa de bandido.

Oras bolas, o Funk é uma PUTA representação de uma parte gigantesca desse país, dessa cidade. É a força motriz por trás de um movimento cultural que, concorde ou não, desenha e norteia boa parte da população carioca e brasileira. E precisa ser reconhecida pelo seu valor.

Deputados, então, revogaram essa lei ridícula. Também foi aprovada lei que define o funk como movimento cultural. O projeto de lei ainda precisa da sanção do governador Sérgio Cabral, o que não deve ser um problema. Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a nova lei assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk e diz que os assuntos relativos ao estilo sejam, prioritariamente, da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura.

O Funk respeitado como forma digna de cultura e manifestação de uma gigantesca e influente percentual da população. Que bom.



Ivete Stellar
27-agosto-2009, 2:19
Filed under: Cinemalidades, Música

Eu, pessoalmente, acho que nunca haverá na história da música nacional alguém igual à Ivete Sangalo. A maior artista de todos os tempos desse país. Rei? Que Rei?

Uma mulher de fibra, garra, simpatia ímpar e uma transparência apaixonante. Um talento incrível, uma voz poderosa, uma imagem de força descomunal. De cantora de uma banda de axé ao fenômeno absoluto – uma artista que atinge a todos no país, que tem público do Oiapoque ao Chuí.

Agora a Ivete vai virar estrela de uma animação em 3D. Um momento até natural para uma artista como ela. Até estranhei, até hoje, não ter visto um filme estrelado por ela. Mas o que mais me impressionou foi a qualidade do trailer mostrado.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Uma animação de imensa qualidade, com uma direção artística incrível, uma Ivete muito bem representada como heroína e, o mais importante, uma história e uma abordagem diferente do que vemos nesse país.

Ivete não é mais uma Xuxa, fazendo filmes para seus baixinhos. Ela virou uma heroína espacial, com atitude, tenacidade e personalidade. Cacomotion, empresa criada por ela mesma, é quem capitaneia esse projeto. Uma mulher de visão.

Torço muito para que o Ivete Stellar se torne uma verdade. Para que assim possamos, finalmente, enxergar uma saída para os filmes do Didi e da Xuxa, e enxerguemos, todos, no mercado, que só há uma grande heroína brasileira: uma baiana arretada chamada Ivete.




E um pouco mais de mim morre…
21-agosto-2009, 2:36
Filed under: Diatribes, Música

…pelo fim da concepção musical que entendo por saudável. Está chegando ao fim o meu romantismo, a minha completa dedicação, o meu dever visceral de propagar cultura da maneira que sempre sonhei possível.

Vejo tardiamente os efeitos de uma vida vivida de sonhos. De pueris pensamentos de regojizo através do som, da propagação das ondas da caixa após o tocar de um acorde. A vida pela arte.

Escrota essa última frase.

Não entendo mais direito o mundo. Anda tudo meio turvo. Penso entender as pessoas, mas vejo que estou mais cego do que nunca.

A confiança que tinha está dando lugar à um marasmo emocional. Um deserto sem fim, onde todo e qualquer vislumbre de esperança nada mais é que uma bela miragem. Sinto o peso da ventania contra meu corpo. O afundar dos pés na areia cada vez mais traiçoeira.

Se a luz ao fim do túnel existe, ela hoje é uma infíma faísca. Pode-se dizer que basta uma faísca para o fogo retornar em todo seu esplendor e graça. Pode ser.

Mas assisto, segundo após segundo, o esvair daquele pequeno e reluzente foco de continuidade. A escuridão torna-se minha amiga. E quando vejo isso aqui, penso no fim.

Um fim muito próximo.



Matéria da Plus TV sobre o lançamento do clipe de ‘Daquilo eu que eu chamo de Amor’
6-julho-2009, 2:46
Filed under: Música

http://www.videolog.tv/video?456696



Daquilo que eu chamo de Amor
1-julho-2009, 3:48
Filed under: Música

Foi lançado ontem o clipe de ‘Daquilo que eu chamo de Amor’, single do novo álbum ‘Sempre Mais’ da banda que empresario – o Catch Side.

Foi um processo tortuoso, cansativo, mas o resultado é algo incrível. A fotografia é perfeita. Os meninos estão demais. Tudo o que o João e eu lutamos para conquistar, além de toda a equipe CS, agora está finalmente mostrando seus frutos mais suculentos.

Que este seja o primeiro de muitos clipes. Salve Kaká, pelo roteiro. Salve Dante Belluti e Philip Moss, pela direção. Salve a Chá das 5, pela finalização e edição. E salve a N Filmes do Gabriel, que produziu tudo.